Paulo de Frontin: Prefeitura continua com suas despesas escondidas

● Elizeu Pires

Dos R$ 152,4 milhões previstos no orçamento deste ano a Prefeitura de Paulo de Frontin já arrecadou R$ 68,9 milhões, números atualizados até ontem (22).

Só do governo federal o município administrado pelo prefeito José Emmanoel Artemenko, o Maneko, recebeu transferências no total de R$ 34,8 milhões, mas o difícil é saber como, onde e em que o dinheiro público vem sendo gasto, já que os números das despesas não são encontrados no site oficial, falta de transparência que impede o controle social garantido a todo e qualquer cidadão por força de lei.

A indisponibilidade de informações que deveriam ser públicas por imposição legal, principalmente sobre os gastos com fornecedores e prestadores de serviços não é coisa nova no município. Vem desde o início da gestão de Maneko, que assumiu a Prefeitura em janeiro de 2021, e é citado em investigações do Ministério Público por supostas fraudes em licitações, inclusive restrição de publicidade dos avisos e editais dos certames.

Pequeno em número de habitantes (12.644 moradores segundo dados do IBGE) e grande em termos de falta de transparência, o município de Paulo de Frontin tem sérios problemas de infraestrutura e nos serviços prestados à população, principalmente em sua rede saúde, embora o município tenha recebido, ao longo da gestão de R$ 66,9 milhões em transferências do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

De acordo com registros do FNS, os repasses feitos entre 1º janeiro de 22 de junho de 2026 para o setor de saúde de Paulo de Frontin somam R$ 8,6 milhões, enquanto em 2025 os repasses do Fundo Nacional de Saúde chegaram a R$ 16,3 milhões. No ano anterior o total foi de R$ 11,7 milhões.

Os repasses de 2023 totalizaram R$ 11,6 milhões. Em 2022 foram transferidos ao município R$ 9,2 milhões e em 2022 R$ 9,5 milhões.

*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria