● Elizeu Pires

A concentração de contratos milionários em um seleto grupo de empresas que tem no poder público um rendoso mercado não é novidade em Casimiro de Abreu, pequeno município do interior do Rio de Janeiro. Um mesmo grupo teria vencido licitações para fornecimento e prestação de serviços em várias áreas da administração municipal e só uma empresa recebeu mais de 116 milhões em sete anos, mais precisamente entre 2018 e 2025.
Alertado por denúncias de supostas fraudes nas contratações, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro iniciou as investigações que estão sob sigilo, mas já resultaram no bloqueio de bens e contas bancárias no valor de até R$ 270 milhões para garantir o ressarcimento dos cofres públicos em caso de condenação dos investigados.
No âmbito desse inquérito o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), cumpriu, no último dia 23, ordem de sequestro de bens e valores contra pessoas físicas e jurídicas, determinada pelo Juízo da 3ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital, em atendimento a pedido do MP, que investiga por suposta prática de lavagem de dinheiro relacionada a fraudes em contratos assinados pela administração municipal com três empresas, cujos nomes estão sendo preservados por conta do sigilo.
Pelo que já foi divulgado, as investigações “identificaram indícios de irregularidades em licitações, concentração de contratos e movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados”.
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