Valor total é de R$ 15,7 milhões
● Elizeu Pires

Com contratos de prestação de serviços em vários municípios – tendo começado a operar em alguns deles por emergência ou adesão a ata de registro de preços –, a empresa Hashimoto Soluções de Energia, que tem a Prefeitura de Duque de Caxias como cliente de longa data, foi contratada mais uma vez sem licitação, agora pela Secretaria de Conservação de Belford Roxo.
Conforme ato publicado no dia 23 de abril, a empresa vai receber R$ 15.749.729,08 para “implementação, ampliação, fornecimento e instalação de iluminação pública”. A contratação se deu via adesão da ata de registro de preços 218/2025, de Caxias.
Em julho de 2025, mais precisamente na edição do dia 12 daquele mês, o diário oficial do município publicou a adesão de uma outra ata em favor da empresa, essa oriunda da Prefeitura de Magé. É a de número 014/2024, com valor global de R$ 9.150.328,59.

Problema em Casimiro de Abreu – Em setembro de 2017, na gestão do prefeito Paulo Dames, com o nome Hashimoto Manutenção Elétrica e Comércio, começou a operar no município de Casimiro de Abreu, a partir de uma contratação que deu problemas sete anos depois: em novembro de 2024 o Ministério Público denunciou três pessoas por suposta associação criminosa e crimes licitatórios, em atos praticados entre 2017 e 2018.
O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO), denunciou à Justiça um ex-secretário municipal de Obras, Habitação e Serviços Públicos, um ex-subsecretário da Pasta, um ex-assessor técnico e uma ex-sócia da empresa.
Na representação o Ministério Público citou que a empresa foi contratada em 31 de agosto de 2017, com ordem de serviço a partir de 11 de setembro. A Promotoria menciona que teriam sido inseridas informações falsas no procedimento administrativo, para, supostamente, mascarar a ilegalidade da contratação.
Serviço mais caro em Campos – A Hashimoto também começou a operar no município de Campos dos Goitacazes sem participar de processo licitatório. Em 2021 a gestão do prefeito Wladimir Garotinho dispensou uma firma que prestava o serviço de manutenção por R$ 7,98 milhões, para contratar a empresa de Duque de Caxias.

O serviço antes estava a cargo da Urbeluz Energética, que venceu o Pregão Presencial n º. 041 e firmou o Contrato 148/2018, com validade de um ano e valor global de R$ 6,750 milhões, tendo como objeto a “execução dos serviços de gestão do sistema de iluminação pública e serviços de engenharia com o fornecimento de mão de obra e todos os materiais necessários”.
O contrato da Urbeluz foi renovado um ano depois por R$ 7,983 milhões, valor global mantido na renovação de 2020, mas em abril de 2021 o contrato – que venceria em agosto e poderia ser renovado por termo aditivo – foi rescindindo e administração municipal decidiu aderir uma ata de registro de preços da Prefeitura de Duque de Caxias, o que resultou no contrato 019, assinado no dia 20 de maio por meio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, com valor total de R$ 10,8 milhões por sete meses de prestação de serviços.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria
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