Prefeitura de Queimados promete pagar por desapropriação e entregar hospital-maternidade em junho

Em nota enviada ontem ao elizeupires.com a Prefeitura de Queimados anunciou que vai pagar as parcelas devidas pela desapropriação do prédio da antiga Casa de Saúde Bom Pastor, ocorrida judicialmente em 2015. O imóvel foi desapropriado para sediar um hospital-maternidade municipal, que deveria ter entrado em funcionamento no segundo semestre do ano passado, o que não foi possível, devido ao atraso nas obras de reforma, ampliação e adaptação do imóvel, que – considerado o valor inicial do contrato e os dois termos aditivos assinados – estão custando mais de R$ 3,2 milhões. Na nota a Prefeitura informa que "90% das  obras a previsão de entrega é ainda para o primeiro semestre deste ano".

Sobre o pagamento a Prefeitura diz que está esperando só a homologação do acordo de pagamento e parcelamento feito em juízo.  Os donos do imóvel não receberam ainda nem a primeira (no valor de R$ 208.027,17), que está consignada  em juízo. "As demais serão quitadas assim que o acordo for homologado pela justiça", afirma a nota.

Contrário a gestão privada na saúde quando era vereador, prefeito de Rio das Ostras agora quer contratar OS para administrar UPA

A sessão de ontem (26) da Câmara de Vereadores de Rio das Ostras deixou sem jeito o prefeito da cidade. É que Marcelino Borba (foto) havia convocado os moradores para o que, segundo ele, seria uma audiência pública para se discutir a abertura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Âncora, mas na verdade se tratava de uma reunião ordinária da Casa para apreciação de um projeto de lei que reduz de cinco para dois anos o período de experiência para que uma Organização Social (OS) possa ser contratada pelo município. Marcelino ficou em situação delicada quando um dos parlamentares, Rodrigo Jorge Barros, o Rodrigo da Aposentadoria, tocou na ferida: quando vereador o hoje prefeito era contra a terceirização da gestão de unidades de saúde e agora não só mudou de ideia como quer reduzir o tempo de experiência exigido atualmente.

Ao usar a tribuna para se posicionar contra o projeto de lei Rodrigo apresentou um áudio do tempo em que Marcelino era membro da Casa e se pronunciava contra a contratação de OS. Embora vaiado pela claque que acompanha o prefeito, o vereador prosseguiu sua fala e levantou uma questão que poderá, inclusive, despertar o interesse do Ministério Público sobre o assunto. Ele indagou se a redução do tempo de experiência de cinco para dois anos não acabaria por beneficiar uma instituição.