Vilela volta ao cargo e abre o verbo: “Se tivesse atendido às demandas daquele grupo antidemocrático não sairia afastado e sim preso”

Carlos Vilela afirmou que não vai ceder a pressões da Câmara de Vereadores - Foto:Divulgação Quem ouviu o discurso feito no início da noite desta sexta-feira (11) pelo prefeito Carlos Vilela, pode ter chegado a conclusão de que os nove vereadores que o afastaram do cargo de forma vista como ilegal, não erraram apenas no ato, mas, ao que tudo indica, em possíveis pedidos não republicanos ao governo.

Falando para dezenas de pessoas que o recepcionaram em seu retorno à Prefeitura, Vilela mandou ver. "Eles não respeitaram os mais de 43 mil eleitores que votaram em mim. Se juntaram e votaram de um dia para o outro o meu afastamento de forma ilegal. Para afastar um prefeito, precisa ter pelo menos 2/3 dos votos e não teve. Tentaram jogar meu nome na lama, mas fui exaltado por Deus e eles estão sendo humilhados pela sociedade”, disse.

Maioria dos vereadores que afastaram o prefeito de Queimados ignorou irregularidades apontadas na gestão de Max Lemos

Na gestão de Max foram apontadas falta de repasses à previdência dos servidores e em terceirização na saúde, mas o Legislativo nada fez Dos nove vereadores que votaram pelo afastamento do prefeito Carlos Vilela na sessão da última terça-feira (8), pelo menos cinco exerciam mandato na legislatura anterior e não viram nada demais nas contas da previdência dos servidores municipais de Queimados naquele período ou qualquer outro problema. O prefeito na época era o deputado estadual Max Lemos, em cuja gestão foram apontadas falta de repasses de contribuições previdenciárias, mesmo motivo do afastamento de Vilela, e irregularidades na administração terceirizada do Centro Especializado no Tratamento de Hipertensão e Diabetes (Cethid), por uma organização social contratada sem licitação por Lemos. Porém o hoje tão atento Poder Legislativo não tomou qualquer providência. Estavam na Casa Legislativa durante a gestão de Max Lemos os vereadores Adriano Morie, Antonio Almeida, Getúlio de Moura, o Tutu, Nilton Moreira e Wilson Sampaio, o Wilsinho de Três Fontes.

A Câmara de Vereadores ignorou, por exemplo, a Operação Miquéias, realizada em vários estados em setembro de 2013, para, segundo a Polícia Federal divulgou à época, "desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas: uma de lavagem de dinheiro e outra de má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas", nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Amazonas, Rondônia e no Distrito Federal. Consta neste caso que a previdência de Queimados teve prejuízos com aplicações em "papeis pobres", que podem ter chegado a R$ 1 milhão.

Ministro determina a operadoras que informem telefones de empresas apontadas como responsáveis por disparo de mensagens em massa

A decisão é do ministro Jorge Mussi - Foto: Divulgação/TSE Em decisão individual proferida nesta quinta-feira (10), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Jorge Mussi, determinou que operadoras de telefonia sejam oficiadas para que, no prazo de três dias, informem as linhas telefônicas de quatro empresas e de seus respectivos sócios alegadamente contratados durante a campanha eleitoral de 2018 para disparar mensagens em massa pelo WhatsApp.

A decisão ocorre no âmbito da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) 0601782-57, ajuizada pela coligação Brasil Soberano (PDT/Avante) contra Jair Bolsonaro e Antonio Hamilton Martins Mourão, eleitos presidente e vice-presidente da República no último pleito, entre outras pessoas físicas. A alegação é de suposta prática de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, nos termos do artigo 14, parágrafo 9º, da Constituição Federal, e do artigo 22 da Lei Complementar (LC) nº 64/1990.

Começou o jogo sujo na disputa por Nova Iguaçu

Deputado usa afastamento do prefeito de Queimados para fazer campanha na cidade, atacando Rogério Lisboa

Max usou o microfone da Alerj para atacar o prefeito de Nova Iguaçu - Foto:Divulgação "O deputado Max Lemos resolveu usar a tribuna da Assembleia Legislativa e o afastamento do prefeito Vilela para antecipar a campanha para a Prefeitura de Nova Iguaçu". Pelo é desta forma que algumas lideranças políticas da Baixada Fluminense interpretaram a fala de Max, na qual acusou, nesta quinta-feira (10), o prefeito Rogério Lisboa de ter orquestrado o afastamento de Carlos Vilela, decidido pela Câmara de Queimados, se encontrando com parte dos vereadores que votaram pelo afastamento.

Com nome na lista de denunciados pelo MPF por desvio de dinheiro Saúde de Barra do Pirai, vereador continua como secretário

Monteiro de Jesus diz que tomou providências Até o final do expediente de ontem (9), o prefeito Mario Esteves ainda não havia exonerado o vereador Expedito Monteiro de Almeida, mais conhecido como Pastor Monteiro de Jesus, do cargo de secretário de Agricultura, para o qual fora nomeado em fevereiro deste ano. Monteiro – que foi prefeito interino entre 12 de abril e 31 de agosto de 2013 – é um dos 16 denunciados pelo Ministério Público Federal por desvio de recursos do Sistema Único de Saúde, um rombo de cerca de R$ 1 milhão que teria sido causado por um esquema que, conforme o próprio MPF informou, pode ter sido maior, o que poderá ser esclarecido mais adiante, uma vez que as investigações  continuam. Também está na lista o médico Alexandre Baptista de Carvalho, que comandou a Secretaria de Saúde na curta gestão do pastor, que governou a cidade até a posse do prefeito Jorge Babo, eleito em pleito suplementar.

A denúncia foi revelada na semana passada, com o Ministério Público Federal apontando para uma associação criminosa que supostamente teria se instalado na Secretaria Municipal de Saúde durante o mandato tampão de Monteiro de Jesus, que, em nota oficial, alegou encontrado dificuldades "em encontrar profissionais capacitados dispostos a assumir cargos de grande responsabilidade por um período indefinido de tempo", o que o levou "a recorrer a indicações partidárias e de membros de outras esferas de poder". Ele disse ainda que "a Secretaria de Saúde ficou a cargo de equipe liderada por profissional médico com comprovada experiência e, até então, nenhuma conduta que desabonasse esses profissionais".

Contratação de “fantasma” deixa ex-prefeito de Pádua inelegível

Jose Renato Padilha pegou cinco anos de inelegibilidade

José Renato já foi denunciado outras vezes por improbidade administrativa - Foto: Reprodução/internet Se não conseguir reverter a situação em instância superior, o ex-prefeito de Santo Antonio de Pádua, Jose Renato Padilha – apontado como adversário mais forte do grupo do prefeito Josias Quintal – não poderá participar das eleições de 2020. É que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro manteve a condenação dele a cinco anos de inelegibilidade. José Renato foi denunciado pelo Ministério Público pela contratação da assistente social Luciane Silva Red Rocha, que, de acordo com a denúncia do MP, recebeu salários sem ter prestado serviços à Secretaria Municipal de Assistência Social, onde, pelo menos no papel, esteve lotada. Ela também foi condenada na ação e terá que ressarcir os cofres da municipalidade dos valores recebidos.

Nota oficial do prefeito de Queimados

Carlos Vilela vai recorrer à Justiça

"A respeito das notícias veiculadas sobre o meu afastamento do cargo de prefeito de Queimados, informo que foi com surpresa que recebi a informação, porém ainda não fui notificado oficialmente pela Câmara de Vereadores e, tão logo seja, irei recorrer prontamente à justiça. Estou com a consciência tranquila, pois não cometi nenhum tipo de desvio. Caráter, honestidade e integridade são valores que aprendi com meus pais desde a infância e carrego comigo ao longo de toda a vida.

Justiça manda soltar o prefeito de Japeri

Carlos Moraes estava preso desde o dia 27 de julho de 2018

Carlos Moraes estava preso há mais de um ano Pode decisão  monocrática do ministro Sebastião Reis, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o prefeito afastado de Japeri, Carlos Moraes Costa, ganhou a liberdade nesta terça-feira (8).

Prefeito de Queimados é afastado temporariamente do cargo em decisão relâmpago da Câmara de Vereadores

Vilela alega ter sido pego de surpresa, pois desconhecia a existência de uma comissão processante Por supostas irregularidades na gestão da previdência do servidores do município, o prefeito de Queimados, Carlos Vilela (MDB), foi afastado do cargo nesta terça-feira pela Câmara de Vereadores.

A decisão – por nove votos a seis – foi tomada logo após a abertura de uma comissão de investigação. O afastamento é por 90 dias ou enquanto durar os trabalhos da comissão de inquérito, que podem ou não resultar na cassação do mandato de Velela pela Casa.