Maricá: cooperativas de mão de obra ligadas a Mario Peixoto receberam mais de R$ 82 milhões dos cofres do município

Os pagamentos feitos pelos prefeitos Washington Quaquá e Fabiano Horta às cooperativas Multiprof e Captar somam exatamente R$ 82.498.583,82 Em junho de 2013 o então prefeito de Maricá, Washington Luiz Cardoso Siqueira, Washington Quaquá (PT) foi multado em R$ 7.219,80 pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que constatou irregularidades na contratação emergencial da Multiprof Cooperativa Multiprofissional de Serviços, por R$ 3 milhões por 180 dias, uma "mixaria" comparada aos R$ 82,4 milhões que esta e mais uma instituição ligada ao empresário Mario Peixoto – preso na última quinta-feira (14) na Operação Favorito, da Polícia Federal – receberam dos cofres da municipalidade até o ano passado, fornecendo mão de obra para unidades de saúde e outros setores da administração municipal. Os pagamentos feitos pela atual gestão somam R$ 7,9 milhões.

A Multiprof – que passou a atuar em vários municípios a partir de 2005, quase sempre contratada pelas prefeituras sem licitação nas alegadas emergências –, foi substituída em alguns deles pela Captar Cooper, como aconteceu em Maricá, Queimados, Nova Iguaçu e Mesquita, nas gestões de Quaquá, Max Lemos, Lindberg Farias e Gelsinho Guerreito, respectivamente. Ela já chegou em Maricá faturando muito mais que os R$ 3 milhões apontados pelo Tribunal de Contas. As portas do município foram abertas a ela pelo prefeito Washington Quaquá, eleito em 2004. Logo no primeiro mandato do político que é apontado como uma das grandes lideranças do PT no estado do Rio de Janeiro, a instituição recebeu o total de R$ 9.398.453,90.

Prisão de Mario Peixoto derruba mais um: secretário de Saúde do Rio é exonerado e outras demissões podem estar a caminho do diário oficial

● Elizeu Pires

Alegando desgaste com as denúncias de irregularidades e corrupção nas compras emergenciais e contratação de serviços através de sua pasta, Edmar Santos (foto), vinha dizendo que deixaria o cargo nos próximos dias "por vontade própria", mas a saída foi rápida e não a pedido. O secretário estadual de Saúde foi exonerado neste domingo (17) pelo governador Wilson Witzel, ele próprio em situação delicada, "na gangorra", como diriam os mais antigos.

Unig caminha na contramão da crise ao não oferecer desconto nas mensalidades dos alunos do curso de medicina

Os estudantes reclamam que a Universidade Iguaçu não responde aos pedidos individuais Enquanto colégios e universidades particulares estão reduzindo em até 30% as mensalidades cobradas dos estudantes, a Universidade Iguaçu (Unig), com campus em Nova Iguaçu e Itaperuna, não está facilitando a vida dos alunos do curso de medicina. A instituição está oferecendo uma redução de 30% na rematrícula, mas, segundo reclamam os discentes, não negocia nada em relação aos pagamentos mensais.

Em nota encaminhada ao elizeupires.com futuros médicos afirmam que consideram o ato de não redução de mensalidades e apenas 30% na rematrícula "inviável acerca da realidade econômica que estamos enfrentando" e afirmam que apesar de a Unig abrir opção de posicionamento em seu site oficial, "não há negociação direta com o diretório, acadêmicos ou responsáveis financeiros".

Saúde de Rio das Ostras compra, sem licitação, R$ 1,8 milhão em insumos da empresa do escândalo dos respiradores de Santa Catarina

Pelo que está no papel, apontam as investigações das autoridades de Santa Catarina, é neste imóvel que estaria sediada a Veigamed Moradores da Rua Antonio Felix, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, afirmam nunca terem ouvido falar na existência de uma empresa do ramo de remédios e equipamentos médicos por lá, mas é por lá mesmo, mais precisamente no número 679 que, pelo menos no papel, está sediada a Veigamed Material Médico e Hospitalar, da qual a Prefeitura de Rio das Ostras optou por comprar, sem licitação, R$ 1.842.331,80 em "insumos hospitalares".

O ato de dispensa de licitação – que não revela o que está sendo adquirido – surge no momento em que a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, por irregularidades da compra emergencial de 200 respiradores, pelos quais recebeu antecipadamente R$ 33 milhões, mas só entregou 50 até agora. Mesmo assim os equipamentos que foram importados da China tiveram sequestro determinado pelo juízo da 1° Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, a pedido da Procuradoria Geral do Estado por conta de evidências de que os respiradores não correspondem ao modelo e preço acordados pela Secretaria Estadual de Saúde.

MPF denuncia 17 suspeitos por fraudes na área da saúde e apreende R$ 1,5 milhão na casa do presidente da OS Data Rio

Na Operação Favorito, desencadeada nesta quinta-feira, a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 2 milhões com os envolvidos num esquema de fraudes em contratos de prestação de serviço para Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) celebrado entre o estado e Organizações Sociais (OSs) de saúde. Só com o empresário Luiz Roberto Martins, presidente do Conselho de Administração do Instituto Data Rio (IDR), foram encontrados R$ 1,5 milhão em espécie. O dinheiro estava escondido na casa dele, em Valença, sul do estado. Em entrevista coletiva, realizada na tarde desta quinta-feira, o Ministério Público do Rio (MPRJ) apontou Martins como o chefe da organização criminosa acusada de desvio de dinheiro público.

O Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), numa força-tarefa com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, cumpriram cinco mandados de prisão e 25 de busca e apreensão contra a quadrilha suspeita de crime de peculato ao desviar R$ 3,95 milhões em recursos públicos da saúde. Segundo a promotoria, os acusados devem responder também por formação de quadrilha. O promotor Eduardo Santos de Carvalho explicou que ainda não há provas contra a administração da secretaria estadual de Saúde, mas as investigações irão prosseguir no âmbito criminal.

Preso o “favorito”da terceirização de mão de obra para órgãos do governo estadual e vários municípios fluminenses

Primeiro à direita, Mario Peixoto era visto como amigo por políticos. Nesta imagém ele aparece cercado pelo ex-secretário estadual de Obras do Rio Hudson Braga, o então prefeito de Queimados, Max Lemos e Luiz Fernando Pezão - Foto: Reprodução/VEJA O braço da força tarefa Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira (14) o empresário Mario Peixoto, apontado como o favorito na contratação de mão de obra terceirizada no governo estadual, com passagem e contratos também nos municípios. As prisões dele e do ex-deputado Paulo Melo foram decretadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal da capital, que resultou na Operação Favorito, realizada hoje pela Polícia Federal. As prisões se deram pelo fato de as investigações terem apontado indícios de que o grupo de Mário – preso em Angra dos Reis –  estava interessado em investir nos hospitais de campanha do Maracanã, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Campos e Casimiro de Abreu montados pelo governo do estado, que se encarregou de fazer as contratações sem licitação a título de emergência.

Mario Peixoto e seus negócios cresceram muito nos últimos 15 anos. O que começou timidamente com a cooperativa de serviços Multiprof foi sendo ampliado a partir de 2005, quando Mário tinha negócios com várias prefeituras fornecendo mão de obra em municípios da Baixada Fluminense e interior. Depois surgiu, por exemplo, a Captar Cooper Cooperativa de Trabalho de Multiserviços Profissionais, que substituiu a Multiprof e tornou-se tão conhecida como a antecessora pelo calote dados a trabalhadores contratados por ela. A atuação mais recente da Captar foi em Queimados, onde foi contratada na gestão do prefeito Max Lemos para administrar o Programa Saúde da Família.

Tribunal de Contas dá prazo de 10 dias para prefeituras enviarem dados dos gastos sem licitação nas emergenciais do coronavírus

Os prefeitos dos 91 municípios jurisdicionados ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro terão, a partir de agora, prazo máximo de dois dias para enviarem ao órgão os dados sobre as dispensas de licitação feitas sob alegação de emergência em torno dos esforços de enfrentamento da covid-19. As informações terão de ser lançadas no sistema do TCE 48 horas atos de dispensa terem sido homologados. Várias prefeituras estavam sonegando informações a Corte de Contas, que decidiu endurecer com as administrações municipais para garantir mais transparências.

Estima-se que mais de R$ 500 milhões tenham sido empenhados nos últimos dois meses pelas prefeituras fluminenses com as despesas emergenciais, fora os gastos da Prefeitura do Rio, uma vez que o município governado por Marcelo Crivella tem um Tribunal de Contas próprio.

Em tempos de pandemia acordo judicial reduz mensalidade de escolas particulares em três municípios do Sul Fluminense

A juíza Elen de Freitas conduziu o acordo que vai auxiliar os pais nesse momento de crise Um acordo firmado pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Três Rios  em parceria com o Procon, a OAB e as escolas particulares do município vai proporcionar um alívio no bolso dos pais de alunos daquela região no período de pandemia. Para atender aos envolvidos, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) viabilizou a colocação em prática do programa de descontos oferecido pelas 16 escolas dos municípios de Três Rios, Paraíba do Sul e Comendador Levy Gasparian. A iniciativa vai refletir sobre os valores das mensalidades com vencimento a partir deste mês de maio até o retorno das atividades presenciais.

De acordo com a juíza Elen de Freitas Barbosa, o critério de desconto levou em consideração o valor da hora/aula do professor, a produção e oferta do conteúdo, a possibilidade de os estudantes usarem ferramentas digitais e a eficácia do ensino remoto. Para os alunos do Ensino Infantil, o desconto será de 25%; para os do Ensino Fundamental I, de 15%; e para os do Fundamental II e os do Ensino Médio, de 10%.

Magé: Vigilância Sanitária autua escola privada que mantinha alunos apesar dos riscos de contaminação pelo coronavírus

De acordo com a Vigilância Sanitária foram encontrados alunos em sala de aula e na quadra da unidade Pau Grande do Centro Educacional Cozzolino Atendendo a denúncias de descumprimento do Decreto 3.338/2020 que restringe o funcionamento de escolas públicas e privadas, com o objetivo de prevenir o contágio do novo coronavírus, equipes da Vigilância Sanitária fiscalizaram, nesta terça (12) e quarta-feira (13), escolas privadas do município que estariam recebendo alunos e aplicando aulas durante o período de suspensão. No Centro Educacional Cozzolino, unidade de Pau Grande, foram encontrados alunos em aula e na quadra, o estabelecimento foi autuado.

"Estamos realizando inspeção sanitária e de ordem pública em toda a rede de ensino no nosso município. A instrução é para todos, para seguir a medida sanitária em vigor, e fazer valer o decreto. O que queremos é evitar as aglomerações e assim evitar que aumente o número de casos enchendo as nossas emergências", explicou o coordenador de Vigilância Sanitária, Carlos Alberto Nogueira.