Divida da Câmara coloca Mesquita no ‘SPC’

Legislativo dá calote do INSS e o povo sofre as consequências da irresponsabilidade

Todos os meses, com crise ou sem crise, as prefeituras tem que repassar às câmaras de vereadores uma parte da receita, o chamado duodécimo, dinheiro para cobrir as despesas de pessoal, encargos e manutenção, mas em Mesquita, cidade pobre da Baixada Fluminense, a palavra encargo – pelo menos no que tem a ver com os repasses para o INSS –, é um termo desconhecido pela administração da Casa Legislativa: a dívida acumulada chega a R$ 3 milhões e o não pagamento acabou negativando o município no cadastro dos órgãos de controle do Ministério da Fazenda, o que impede a liberação de recursos através de convênios e outras parcerias com o governo federal.

Nove meses depois Justiça libera arma e dinheiro apreendidos na residência de suplente de vereador em Nova Iguaçu

Nove meses após ter sido detido pela Polícia Civil sob a suspeita de pertencer a um grupo de miliciano com atuação em Nova Iguaçu, o comerciante Germano Silva de Oliveira, conhecido na cidade como Maninho de Cabuçu, recebeu da Justiça o direito de ter de volta uma arma e a quantia de R$ 35 mil apreendidos em sua residência, em setembro do ano passado, durante a operação policial. Maninho não ficou preso um dia sequer, mas a exposição de seu nome no noticiário policial, além do constrangimento, segundo afirmou, o prejudicou bastante na campanha eleitoral. Germano concorreu a um mandato de vereador pelo PMDB e obteve 5.471 votos.  “Meu trabalho me garantiria pelo menos uns oito mil votos. Essa situação me prejudicou bastante, pois me colocou sob suspeita. Graças a Deus consegui provar não ter nenhum envolvimento com o crime e sequer fui pronunciado em algum processo. Tive uma arma que está registrada em meu nome apreendida dentro de minha casa. Ficou provado o registro e a autorização que tenho para portá-la, assim como a origem do dinheiro. Se fez justiça”, disse Maninho, que ficou como segundo suplente, já que seu partido fez legenda para eleger apenas três representantes.

A decisão de devolver a arma e o dinheiro foi tomada pelo juíza Anna Christina da Silveira Fernandes, da 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. “Em relação a arma de fogo Taurus Calibre, verifico que a mesma está devidamente registrada, podendo ser restituída ao legítimo proprietário. Para tanto, é essencial que, no momento da retirada do material sejam apresentados os documentos de registro e de autorização de porte”, disse a magistrada em sua decisão, completando sobre o dinheiro: “Não demonstrado o motivo pelo qual a apreensão do numerário interessa ao processo e considerando que Germano Silva de Oliveira não é réu no presente processo, é pungente a restituição dos valores apreendidos.”

Natureza tem proteção ampliada no interior fluminense

Decreto presidencial triplica a área da Reserva Biológica União

Formada por uma vasta área de terra que pertenceu ao pai do presidente Washington Luis, Joaquim Luiz Pereira de Souza, a Reserva Biológica União - que envolve parte de Casimiro de Abreu, Rio das Ostras e Macaé - tornou-se ainda maior, passando dos atuais 2.548 hectares para 7.767 hectares. Decreto nesse sentido foi assinado pelo presidente Michel Temer, garantindo ainda mais proteção para a Mata Atlântica, que é predominante na região. Além disso, os três municípios inseridos na área podem pleitear aumento no repasse do ICMS Ecológico junto ao governo estadual, ampliando a arrecadação.

Porto Real teria mais eleitores que habitantes

Discrepância entre dados do IBGE e do TRE levanta suspeita: eram 18.552 habitantes em 2016, 16.931 eleitores e mais de três mil alunos no ensino fundamental

Moradores de Porto Real, no Sul Fluminense, usaram as redes sociais esta semana para contestar o resultado das eleições de 2016 e já afirmaram que irão acionar o Ministério Público para que haja uma investigação sobre dados relativos aos números de habitantes e eleitores registrados no ano passado. Segundo eles, a cidade sofre uma espécie de invasão a cada pleito eleitoral promovida por eleitores supostamente de outros municípios e que estariam com seus títulos eleitorais inscritos em Porto Real. O que era uma desconfiança ganhou ares de certeza a partir de dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) onde Porto Real aparece em 2016 com um percentual de eleitores muito próximo ao número total de moradores da cidade.

Saquarema paga mais caro por camiseta escolar

Fornecimento é feito pela mesma empresa que vendeu bem mais barato para Iguaba Grande

Em mais uma licitação com denúncia a caminho do Ministério Público, a Prefeitura de Saquarema adquiriu R$ 865 mil em uniformes escolares junto à empresa Havaí 2010 Comercial, que também vendeu para a Prefeitura de Iguaba Grande, só que cobrando bem menos pela camiseta de malha com estampa na frente e nas costas, uma diferença de R$ 6 por unidade, embora o município governado pela prefeita Manuela Peres tenha licitado 30 mil camisetas e a administração da prefeita Ana Grasiela Magalhães apenas sete mil. De acordo com Ata de Registro de Preços 009/2017 Iguaba vai pagar R$ 15 por cada camiseta tamanho adulto (três mil unidades) e R$ 14,89 pela tamanho infantil (quatro mil), enquanto Saquarema optou por pagar R$ 21 (Ata 11/2017).

Servidores da Câmara de Resende ‘vivem’ na estrada

Pelo menos é o que sugerem as diárias com valor fixo pagas todos os meses

Além dos vereadores, que juntos já fizeram dezenas de viagens este ano, os motoristas da Câmara Municipal de Resende, cidade do Sul Fluminense, também estariam “vivendo” na estrada, tal é o volume de pagamento de diárias registrado em nome de quatro servidores, com valor fixo de R$ 1.750,00 ao mês. No período de 7 de fevereiro a 8 de junho o presidente da Casa, Roque Cerqueira da Silva (foto), autorizou o total de R$ 29.750,00, despesa informada no Portal da Transparência do Legislativo apenas como “pagamento de diárias de motorista”, sem revelar os destinos e os motivos das tais viagens ou disponibilizar qualquer justificativa para o gasto.

Macaé esconde contrato emergencial de R$ 34,9 milhões

E tem o serviço de limpeza pública mais caro do estado

Desde agosto do ano passado retardando o cumprimento das exigências feitas pelo Tribunal de Contas do Estado no edital da nova licitação para a coleta de lixo, a Prefeitura de Macaé está tocando o serviço à base da já manjada emergência e manteve escondido até o último fim de semana um contrato de emergência com a empresa Limpatech, no valor de R$ 34,9 milhões por seis meses de prestação do serviço, assinado no dia 3 de março. O extrato só foi publicado no último dia 17, em pleno feriado prolongado. A licitação era para ter ocorrido em fevereiro, mas foi suspensa pelo TCE, que há nove meses recomendou que fossem feitas correções na planilha de custos. O não cumprimento das exigências acabou gerando uma “emergência” que vai custar R$ 5,8 milhões por mês, um valor exorbitante, considerando que Macaé tem cerca de 250 mil habitantes e está pagando mais caro que Nova Iguaçu, por exemplo, município com mais de 800 mil moradores e que gasta cerca de R$ 3,8 milhões mensais com o mesmo serviço.

Novo sub deverá mandar mais que secretário na Saúde de N. Iguaçu

Titular da pasta em Rio Bonito deverá ser o homem que vai das ordens no setor

Insatisfeito com a situação na administração da Saúde no município, o prefeito Rogério Lisboa está fazendo algumas mudanças na secretaria, já tendo exonerado várias pessoas indicadas pelo deputado Walney Rocha, mas decidiu manter o médico Hildoberto Carneiro de Oliveira como titular da pasta, o que teria ocorrido a pedido da primeira dama e coordenadora do Conselho do Programa Nova Iguaçu Solidário, Erika Borges Ammon. Hildoberto fica no posto, mas deverá ter menos poder do que o próximo subsecretário, que poderá ser nomeado ainda esta semana. Segundo informou agora há pouco uma fonte ligada ao governo, o atual secretário de Saúde de Rio Bonito, Matheus Rodrigues da Costa Neto - que não é médico -, vai ocupar a função e terá amplos poderes para comandar o setor. Matheus, que já foi vice-prefeito em Rio Bonito e secretário de Planejamento em Silva Jardim, teria sido indicado pelo ex-governador Anthony Garotinho, que já emplacou outros quadros para a gestão de Lisboa. Ainda segundo a fonte, Matheus só não foi nomeado antes porque estava preparando uma conferência que foi realizada no fim de semana. Garotinho nega a indicação de qualquer aliado seu para o governo de Lisboa.

Licitação da merenda é questionada em Saquarema

Concorrentes teriam encontrado dificuldades para conseguir o edital e ficado de fora do processo

Vencido pela empresa Markleo Comércio e Serviços – sediada em Nilópolis, na Baixada Fluminense –, o Pregão 001/2017 deverá ser algo de investigação. Representação nesse sentido será encaminhada ao Ministério Público nos próximos dias, a exemplo do que ocorreu com a licitação (Pregão 002/2017), aberto pela Prefeitura para realização de eventos de verão. Dessa vez o questionamento é sobre o processo licitatório para compra de merenda escolar, que foi homologado no dia 6 de fevereiro, no valor de R$ 4.157.742,50. De acordo com representantes de empresas que ficaram de fora do certame, a Prefeitura teria dificultado a retirada do edital, o que os impediu de participar do pregão. O setor de licitações da administração municipal de Saquarema é comandado por Valéria Santana Herdy, citada em processos que tramitam na Vara Única da cidade, ações movidas pelo MP por suposto crime em licitações que teria ocorrido durante a gestão do prefeito Augusto Tinoco.

Pastor vereador é acusado de liderar esquema criminoso em Petrópolis

Denúncia diz que ele exigia que assessores fizessem empréstimos na Caixa Econômica Federal e, segundo o Ministério Público, ficava com o valor liberado e parte dos salários dos nomeados

Apontado como cabeça de um esquema criminoso que teria rendido a ele mais de R$ 600 mil, um vereador de Petrópolis, município da Região Serrana, vai responder pelos crimes de concussão (exigir vantagem em razão da função que exerce) e peculato (desvio de dinheiro público).  Sebastião da Silva, o Pastor Sebastião (foto) foi denunciado à Justiça pela Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos, junto com outros dois pastores, uma advogada e dois colaboradores. Reeleito para um segundo mandato pelo PSC, o líder religioso chegou a ser afastado da Câmara Municipal no mês passado e em novembro de 2016 um filho dele - André Filipe Assis da Silva - foi indiciado por tráfico de drogas, depois que a Polícia Civil encontrou cerca de três quilos de cocaína em sua residência.