Prefeito do Rio que impedir uso de dinheiro nos ônibus municipais, medida inconstitucional que será questionada na Justiça

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução

Alguém precisa lembrar ao prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (foto), que a cidade que ele está governando é uma unidade da República Federativa do Brasil  e o que tem de prevalecer é a Constituição Federal , não a vontade dele ou de quem o assessore.

É que sob a justificativa de “modernizar sistema e aumentar segurança nos ônibus” ele decidiu que a partir do próximo dia 30 não será mais permitido o pagamento em dinheiro nos coletivos que operam as linhas o municipais, medida que deverá ser questionada na Justiça.

Ontem (14), o presidente da Comissão de Transportes da Casa, Dionísio Lins (PP), encaminhou representação ao Ministério Público contra a medida: “Já mandei a assessoria entrar com a representação. Isso para mim é efetivamente uma imposição de venda casada. Não se pode impedir constitucionalmente qualquer passageiro ou usuário de pagar com dinheiro”.

Para Lins, a decisão do prefeito prejudica os passageiros: “Se o sujeito não tem o cartão, ou se venceu o cartão, ele tem o dinheirinho, ele adentrou o ônibus, ele vai poder pagar sim. Acho e registro que é inconstitucional o que ele fez no âmbito do Rio de Janeiro”.