Contrato suspenso pela Justiça e pagamentos relacionados a ele não aparecem no Portal da Transparência da Prefeitura de Itatiaia, que, segundo apurou o MP, pagou sem receber o que comprou

Elizeu Pires

O Hospital Municipal da cidade está prestes a ser administrado por uma OS que iria receber cerca de R$ 17 milhões em seis meses Segundo foi apurado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, a Prefeitura de Itatiaia, cidade do Sul do estado do Rio de Janeiro, mesmo sem a confirmação da entrega dos produtos contratados, teria autorizado pagamento de R$1.458.995,00 a Latex Hospitalar Importação e Comércio, escolhida pela gestão interina do prefeito Imberê Moreira para fornecer insumos à rede de saúde. Porém, não há nenhum registro de pagamentos em nome da empresa no Portal de Transparência, assim como não estão disponibilizados no sistema os processos administrativos 01671/2021 e nº 01866/2021.

OMS diz que são necessárias novas restrições para combater pandemia

Para diretora da organização, situação na Europa é preocupante

A Organização Mundial da Saúde (OMS) descreveu como "necessárias" novas restrições na Europa devido ao crescente número de casos do SARS-CoV-2, em meio ao avanço da variante britânica e ao aumento da mobilidade pela semana da Páscoa. "A situação na região é agora mais preocupante do que vimos em vários meses", disse a diretora regional da OMS para Emergências na Europa, Dorit Nitzan. "Muitos países estão adotando novas medidas que são necessárias e todos devem segui-las tanto quanto possível", acrescentou.

Força-tarefa vai às ruas de Japeri no combate à Covid-19…

... com sanitização em espaços públicos, fiscalização e distribuição de máscara e álcool em gel à população

Para evitar a propagação do novo coronavírus em Japeri, na Baixada Fluminense, a Prefeitura realizou, nesta quinta-feira (1), uma força-tarefa integrada. Por meio de diversas secretarias municipais, a iniciativa promoveu ações como: sanitização de espaços públicos, distribuição de 3,5 mil kits contendo máscaras e álcool em gel, medição de temperatura e organização de filas de bancos e comércios em geral.

Organização Social que vai administrar o hospital de campanha de Nova Iguaçu diz que cobra mais barato, só que não

Elizeu Pires

A unidade vai funcional com 150 leitos, sendo 60 de UTI, diz o governo estadual A Secretaria Estadual de Saúde deverá confirmar nesta quinta-feira (1) a escolha do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas) para administrar o hospital modular de Nova Iguaçu, que será aberto do próximo sábado. A Organização Social é uma das três instituições ditas "sem fins lucrativos" que atenderam ao edital de chamamento público, sendo classificada em primeiro lugar, com uma proposta teoricamente abaixo do orçamento de R$ 50,7 milhões apresentado pela SES, mas, na prática, mostrou em primeira mão o jornalista Ruben Berta em seu blog, a coisa é bem diferente: mais barato, só que não.

Búzios: Credores reclamam que empresa que faturou R$ 62,2 milhões na gestão passada estaria sendo priorizada pela Prefeitura

Apontado como empresário preferido na gestão do ex-prefeito André Granado, durante a qual sua empresa recebeu pagamentos no total de R$ 62,2 milhões, Alessandro Carvalho de Miranda, o Alê, já começou a despertar a atenção dos demais credores da Prefeitura de Búzios. Representantes de empresas com restos a receber junto à administração municipal se queixam de que estariam sendo deixados no fim da fila pelo prefeito Alexandre Martins (PR), que, no entanto, já autorizou este ano pagamentos líquidos que somam mais de R$ 2,5 milhões à empresa Ônix Serviços, de propriedade de Alé.

Pelo que está no sistema que registras as despesas pagas pela Prefeitura, entre 24 de fevereiro e 24 março a Ônix Serviços recebeu o total líquido de R$ 2.584.529,81, enquanto a maioria dos fornecedores não recebeu um centavo sequer na atual gestão. Em fevereiro foram feitos dois pagamentos que somam R$1.031.646,70, e os recebimentos chegaram R$ 1.552.883,11 em março.

Cidade da Baixada registra o quarto menor número de mortes por Covid-19, aponta ranking nacional feito por empresa de consultoria

Segundo a administração municipal, foram feitas mais de 17 mil tomografias Com cerca de 600 mil habitantes e 17.730 casos confirmados de Covid-19, Belford Roxo, na Baixada Fluminense, aparece com o quarto menor número de mortes causadas pela doença no país, que já contabiliza mais de 300 mil mortos. É o que revela o ranking elaborado pela empresa Macroplan Consultoria, que pesquisou 100 cidades. Segundo a pesquisa, Belford Roxo é a primeira cidade no estado do Rio de Janeiro em menor índice de mortes pela Covid-19, e a nível nacional está à frente de cidades como Franca – SP (10º lugar) e Montes Claros – MG (7º).  No item taxa acumulada de óbitos de Covid – 19 de março de 2020 até 23 de março de 2021 por 100 mil habitantes, Belford Roxo ficou com 87,7. O município registra um total de 17.281 pessoas curadas.

A análise da Macroplan Consultoria leva em conta um dado que, tecnicamente, deixa o município da Baixada Fluminense numa possível mais confortável que a da primeira cidade do ranking, Petrolina, no estado de Pernambuco. Petrolina tem pouco mais de 350 mil moradores e renda média per capita de R$ 2.200, enquanto Belford Roxo tem cerca de 600 mil habitantes e per capita de R$ 550.

Valença: Empresa capixaba com apenas R$ 30 mil de capital social ganha licitação de mais de R$ 1 milhão para fornecer material gráfico

Segundo consta de seu cadastro na Receita Federal, a Edmar Moreira 39478378791 foi aberta no dia  3 de setembro de 2020, está sediada em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, tem capital social de R$ 30 mil e fotocópias é sua atividade econômica principal.

Apesar de novata, de estar a mais de 500 quilômetros de distância e do pouco lastro financeiro exposto no CNPJ, a micro ganhou um processo licitatório no valor global de R$ 1.040 milhão –cujo edital não fez nenhuma menção a uma exigência de praxe: comprovação de capacidade técnica – para fornecer apostilas à Secretaria Municipal de Educação de Valença.

MPRJ e Polícia Civil prendem ex-prefeito de Carmo, em desdobramento da Operação Chorume

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Carmo, em parceria com a Polícia Civil, prendeu em flagrante, na segunda-feira (29/03), o ex-prefeito da cidade de Carmo, Paulo César Gonçalves Ladeira, em um desdobramento da Operação Chorume. No domingo (28/03), o ex-prefeito buscou o MPRJ no intuito de colaborar com as investigações do caso de corrupção envolvendo a empresa Forte Ambiental, que fazia a coleta do lixo na cidade. Foi organizada a oitiva do ex-prefeito nas instalações da 112ª DP (Carmo), sob a condução do delegado titular, Heberth Tavares e do Ministério Público. No decorrer do depoimento, dentre outras informações relevantes para a investigação, o ex-prefeito confessou o recebimento de propina e se dispôs a apontar o local onde o dinheiro estaria enterrado em seu sítio. No local indicado pelo investigado, foram encontradas as sacolas com notas enterradas, totalizando cerca de R$130 mil. A Operação Chorume deflagrada na última quinta-feira (25/03) cumpriu três mandados de prisão preventiva contra a vereadora Rita Estefânia Gozzi Farsura, da cidade de Carmo, o ex-secretário de Meio Ambiente do município, Ronaldo Rocha Ribeiro, e o empresário Murilo Neves de Moura, denunciados à Justiça por corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa e prevaricação. O empresário é um dos sócios da empresa Forte Ambiental. As investigações tiveram origem a partir de um áudio, onde ouviam-se três pessoas negociando o pagamento de propina a vereadores da cidade de Carmo, a fim de que aprovassem matéria que beneficiaria a empresa. Apurada a suposta identidade dos interlocutores, foi solicitada perícia de voz à Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT) da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), que confirmou as identidades das vozes. Além dos mandados de prisão, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Carmo, Campos, São Fidélis e Macaé, tendo sido apreendidos diversos telefones celulares e documentos, que passarão por perícia técnica para que se dê continuidade às investigações, a fim de identificar demais envolvidos. Durante as investigações, também foram identificados indícios de lavagem de dinheiro, por meio da utilização de uma outra empresa de fachada e laranja na região do norte-fluminense. Por MPRJ

Ex-prefeito de Carmo enterrava em sítio dinheiro de propina recebida da empresa que fazia a coleta de lixo na cidade

Elizeu Pires

Prefeito do município de Carmo de fevereiro de 2015 a 31 de dezembro do ano passado, Paulo César Gonçalves Ladeira (foto) foi preso na continuidade da Operação Chorume, deflagrada pela Polícia Civil em apoio ao Ministério Público ontem (29), quando foram presos o empresário Murilo Neves de Moura – um dos donos da empresa Forte Engenharia, que fazia a coleta de lixo no município –, o ex-secretário de Meio Ambiente Ronaldo Rocha Ribeiro e a vereadora  Rita Estefânia Gozzi Farsura, mais conhecida como Faninha.