Infortúnio de Canella alimenta esperança de grupo de Waguinho em relação a 2028
● Elizeu Pires
Preso 11 dias após ter sido consagrado nas urnas, pela segunda vez, como deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro, o ex-prefeito de Belford Roxo, Marcio Canela (União Brasil), permanece em Bangu 8, enquanto seus advogados se movimentam para lhe devolver a liberdade. Eles até podem conseguir isto nos próximos dias, mas tem a situação política, que é a que realmente está preocupando seu grupo.

É que o Ministério Público Eleitoral (MPE) está trabalhando para impugnar o registro de candidatura, o que resultaria na anulação dos votos, e poderia tirar duas cadeiras da Federação União Progressistas. Os advogados de Canella estão travando simultaneamente duas batalhas jurídicas, mas do lado de fora já começa uma terceira, esta pela manutenção da Prefeitura de Belford Roxo sob o comando do grupo do ex-prefeito.
E que na semana passada, ao defender que o Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, compartilhe informações de uma ação sobre emendas parlamentares com o MPE, o PGR agradou em cheio do grupo do ex-prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, que entende que a pressão sobre Canela balançaria a prefeita Mariana Malta, que ficaria enfraquecida na disputa pela reeleição em 2028.
A euforia é tanta no grupo de Waguinho que há, inclusive, quem fale na pré-candidatura do deputado estadual Leandro do Farias, Leandro Bross ou Leandro do Waguinho, caso o próprio Waguinho venha ser impedido de concorrer a prefeito daqui a dois anos.
A empolgação tornou-se ainda maior com a grande vitória do presidente Lula, que teve mais votos em Belford Roxo nesta segunda votação.
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