Magé vai anular contrato de R$ 19,8 milhões

Elizeu Pires

A empresa FFM Terra que faturou cerca de R$70 milhões na Prefeitura de Magé, sendo mais de R$40 milhões em dois contratos assinados em 2010 e em fevereiro deste ano, terá anulado o contrato de R$19,8 milhões, feito pelo ex-prefeito interino Anderson Cozzolino, o Dinho, apontado em denúncia encaminhada ao Ministério Público como “sócio informal”.

FFM Terra recebia até três vezes por mês

Elizeu Pires

A FFM Terra, empresa favorita da Prefeitura de Magé na locação de caminhões, máquinas e prestação de outros serviços, chegava a receber até três pagamentos por mês. Investigada pelo Ministério Público por suspeita de licitações fraudulentas e pela denúncia de que operaria no município em parceria com o ex-prefeito interino Anderson Cozzolino, o Dinho, que está volta à presidência da Câmara de Vereadores, a empresa é controlada pelo empresário Fábio Figueiredo Morais, o Fabinho e teria faturado cerca de R$70 milhões nas gestões de Núbia Cozzolino, Rozan Gomes e Anderson Cozzolino. Só em dois contratos assinados em 2010 e fevereiro desse ano o valor passa R$40 milhões.

Contratos da FFM Terra são irregulares

Elizeu Pires

A empresa FFM Terra que faturou cerca de R$ 70 milhões na Prefeitura de Magé, sendo mais de R$ 40 milhões em apenas dois contratos firmados nesses dois últimos anos, jamais poderia ter contratos com o poder público com valores superiores a R$ 1 milhão. É que a legislação exige capital social de no mínimo 10% do valor do compromisso a ser assumido e, de acordo com o contrato social da empresa, o capital da FFM Terra é de apenas R$ 100 mil, valor três vezes menor do que a concorrente deixada de lado pela administração municipal na hora de contratar os serviços de locação de camimhões e máquinas.

Corrupção impune em Silva Jardim

Agiotagem com dinheiro público denunciada em 2001 ainda não foi punida

Com pouco mais de 20 mil habitantes, Silva Jardim, é, ao lado de Magé, Maricá e Nova Iguaçu, um dos municípios mais marcados por denúncias de corrupção. As evidências de desvio de dinheiro público, irregularidades processos de licitação e contratação de funcionários fantasmas surgiram nas gestões dos prefeitos Antônio Carlos Lacerda, Elmary Nascimento e Augusto Tinoco, foram denunciadas pelo Ministério Público e causaram, inclusive algumas prisões como a de Augusto Tinoco. O primeiro escândalo foi “batizado” de Buraco Negro e explodiu em janeiro de 2001, tão logo o ex-prefeito Augusto Tinoco assumiu o cargo.

Superfaturamento comprovado em Nova Iguaçu

Nova licitação para compra de uniformes confirma que Lindberg Farias pagou 500% a mais por uniformes escolares. O íten camiseta custou 100% mais caro

Quatro anos após o elizeupires.com ter revelado que a Prefeitura de Nova Iguaçu gastou cerca de R$ 9 milhões comprando uniformes escolares a preços superfaturados, uma nova licitação aberta este ano com a mesma finalidade comprovou a irregularidade. No último dia 2 foi publicado no Diário Oficial do município o registro de preços para a compra de uniformes com material nas mesmas especificações do edital anterior, com valores até 50% mais baixos que os praticados em 2007. No caso das camisetas, o valor pago por Lindberg Farias foi o dobro do atual. A compra anterior - que está sendo investigada pelo Ministério Público Federal, por envolver recursos repassados pelo Ministério da Educação - foi feita através da Secretaria Municipal de Educação, que adquiriu camisetas, bermudas, shorts e pares de tênis da empresa WQ - Comercio de Material de Escritório e Serviços Ltda., que venceu uma licitação feita em dezembro de 2006, quando a vereadora Marli Freitas (PT) respondia pelo setor de Educação. O item camiseta dos uniformes adquiridos em 2007, por exemplo, custou R$ 16,87 a unidade e o preço apurado nessa nova concorrência é de R$ 8,70.

Mais uma herança maldita em Nova Iguaçu

O prefeitoLindberg Farias tem uma gestão marcada por escândalos Auditoria da Controladoria Geral da União comprova que gestão de Lindberg Farias fraudou censo escolar para receber mais dinheiro do Fundeb

Marcado por denúncias de irregularidades desde o início da gestão do prefeito Lindberg Farias (PT), em 2005, o setor de ensino do município de Nova Iguaçu é manchado mais uma vez com a confirmação, por parte da Controladoria Geral da União (CGU), de que a Secretaria Municipal de Educação fraudou, em 2009, o censo escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para receber mais recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

E a CRT venceu

Elizeu Pires

Os “nobres” representantes do povo na “colenda” Câmara Municipal de Magé decidiram que a atuação da Concessionária Rio-Teresópolis (CRT – que transformou o município numa ilha cercada de pedágios por todos os lados, inviabilizando o desenvolvimento econômico da cidade – não precisa ser investigada.

Entrada proibida em Piabetá

Barreiras fiscais da Prefeitura de Magé ferem a Constituição e beneficia a Concessionária Rio-Teresópolis.

Indistintamente todo cidadão tem o direito de ir e vir, só podendo ter a sua liberdade cerceada, em decorrência de prisão em flagrante delito ou por mandado judicial devidamente fundamentado por autoridade judiciária competente. É o que garante a Constituição federal, mas parece que a prefeita de Magé, Núbia Cozzolino não sabe disso. Pelo menos é o que sugerem as barreiras instaladas nas entradas de Piabetá, onde agentes da Prefeitura ficam de plantão para impedir a entrada de caminhões, só permitindo o acesso aos motoristas que comprovarem que estão indo fazer entregas. A medida, que segundo a administração municipal, tem a finalidade de evitar que veículos pesados danifiquem o asfalto das ruas, beneficia diretamente a Concessionária Rio Teresópolis (CRT), pois coíbe qualquer tentativa de os caminhoneiros cortarem caminho e escapar do pedágio, muito caro por sinal. “É um absurdo que isso aconteça, pois fere um direito constitucional”, afirma o advogado Luiz Carlos Rodrigues.

Cercados por todos os lados

Moradores de Magé reclamam de “excesso de cobrança” por parte da Concessionária Rio-Teresópolis.

Com cerca de 280 mil habitantes, o município de Magé é uma ilha cercada de pedágios por todos os lados. Pelo menos é disso que reclamam os moradores de bairros como Citrolândia e Parque Bonevile, revoltados com o que chamam de excesso de pontos de cobrança operados pela Concessionária Rio-Teresópolis (CRT), formada pelas empresas a Construtora OAS, Carioca Christiani-Nielsen Engenharia, Strata Concessões (Grupo EIT) e Queiroz Galvão Participações e Concessões, consórcio que assumiu, em março de 1996, a administração de um trecho de 142 quilômetros da BR-116.