Para salvar os ‘peixes grandes’ MDB quer união com DEM, PSDB, PP, SDD e PR transformando os pequenos em simples cabos eleitorais

Goste a família Picciani ou não o ex-prefeito Eduardo Paes é o único com chances de vitória que o (P) MDB pode lançar na disputa pelo Palácio Guanabara. Sem 'rabo preso' com o todo poderoso Jorge (Picciani) - que mesmo preso sob a acusação de ter recebido R$ 50 milhões em propina - ainda manda na legenda, Paes chegou a pensar em mudar de sigla, mas pelo menos até ontem não havia definido nada sobre isso e pode até ficar no agora MDB, mas se ele sair, o partido não terá alternativa que não formar uma chapa com DEM, PSDB, PP, SDD e até o PR, tendo como cabeça de chapa o vereador Cesar Maia, o que já estaria alinhavado. Entretanto, a preocupação maior, seria garantir a união também na eleição proporcional, para assegurar nova temporada em Brasília ao deputado Leonardo Picciani, atual ministro do Esporte; dar um mandato a Moreira Franco e emplacar mais uns dois ou três se possível for.

Com o partido em um buraco que pode ficar ainda mais fundo por conta da Operação Cadeia Velha, o salve-se-quem-puder é a palavra de ordem entre os 'peixes grandes', prontos para engolir os menores, suplentes que mais se destacaram nas eleições de 2014. Os alvos, conta uma fonte ligada ao 'clube', seriam os que chegaram a somar entre 25 mil e 35 mil votos naquele pleito, volume difícil de ser atingido atualmente, mesmo diante da perspectiva de significativa queda no coeficiente eleitoral, uma vez que já se estima uma abstenção de até 50% na eleição proporcional. Pelo andar da carruagem o suplente que conseguiu ser deputado por um tempo, está mais para índio do cinema americano - já entra no filme sabendo que vai morrer - terá mais chances se pular logo da canoa furada em que o partido se transforou no estado do Rio de Janeiro.

TCE reprova as contas de Casimiro de Abreu

Processo refere-se ao ano de 2016

O ex-prefeito de Casimiro de Abreu, Antonio Marcos Lemos (foto), poderá ser declarado inelegível por até oito anos, retardando o projeto de retornar à vida pública, se é que ele tem um. É que o Tribunal de Contas do Estado emitiu, nesta quinta-feira, parecer prévio contrário às contas do exercício 2016, o último ano de sua gestão. O processo agora vai para a Câmara de Vereadores, que dará a palavra final, derrubando ou mantendo a decisão do TCE. Na prestação de contas o conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento apontou duas irregularidades, 15 impropriedades e 17 determinações.

Processo da ‘Central de Boatos’ do PR foi devolvido ao TSE

Escritório tinha material de campanha com conteúdo difamatório contra o então prefeito Nelson Bornier

O desembargador Carlos Eduardo da Rosa da Fonseca Passos, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, manifestando-se no processo nº 186-93.2017.6.19.0000, decidiu encaminhar novamente os autos para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esta é uma ação envolvendo o prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Martins Lisboa, o vice-prefeito Carlos Ferreira e Abel Lumer Júnior, este último que foi pego trabalhando em um escritório eleitoral de  Lisboa, mantido durante a campanha eleitoral de 2016, aonde foi encontrado material de campanha difamatório contra o candidato do MDB, Nelson Bornier. O local ficou conhecido como 'Central de Boatos'. Os citados impetraram recurso contra o processo aberto pela 27ª Zona Eleitoral, responsável pela a fiscalização da propaganda eleitoral.

Decisão do TCE e nada são a mesma coisa em alguns municípios

Prefeitos se lixam para veto em editais e mandam ver nas emergenciais, enquanto vereadores reprovam as contas aceitas pelo tribunal e aprovam as rejeitadas pela corte

Dependendo de quem seja o prefeito, um parecer prévio contrário emitido pelo TCE na prestação de contas de governo de nada vale, assim como o parecer favorável. O que tem acontecido é que as câmaras municipais estão derrubando as decisões do Tribunal de Contas do Estado, de acordo com os interesses políticos de cada um, mandando às favas os critérios técnicos. Embora não tenham assessoria capacitada para emitir pareceres em contas de gestão, as casas legislativas estão indo na contra mão, como ocorreu em dezembro nos municípios de Japeri e Paracambi. No primeiro as contas do ex-prefeito Ivaldo Barbosa, o Timor, foram reprovadas por unanimidade, apesar de o TCE ter se decidido pela aprovação. No segundo aconteceu o contrário: as contas do ex-prefeito Tarciso Gonçalves foram aprovadas por oito votos a um, com os vereadores jogando no lixo o parecer contrário do Tribunal.

Guerreiro volta à Mesquita e quer ser deputado estadual

E até já estaria contando com a "benção" de Picciani

Embora tenha sumido das ruas logo após sua derrota nas urnas em outubro de 2016, o ex-prefeito de Mesquita Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto), está dando as caras e até já criou um slogan. Com a frase "O guerreiro voltou", ele se diz pré-candidato a deputado estadual e deverá fazer dobradinha com o deputado federal Leonardo Picciani, que, com a prisão do pai (Jorge), parece meio perdido na organização do agora MDB no Rio. Aliados têm dito que o ex-prefeito está empolgado e quem nem se lembra do fato de ter deixado o município mergulhado no lixo, com as unidades de saúde desabastecidas e os servidores com dois meses de salários atrasados e sem o décimo-terceiro. Ainda segundo aliados, ele dá como certa a aprovação de suas contas pela Câmara de Vereadores, apesar do parecer contrário emitido pelo Tribunal de Contas do Estado.

Tentativa de extorsão contra prefeito de Itatiaia acaba em prisão

Presidente de ONG e advogado teriam pedido R$ 200 mil para não denunciarem supostas irregularidades

Presidente do Instituto Brasileiro da Transparência e Cooperação - ONG que supostamente fiscalizava as ações dos prefeitos do Sul Fluminense -, o professor de Educação Física José Luiz de Carvalho Vargas (foto) foi preso em flagrante nesta sexta-feira (26), após receber dois envelopes com R$ 10 mil cada, parte de um total de R$ 80 mil que ele e o advogado Marcelo Tavares, também preso, teriam exigido do prefeito de Itatiaia, Eduardo Guedes, o Dudu, para não denunciar supostas irregularidades em contratos emergenciais firmados pela Prefeitura, entre eles o da coleta de lixo. Segundo o prefeito, o valor cobrado inicialmente teria sido de R$ 200 mil, mas depois de várias negociações os chantagistas teriam baixado o preço do "arrego".

MDB quer eleger Moreira, Picciani e mais dois

Agora sem o P, partido quer perder a fama de filial da "casa do demo"

Nada de Leonardo Picciani e muito menos Marco Antonio Cabral. O primeiro nome da lista do MDB paras eleições desde ano no Rio é tem outro nome, Wellington Moreira Franco, para quem deverão estar voltadas todas as atenções a partir de agora. Comandado no estado pelo deputado Cabralzinho, mas ainda controlado pela família Picciani, o partido ficará com o maior pedaço do bolo do fundo partidário e a preocupação hoje é não deixar que os recursos financeiros sejam geridos pelos atuais caciques. Conscientes de que não será mais possível eleger oito deputados federais, os "donos" da legenda têm hoje três nomes no topo da lista de candidatos a deputado federal, e Cabralzinho, mesmo sendo o presidente, não é um deles. As apostas internas são em Moreira Franco, Leonardo Picciani e Pedro Paulo - se este não mudar de sigla junto com o ex-prefeito Eduardo Paes, cotado para disputar o governo estadual pelo PSB -, podendo entrar um quarto nome, no máximo mais um, nas avaliações mais otimistas.

Justiça multa Núbia Cozzolino nove anos após denúncia de abuso de poder político em campanha pela reeleição

Denunciada pelo Ministério Público por abuso de poder político e prática de conduta vedada ao agente público durante a campanha eleitoral de 2008, quando foi reeleita para a Prefeitura de Magé, a ex-prefeita Núbia Cozzolino foi multada em R$ 50 mil pela Justiça Eleitoral. Decisão nesse sentido foi tomada pelo Felipe Carvalho Gonçalves da Silva, da 110ª ZE. Cassada antes de conclui o segundo ano do segundo mandato, Núbia, que está inelegível, foi acusada de usar a estrutura da Secretaria de Educação para fazer reuniões políticas com pais de alunos, nas quais sua irmã, a ex-deputada Jane Cozzolino, se encarregava dos discursos.

 De acordo com a decisão judicial, Núbia e Jane "impuseram a diversos diretores e professores escolares a obrigação de angariarem votos" e, além disso, "distribuíram bens às crianças matriculadas nos estabelecimentos de ensino municipais para que seus pais se sentissem agradecidos ao governo municipal". Ainda segundo foi denunciado, professores e diretores eram obrigados a promoverem reuniões em suas residências, em favor de Núbia e dos então

TCE reprova as contas de Meriti

Decisão refere ao último ano da gestão do prefeito Sandro Matos

Em cessão encerrada agora a pouco o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro emitiu parecer prévio contrário à aprovação das contas da Prefeitura de São João de Meriti, referentes ao exercício de 2016, de responsabilidade do então prefeito Sandro Matos (foto). Ao proferir seu voto o conselheiro substituto Marcelo Verdini Maia, relator do processo, apontou oito irregularidades, 19 impropriedades e 27 determinações. Entre as irregularidades o conselheiro chamou a atenção para os valores que o ex-prefeito legou ao seu sucessor. "Houve abertura de créditos adicionais de R$ 3.249.600,63 sem a respectiva fonte de recurso, déficits financeiros ao longo da gestão que, em 2016, término do mandato, culminou em R$ 71.516.688,46, e retirada de recursos da conta do Fundeb, no montante de R$ 6.202.498,83, sem a devida comprovação", destacou Verdini.