Shopping toma posse de rua “comprada” por R$ 200 mil

Negócio foi fechado em 2009 pela Câmara de Nova Iguaçu

O trecho mais importante da Rua Francisco Ferreira, no centro de Nova Iguaçu não é mais do povo. Aliás, nem existe mais. Foi tomado pelo Grupo Empresarial Marcelino Martins, que administra o Top Shopping. A via pública foi “vendida” pela Câmara de Vereadores em maio de 2009, em troca de uma compensação financeira de R$ 200 mil e a promessa de geração de mil empregos com a ampliação do shopping. O negócio foi concretizado há cerca de três meses, com o grupo tomando posse efetiva de uma área pública de 946 metros quadrados, que valeria hoje - se fosse comum comercializar uma via pública - segundo um especialista no assunto, cerca de R$ 8 milhões. Além de ter pago uma bagatela, o grupo descumpriu uma condição imposta no projeto aprovado pela Câmara, a de não demorar mais que 120 dias para iniciar as obras: levou quase quatro anos para começar...

Nova Iguaçu paga caro por limpeza que não existe…

... já pode disputar com Belford Roxo o título de cidade mais suja

Para uma cidade que gasta cerca de R$ 3 milhões por mês com o serviço de limpeza pública, Nova Iguaçu anda suja demais e nem é preciso ir aos bairros mais distantes para se constatar isso. A sujeira é vista até mesmo na área nobre do município, o centro residencial, onde é cobrado o IPTU mais caro do município. Na Rua Tabelião Murilo Costa, por exemplo, o caminhão de coleta chega a ficar até cinco dias sem passar e reclamar na Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb), uma autarquia inútil a qual cabe contratar e fiscalizar a limpeza pública, de nada adianta.

Guapimirim terá de explicar quanto gasta com Ong

Falta de transparência em relação ao contrato da Tesloo será questionada no Ministério Público

A falta de transparência da administração municipal de Guapimirim em relação à renovação de um contrato firmado no ano passado pelo prefeito Renato da Costa Mello Júnior, o Junior do Posto com a Organização Não-Governamental Casa Espírita Tesloo, para fornecimento mão de obra por um ano, comprometendo R$ 34 milhões, poderá resultar em dor de cabeça para o prefeito Marco Aurélio Dias. É que o Ministério Público vai receber essa semana solicitação de abertura de um procedimento para que se esclareça as condições em que a continuidade da Ong na prestação de serviço ao município, como se deu o termo aditivo, quanto o município está gastando com esse contrato e quantas pessoas efetivamente estão trabalhando para a Prefeitura e recebendo pela Tesloo.

Guapimirim mantém ONG que recebe por 3 e paga por 1

Entidade fundada para cuidar de necessitados fatura alto fornecendo mão de obra

Um Termo Aditivo feito em contrato firmado no ano passado pelo prefeito Renato da Costa Mello Júnior, o Junior do Posto com a Organização Não-Governamental Casa Espírita Tesloo, está mantendo no município de Guapimirim uma instituição barrada na Prefeitura do Rio e em órgãos do governo estadual pelo Tribunal de Contas. A extensão do contrato foi determinada pelo prefeito Marcos Aurélio Dias, com a Prefeitura pagando até três vezes mais do que um funcionário terceirizado efetivamente recebe. O Termo Aditivo que ninguém sabe onde e quando foi publicado, compromete um volume substancial dos recursos do município. De acordo com uma fonte ligada ao governo, a base do contrato seria a mesma da revelada no ano passado, que era de R$ 34 milhões por um período de um ano.

Previdência inviabilizada em Valença

Fundo de pensão dos servidores está com o futuro comprometido

Por conta de débitos atrasados estimados em pelo menos R$ 5 milhões a receber da Prefeitura - descontos nos contracheques dos funcionários não repassados e contribuição patronal - o Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores Públicos Municipais de Valença (Previ-Valença) está com o futuro comprometido, o que significa dizer que não há garantias de que o órgão de previdência própria tenha como arcar com os benefícios dos funcionários inativos e dos pensionistas. Criado em novembro de 2009, na gestão do prefeito Vicente Guedes, o instituto já nasceu errado, pois um dispositivo na lei que o regulamentou assegura à Prefeitura o direito de parcelar em até 240 meses os débitos atrasados, o que por si só inviabilizaria qualquer instituição previdenciária. Com base nesse dispositivo já ocorreram duas negociações de R$ 2 milhões cada uma e tudo indica que o prefeito Álvaro Cabral vai insistir no pagamento a perder de vista, pois tratou de enviar à Câmara - a pretexto de corrigir um “erro material” - projeto de lei muda apenas uma data, mantendo o prazo fatal de 240 meses.

TCE barra edital do lixo em Nova Iguaçu

Licitação de R$ 35 milhões poderia favorecer empresa já contratada

Contratada emergencialmente pela Prefeitura de Nova Iguaçu para cuidar da limpeza da cidade, a empresa Green Life vem deixando muito desejar, com a coleta sendo prejudicada em todos os bairros da cidade, inclusive nas áreas nobres, sem que a Prefeitura tome qualquer providência. Segundo denúncias já encaminhadas ao Ministério Público, o número de caminhões contratados não corresponde ao efetivamente em circulação, o que coloca o contrato feito sem licitação sob suspeita, bem como a atuação da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb), responsável pela contratação e a fiscalização do serviço.

Lindberg responde por rombo na Previdência de Nova Iguaçu

Denúncia aponta crimes contra o sistema financeiro e formação de quadrilha

O procurador geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), denúncia contra o senador Lindberg Farias (PT), pelo rombo causado nos cofres do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu (Previni). Lindberg, que governou o município de 1º de janeiro de 2005 a 31 de março de 2010, é acusado agora de crime contra o sistema financeiro, desvio e malversação de recursos públicos, além de formação de quadrilha. Com ele respondem - pelos mesmos crimes - Gustavo Falcão Silva e Luciano Otávio Dutra Leite, ex-gestores do Previni, que já foram condenados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro a devolverem R$ 2.357.917,32, por aplicações ilegais no mercado financeiro, usando recursos do órgão previdenciário. As fraudes contra o Previni começaram em 2005 e desde 2007 vinham sendo denunciadas pelo elizeupires.com. Ao todo Lindberg responde a mais de 400 processos e inquéritos, sendo o prefeito mais processado da história de Nova Iguaçu.

Dos males da terceirização

Prefeituras pagam três vezes mais por servidor que recebe o mínimo

Para driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita os gastos com pessoal, milhares de prefeituras pelo Brasil afora contratam empresas e organizações  não-governamentais que fornecem mão de obra, especializada ou não, pagando muito mais caro por funcionário. No município de Porto Real, por exemplo, a empresa Hope Consultoria de Recursos Humanos, recebe cerca de R$ 2 mil mensais por um trabalhador ao qual paga, no máximo, R$ 650. A legislação garante as administrações públicas o direito de terceirizar mão-de-obra, podendo fazer isso através de Organização Social (OS), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público ou (Oscip), Organização Não-Governamental (Ong) e empresas privadas. Não há nada de ilegal nisso, desde que não seja para atividades fim. O problema está no valor que as entidades recebem pelos trabalhadores que empregam e alocam em órgãos públicos.

CRT apresentou boletos sem autenticação

Elizeu Pires

Além de ficar com todo o ônus gerado pela cobrança de pedágio na BR-116 pela Concessionária Rio Teresópolis - que opera entre Saracuruna, em Duque de Caxias e Além Paraíba, no estado de Minas Gerais, passando por Magé, Guapimirim, Teresópolis, São José do Vale do Rio Preto e Sapucaia -, o município de Magé pode ter sido prejudicado no pagamento do Imposto Sobre Serviços (ISS), que a CRT recolhe todos os meses, dividindo o total a ser pago para seis municípios, tendo como critério a quantidade de quilômetros dentro dos limites de cada cidade.