Prefeito de Rio das Ostras ‘dá mole’ para adversários e pode ter problemas para registrar candidatura a reeleição

O Ministério Público deu parecer pelo deferimento de uma representação ajuizada pelo MDB na 184ª Zona Eleitoral contra o prefeito de Rio das Ostras, Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia (foto), por conduta vedada a agente público e abuso de autoridade. Borba usou verba pública e a estrutura do setor de Comunicação da Prefeitura para produzir e veicular matéria enaltecendo sua gestão, com o intuito, segundo a representação, se se promover como administrador com vistas à reeleição pretendida. 

No parecer a promotora de Justiça Tatiana Carvalho cita que no conteúdo divulgado  “verifica-se claramente”  a intenção do prefeito "em enaltecer suas qualidades pessoais e as obras, programas e projetos por ele viabilizados com vistas à captação de simpatia do eleitorado nas eleições que se avizinha".

Magé: para ser prefeito Cozzolino terá de vencer na Justiça e nas urnas

Com mandato cassado pelo TRE Renato no momento tecnicamente inelegível e na dependência de decisão do TSE

As eleições municipais só acontecerão no dia 15 de novembro, data escolhida para o primeiro turno de votação, e as convenções ainda nem aconteceram, mas se sonha mesmo em ser prefeito de Magé, o deputado estadual Renato Cozzolino Harb (foto) vai ter de vencer primeiro na Justiça para poder, então, enfrentar as urnas. Até agora o placar, gostem o parlamentar e os seus ou não, está em 2 x 0 contra ele.

Mais um membro do grupo de Max grita por independência em Queimados: Dra. Fátima pode disputar a Prefeitura pelo PP

Depois de Carlos Machado, que pulou do barco após sua esposa ser exonerada do cargo de secretária de Saúde, e do próprio prefeito Carlos Vilela, que decidiu não abrir mão do direito de disputar a reeleição, a vereadora Fátima Cristina Dias Sanches, mais conhecida na cidade como Dra. Fátima (foto), está disposta a fazer carreira solo, disputando a Prefeitura de Queimados pelo PP, se distanciando do grupo político liderado pelo deputado estadual Max Lemos.

Na manhã desta quarta-feira (2) o que se ouvia na Câmara de Vereadores é que Fátima – que está no terceiro mandato consecutivo – não teria aceitado o papel de coadjuvante que lhe teria sido oferecido por Max, que a queria como vice numa chapa encabeçada por seu irmão, o ex-secretário de Educação Lenine Lemos.

Queimados: intenção de Vilela em disputar a reeleição preocupa Lenine

O prefeito está animado com as consultas feitas pelos partidos e irmão do deputado Max Lemos pode acabar como companheiro de chapa

Vilela teria mais chances que Lenine, avaliam lideranças políticas locais Empolgado com um manifesto assinado por cerca de 100 pré-candidatos a vereador, o ex-secretário de Educação Lenine Lemos, pré-candidato a prefeito pelo PSDB, ainda não jogou a toalha, mas ele sabe que tem uma pedra enorme em seu caminho e poderá não ter a candidatura confirmada em convenção.

Se o governador em exercício não desmontar a estrutura de Witzel corre risco de ir pelo mesmo caminho, alertam observadores mais atentos

Desde sexta-feira (28) à frente do governo, o vice-governador Claudio Castro (foto), aponta a movimentação na Assembleia Legislativa, pode deixar de ser interino logo-logo, e seria aconselhável que ele ignorasse o pedido de Wilson Witzel para que ele esperasse pelo menos 15 dias para fazer mudanças na gestão. "Se ele não desmontar a estrutura que Witzel montou corre risco de ser afastado também", alerta um atento observador.

Witzel está fora, mas seus nomeados e os indicados pelo pastor Everaldo Dias – apontado pelo ex-secretário de Saúde Edmar Santos como "dono" do governo permanecem nos cargos. "Claudio Castro tem que mexer em toda a estrutura e fazer alterações inclusive na cúpula da segurança", completa o observador.

Defesa de Witzel espera que STF derrube até amanhã liminar que tirou o governador do cargo: recurso foi impetrado sábado

Os advogados do governador do Rio, Wilson Witzel (foto) – afastado do cargo cautelarmente pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a situação. A defesa acredita que o recurso seja julgado até amanhã (1/9) e que a liminar será cassada.

No meio jurídico há dúvida sobre se uma decisão monocrática pode tirar um governante do cargo e alguns advogados entendem que o ministro do STJ não poderia ter afastado o governador por 180 dias sem que ele tivesse sido ouvido antes.

Analise sobre a sucessão em Porto Real: deputado vai ter que se explicar sobre elogios a Witzel e negar que seria apoiado por ele

Logo depois do segundo turno das eleições de 2018 o recém-reeleito deputado federal Alexandre Serfiotis divulgou um vídeo destacando as qualidades de Wilson Witzel, que acabava de ser escolhido para governar o estado do Rio de Janeiro. A gravação vem sendo revivida desde sexta-feira (28), quando o governador foi afastado e alguns de seus colaboradores presos, todos delatados pelo ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, que revelou ao Ministério Público Federal detalhes de um esquema de corrupção de fazer inveja ao ex-governador Sergio Cabral.

No dia 14 de outubro de 2018, por exemplo, Alexandre Serfiotis usou sua conta no Tweeter para pedir votos para Witzel: "É hora do estado do Rio de Janeiro volta a crescer. Junte-se a nós, vote Wilson Witzel 20 para governador", e desde que anunciou que pretendia disputar a eleição para prefeito vinha sendo visto como o nome que teria apoio do governador, que hoje é apontado como o homem ao qual era destinado o montante de 20% do volume de dinheiro desviado com fraudes nas emergenciais da Saúde e dos restos a pagar.

Ex-secretário de saúde do Rio disse que 20% dos recursos desviados iriam para o governador: Organizações Sociais e restos a pagar eram a fonte

Um montante de 20% dos recursos desviados através de fraudes com dinheiro da saúde era destinado ao governador Wilson Witzel, um ex-juiz federal que ganhou a eleição se dizendo diferente dos outros e prometendo acabar com a corrupção do governo do Rio.

A afirmação está na delação feita pelo ex-secretário de Saúde Edmar Santos ao Ministério Público Federal, contribuindo para que o político que quis governar com a toga tropeçasse no discurso de combate à corrupção e caísse sob a acusação de ter se aliado a corruptos.

Com sete anotações na lista do TCE e duas cassações no currículo, ex-prefeito de Mangaratiba quer voltar a governar a cidade

● Elizeu Pires

Com duas cassações em seu currículo e sete anotações na lista dos gestores com irregularidades nas contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro pelo Tribunal de Contas do Estado, o ex-prefeito de Mangaratiba, Aarão de Moura Brito Neto (foto) pretende voltar a governar o município. Ele é pré-candidato a prefeito pelo Cidadania.

Presidente da Alerj afirma que nada tem a temer e que continuará devolvendo aos cofres do estado os recursos economizados pela Casa

Em nota oficial o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (foto), rebateu a afirmação de que a doação de R$ 100 milhões à Secretaria de Saúde teve como objetivo o retorno de parte do valor para os próprios parlamentares. André afirmou que até o final deste ano a Casa terá economizado cerca de R$ 500 milhões e que esse montante vai ser devolvido à Fazenda estadual. Segundo Ceciliano, a afirmação de que a doação objetivava reverter parte do montante, "carece de provas que, minimamente, justifiquem a gravidade de uma acusação dessa natureza". 

Na nota o presidente esclarece que em 2019, o valor destinado à Alerj foi de R$ 1,2 bilhão, e que a Casa economizou cerca de R$ 422 milhões, total devolvido ao Tesouro Estadual por meio de transferências bancárias à Secretaria de Fazenda. "Este ano, até hoje (28/08), a Alerj economizou R$ 340 milhões de seu orçamento. Até o fim do ano, a previsão é de que essa economia chegue a R$ 500 milhões, recursos que serão novamente devolvidos aos cofres públicos, como parte do esforço que a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio tem feito em apoio ao Estado", diz um trecho da nota.