Câmara cria funções gratificadas com vencimento de mais de R$ 5 mil
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Sem mandato eletivo desde 2008, quando perdeu por cerca de mil votos a tentativa de se reeleger prefeito de Resende durante o pleito eleitoral daquele ano, o ex-prefeito Silvio de Carvalho deverá permanecer por mais três anos, pelo menos, fora das "partidas eleitorais". É o que decidiu por unanimidade os desembargadores da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ao suspender os direitos políticos de Silvinho, como é conhecido na cidade do Sul Fluminense. O gancho, que também proíbe o ex-prefeito de celebrar contratos com o serviço público por três anos, está sendo considerado um balde de água fria já que o ex-prefeito teria pretensões de se candidatar a vereador em 2020, segundo as rodas de conversa da cidade.
As "faltas duras" cometidas por Silvinho entre 2005 e 2008, período em que administrou o município, acabaram levando o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP RJ) a denunciar o moço por improbidade administrativa. Segundo a Promotoria, o moço, que é filho do ex-prefeito e ex-deputado Noel de Carvalho, teria contratado cerca de mil funcionários de forma irregular. Além de inelegível, o ex-prefeito também foi condenado a pagar uma multa equivalente a dez vezes o total das remunerações.
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Ainda que os motores estejam apenas se aquecendo para os treinos classificatórios da corrida eleitoral de 2020, o comportamento do prefeito de Resende, Diogo Balieiro Diniz, aparenta ser de tranquilidade, segundo as rodas de conversa política da cidade do Sul Fluminense. Para alguns observadores mais atentos, o governante teria convicção de que deverá largar com grande distância a frente de quem já é visto como principal adversário, o ex-prefeito e ex-deputado Noel de Carvalho, na disputa do próximo pleito. Há quem garanta que Balieiro estaria mais preocupado com o terno da posse em 2021 do que com o processo eleitoral que se aproxima, tal a facilidade com a qual transita nas voltas de apresentação pelas ruas do município.
Mesmo que equipado com a máquina administrativa, o governante estaria "amaciando seu motor" no dia a dia. O prefeito é arroz de festa em aniversários, jogos de futebol, cultos religiosos e até em velórios, entre outros eventos. Carvalho, por outro lado, deverá precisar de uma "retificação de motor" além de outros ajustes, uma vez que já perdeu duas corridas na última volta.
Com afastamento confirmado há mais de um mês por unanimidade pelos desembargadores que integram a 1ª Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o vereador de Santo Antonio de Pádua – município do interior fluminense – Robson de Oliveira Matos, mais conhecido na cidade Robinho Águia Negra (foto), ainda não foi substituído. O primeiro suplente da coligação PMDB-PTB-PT-PP-PSDC Cesar Muniz Mota, o Cesar da Padaria, aguarda para assumir a vaga, o que pode acontecer amanhã (08). Robson, que está proibido de frequentar as dependências da Câmara Municipal, teria sido atendido na semana passada em praça pública por um representante jurídico da Casa.
A defesa do parlamentar ingressou com um recurso (HC-51804-RJ) no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas não há notícia de nenhum resultado favorável a ele, que, em abril deste ano, teve os bens bloqueados pelo juízo da 1ª Vara local para garantir ressarcimento dos cofres públicos em caso de condenação em processo no qual Robson foi denunciado pelo Ministério Público por ficar com a parte maior dos salários pagos a pessoas lotadas em seu gabinete, uma delas Rosimar Lacôrte Marinho, que revelou ao MP que ficava apenas com R$ 500 dos R$ 3,6 mil que recebia. Rosimar revelou para a Promotoria de Justiça que esteve vinculada à Câmara de fevereiro a outubro de 2014, e que foi exonerada quando se recuperava de uma cirurgia.
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