A uma semana do fechamento da janela que possibilita que políticos em exercício de mandato mudem de partido sem o risco de perderem a cadeira, o MDB fluminense aposta na sobrevida e na possibilidade de eleger uma bancada significativa. É que o mestre das nominatas, Jorge Picciani, está agora em prisão domiciliar e poderá, na visão de alguns, ajudar na formação da lista de nomes do partido. Pelo menos é isso que esperam os que ainda não pularam do galho, mas o que está sendo aguardado com inquietação é uma possível delação, um acordo que poderia tirar da cadeia o filho Felipe, que nunca se envolveu em política e foi enquadrado pelo fato de administrar os negócios da família.
"Mesmo ainda na condição de preso, Picciani pode ajudar muito na formação das nominatas do partido com vistas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, mas a maior preocupação dele hoje é com o filho encarcerado", diz um emedebista bem informado, afirmando ainda que Picciani ainda não teria falado sobre a possível colaboração nem com a família.