Político que prejudicou Itatiaia insistindo com candidatura que sabia que seria impugnada, volta ao cenário e é pré-candidato

● Elizeu Pires

Com a manobra de Dudu três aliados dele se tornaram prefeitos interinos – Foto: Reprodução

Ao que parece o ex-prefeito de Itatiaia, Eduardo Guedes, o Dudu, está apostando na memória curta da população. Depois daquilo que pode ser chamado de estelionato eleitoral, verificado em 2020, quando, mesmo sabendo que não poderia ser candidato porque já se encontrava em situação de reeleito insistiu com a manobra, Guedes é pré-candidato e já está praticamente em campanha.

Os que acompanharam os acontecimentos políticos em Itatiaia nos últimos anos sabem que Dudu insistiu com sua campanha eleitoral, e acabou entregando a cidade nas mãos de três prefeitos interinos, todos aliados seus. Essa manobra, que só contribuiu com os interesses pessoais do grupo de Guedes, mergulhou a cidade em seguidos escândalos que, inclusive, resultaram em algumas prisões.

Mesmo não podendo ser candidato naquele ano, Dudu concorreu sub judice, venceu, mas não conseguiu tomar posse. Ficou brigando na Justiça, onde perdeu todos os recursos, mas mesmo assim tentou impedir a realização de um pleito suplementar, que deveria ter acontecido em 12 de setembro de 2021, mas só foi realizado em março de 2022. Enquanto o povo não voltava às urnas na eleição extemporânea, Itatiaia seguia nas mãos de aliados de Dudu como Imberê Moreira Alves, Silvano Rodrigues da Silva e Thiago Rodrigues.

Imberê assumiu a Prefeitura em 1º de janeiro de 2021 e no dia 9 de junho do mesmo ano foi afastado pela Justiça, por conta de atos de improbidade administrativa. Com ele foram  afastados o chefe de gabinete, Fábio Alves Ramos, e os secretários municipais de Saúde, Raphael Figueiredo Pereira, de Educação, Kézia Macedo dos Santos Aleixo, e de Administração, Gustavo Ramos da Silva.

Fraude em convenção – Na época no PSC, Dudu teve como companheiro de chapa o ex-vereador Sebastião Mantovani, mais conhecido Jabá, filiado ao então PSL. Além de comprometida com a candidatura sem respaldo legal de Guedes, a chapa teve o agravante de ter sido formada mediante fraude.

De acordo com o que foi denunciado à época, as assinaturas na ata que aprovou a aliança do PSL com o PSC e a consequente indicação de Jabá como candidato a vice-prefeito, foram coletadas antes mesmo da realização da convenção, tendo ocorrido um fato ainda mais grave: a assinatura de um filiada que havia falecido nove meses antes da tal convenção, também apareceu na ata.

Para não responder criminalmente pela fraude, Sebastião Mantovani compareceu na sede da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, em Resende,  e firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) oferecido pelo Ministério Público. O ANPP é previsto no artigo 28-A do Código Processual Penal.

Jabá admitiu que as assinaturas da ata de convenção do PSL de Itatiaia foram coletadas antes do evento, realizado em setembro de 2020 e que formalizou a escolha dele para a disputa da eleição majoritária do ano passado no município na chapa encabeçada pelo ex-prefeito Eduardo Guedes.

*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria

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Comentários:

  1. Os advogados do Dudu, venderam ele pois deveriam saber que terceiro mandado não pode. Porém pra arrastar o processo e ganhar mais dinheiro sem nenhuma ética profissional, enganaram o Dudu e pior seus eleitores.

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