As creches do Vale das Pedrinhas e da Várzea Alegre foram anunciadas com pompas (Foto: Divulgação/PMG) Creches não são entregues no prazo e acabam custando muito além do contratado
Fazer obras para a Prefeitura de Guapimirim parece ser um excelente negócio. Não precisa cumprir os prazos estabelecidos e para conseguir uma prorrogação e elevar o preço combinado basta se queixar ao “papa”, ou seja, ao secretário responsável pela contratação, alegando, por exemplo, "fatores climáticos e feriados". Foi assim no caso da creche que iria atender às crianças do bairro Iconha e situação semelhante aconteceu com mais duas unidades do mesmo porte, uma na Várzea Alegre e outra no Vale das Pedrinhas. No primeiro a empresa MVC Componentes Plásticos foi atendida em todos os pedidos de aditivos, recebeu mais da metade do valor inicial do contrato, mas paralisou os serviços e o município ficou no prejuízo. As outras unidades são de responsabilidade da empresa Romano Verde Engenharia e Paisagismo, que, segundo informa o sistema de pagamentos da Prefeitura, já recebeu mais de R$ 3,7 milhões, mas, ao ser notificada pela Secretaria de Educação sobre a demora na conclusão das creches, acusou, entre outras alegações, atraso na quitação das faturas, fazendo a comunicação por escrito.