
Guarda Municipal arrocha no centro e afrouxa em Piabetá
Iguais em obras, mas desiguais na ordem públi- ca. Essa é a percepção de quem sai do centro de Magé e vai para Piabetá, localidade mais populosa do município, com cerca de 80 mil habitantes, tal é o caos verificado nas ruas, por conta da falta de ação dos agentes da Guarda Municipal, que no centro de Magé ordenam o trânsito, aplicam multas, rebocam veículos estacionados irregularmente, aplicando de forma adequada o Código Nacional de Trânsito, mas, fora dali “amarelam” e deixam muito a desejar. En- quanto a confusão transforma Piabetá numa Bangla- desh, os agentes da GM ficam de bate papo nas esquinas, fugindo da responsabilidade, como se tivessem medo de agir na localidade. Por conta disso, trafegar pelo início da Rua Guarani e em boa parte da Avenida Santos Dumont, torna-se muito complicado. O caos predomina e a impressão que se tem é de que a voz de comando da Guarda Municipal para o centro de Magé é uma e para Piabetá outra muito diferente.
Chamada de “capital do sexto distrito”, Piabetá reúne um forte comércio, várias agências bancárias e um grande universo populacional. O número de veículos circulando, dependendo da hora do dia, é bem maior que o verificado em Magé, mas nem por isso os agentes da GM se movimentam. “Parece que esse efetivo tem medo de agir. Os motoristas fazem o que bem entendem, estacionam em qualquer lugar e nada acontece. Um dia desses dei uma paradinha em frente ao Banco do Brasil de Magé para deixar um funcionário e apareceram logo dois agentes. Aqui é esse inferno, uma bagunça geral”, diz um comerciante estabelecido em frente ao terminal rodoviário, onde, segundo ele, “o caos ainda é maior, principalmente na parte da manhã”.
Em maio deste ano o prefeito Nestor Vidal anunciou que seriam feitas intervenções no centro de Magé e no centro de Piabetá, privilegiando os ciclistas e pedestres. As obras até já foram concluídas em alguns pontos e estão em andamento em outros, mas em Piabetá, o aparente medo de agir da Guarda Municipal, está comprometendo o propósito de humanização, embora muitas obras estejam sendo executadas. “O que a gente vê por aqui são guardas conversando o tempo todo. Pensei que com o concurso e o treinamento aplicado as coisas seriam diferentes. Hoje todos os agentes de serviço são concursados e parece que por isso mesmo, pela segurança no emprego, preferem fingir que não estão vendo essa bagunça generalizada”, conta um comerciante do início da Rua Guarani, onde os carros param dos dois lados e o trânsito fica complicado durante o dia inteiro, por causa do estreitamento dessa via e do afunilamento da Avenida Santos Dumont, reduzida a uma faixa só pelo estacionamento irregular tolerado, com direito a flanelinha e tudo.
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