Fiscalização “míope” não vê aberrações em Resende

Usuários reclamam que além dos veículos com bancos e parachoques soltos, tem os pneus que estão sempre dando susto e deixando os passageiros a pé (Foto:PMR/Luiz Ferrão) Agentes da Superintendência Municipal de Transportes Públicos não vêem, por exemplo, os pneus velhos das sucatas ambulantes da empresa São Miguel

Na última quinta-feira (25), fiscais da Superintendência Municipal de Transportes Públicos foram até a garagem da empresa de ônibus São Miguel - que há 17 anos detém o monopólio das linhas municipais de Resende - conferir se a companhia tinha cumprido as exigências feitas em notificações lavradas 12 dias antes, quando foi alertada sobre falhas no funcionamento de plataformas de acesso a cadeirantes, bancos e parachoques soltos, além da má conservação da lataria. Os fiscais constataram que só uma exigência, a das plataformas, tinha sido cumprida e então decidiram ampliar o prazo, dando mais cinco dias para a concessionária atender as recomendações. Entretanto, para os usuários, a fiscalização do poder concedente e nada são as mesmas coisas, pois a empresa finge que atende, administração municipal deixa a coisa correr solta e o resultado é visto nas ruas: ônibus caindo aos pedaços, com pneus velhos estourando e dando susto nos passageiros, a ponto de provocar acidentes.

Tratamentos diferenciados causam polêmica em Resende

⁠⁠⁠Enquanto alguns moradores da Boca do Rego alegam que a reforma da ponte seria uma forma de favorecimento a um parente do prefeito, ele resolveu “tirar” o distrito de Rio Preto do mapa de Resende para justificar a falta de atendimento de saúde aos moradores daquela localidade Ponte que dá acesso à fazenda de um parente do prefeito é reformada

A reforma de uma ponte na estrada do Bonsucesso, na localidade conhecida como “Boca do Rego”, na zona rural de Resende, acabou se transformando em mais uma polêmica para o prefeito Diogo Balieiro Diniz. É que segundo alguns vizinhos, a ponte serve de acesso a uma fazenda que tem como um dos proprietários um parente próximo do chefe do Executivo, uma benesse que justificaria a melhoria. O anúncio oficial da Prefeitura não informa se a Secretaria de Agricultura e Pecuária possui em seu organograma uma equipe destinada a reformas ou se os trabalhos teriam contado com a ajuda de algum “parceiro” do governo.

Repasse para a Codeni é muito maior

Transferências feitas entre 23 de janeiro e 20 de abril somaram  mais de R$ 7,4 milhões

Em resposta a fontes da Prefeitura que disseram que o elizeupires.com errou ao informar – na matéria “Caixa-preta da Codeni esconde gastos em Nova Iguaçu”, veiculada sábado (dia 22 – que os repasses para a Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu feitos pela atual gestão somaram mais de R$ 6,6 milhões, alegando que as transferências foram menores, pedimos desculpas aos nossos leitores para reconhecer que erramos sim. Os créditos na conta da Codeni foram bem maiores: ultrapassaram a soma R$ 7,4 milhões. Os repasses de janeiro foram de R$ 1.898.472,73 e não no valor de R$ 1.112.523,71 como tínhamos informado. Já as transferências de fevereiro chegaram ao total de R$ 1.520.190,10, as de março somaram R$ 2.650.632,24, enquanto os créditos de abril (repasses feitos até o dia 20), somaram R$ 1.359.544,19. O que a gestão do prefeito Rogério Lisboa precisa fazer é explicar porque esse volume tão grande de recursos para uma autarquia cuja utilidade nem o próprio governo sabe explicar de forma convincente.

Guapimirim tem 115 dias de contas no escuro

Prefeitura tranca seus números em caixa-preta e a população não tem acesso a informações sobre receita e despesas, dados que pela Lei da Transparência precisam estar às claras

O prefeito Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (foto) está completando nesta terça-feira (25) 115 dias de mandato e ninguém sabe onde e em que ele está aplicando os recursos do município. Não há informações sobre os gastos com pessoal e manutenção dos serviços essenciais, pois o sistema da Prefeitura de Guapimirim não disponibiliza as contas públicas como determina a lei. As edições do boletim informativo também sumiram. No site oficial só aparecem duas e com o mesmo número: 169, datadas de 2 e 6 de janeiro. Não se vê avisos de licitação, resultados dos pregões, nomes das empresas fornecedoras e sobre quanto a administração municipal esta gastando, por exemplo, com merenda escolar, alimentação no hospital, medicamentos e materiais de consumo. Perguntar ao governo soa como ofensa. Ninguém fala nada. 

Caixa-preta da Codeni esconde gastos em Nova Iguaçu

Não há dados sobre que é feito com os recursos e os repasses dos primeiros três meses deste ano quase dobram em comparação ao último trimestre de 2016

Ninguém no município sabe dizer para que serve exatamente a Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni) e tão difícil como ver alguma utilidade no órgão é saber onde e em que a autarquia municipal gasta os recursos repassados todos os meses pela Prefeitura. Em março, por exemplo, foram creditados na conta da Codeni R$ 2.650.632,24, quase que o total recebido por ela durante todo o último trimestre de 2016, quando a soma de repasses chegou a R$ 2.863.956,65. O total transferido à companhia nos três primeiros meses da gestão do prefeito Rogério Lisboa (foto) passa de R$ 6,6 milhões e o aumento elevado no volume de recursos para a autarquia coincide com a devolução de R$ 2 milhões feita pela Câmara de Vereadores naquele mês, dinheiro que teria sido ser usado em parte para pagar algumas empresas. O problema é saber quem recebeu o que e como se deu a escolha dos que receberiam as faturas atrasadas...

Paracambi faz milagre com o pouco que tem

Cidade com a menor receita da Baixada Fluminense leva tudo na ponta do lápis

Quando, no dia 1º de janeiro única mulher eleita prefeita na Baixada Fluminense no pleito de 2016 assumiu a Prefeitura de Paracambi, Lucimar Cristina da Silva Ferreira (foto) estava preparada para encarar um grande desafio pela frente, mas não imaginava que a situação estivesse tão ruim e que as dívidas que iria ter de administrar fossem tão altas. Hoje, 111 dias desde a sua posse, a prefeita tem plena noção da “furada” em que se meteu, mas já comemora alguns resultados e o faz como quem tem que levar as contas na ponta do lápis para que o pouco que entra nos cofres da municipalidade não fique ainda menor. Com cerca de 52 mil habitantes, Paracambi tem a menor receita da região e está arrecadando atualmente bem menos que no ano passado. Os repasses intergovernamentais, por exemplo, somaram R$ 13.849.690,32 nos primeiros três meses da gestão de Lucimar, quando a expectativa era de pelo menos R$ 18 milhões. Se a receita é pequena, o rombo nas contas é enorme: dívidas no total de cerca de R$ 100 milhões.

Rio das Ostras Outlet vai esquentar a baixa temporada

Descontos vão até 70% e o evento pretende movimentar cerca de R$ 10 milhões

Vai começar no próximo dia 28 e vai até o dia 1º de maio uma megaliquidação em Rio das Ostras, é o Ostras Outlet, que acontecerá no bairro Jardim Mariléa. A expectativa é de movimentar cerca de R$ 10 milhões e gerar mais de 200 empregos. A iniciativa vem em boa hora, principalmente porque será realizada próxima do Dia das Mães, a segunda melhor data comemorativa para os comerciantes.  O evento é realizado pela Promover, em parceria com o empresariado da região e apoio da Prefeitura de Rio das Ostras.   Ao todo serão 70 estandes dos setores de vestuário, calçados, acessórios, beleza, decoração e a oportunidade de incrementar os negócios também vai chegar a restaurantes, que fazem parte da Praça de Alimentação, onde serão realizadas ainda apresentações musicais com artistas locais. O espaço integrado de vendas receberá também uma área destinada exclusivamente às crianças.

O que já era ruim ficou ainda o pior em Resende

A linha que sai de Engenheiro Passos para Resende deixou os moradores esperando por quase duas horas por falta de combustível. Passageiros de outros bairros relatam que os ônibus "sumiram" em alguns horários, depois de uma redução de R$ 0.20 na tarifa Empresa que detém monopólio do transporte de passageiros maltrata os usuários no dia a dia e o poder concedente – a administração municipal – não faz o dever de casa

Dona das linhas municipais de ônibus há 17 anos, a empresa São Miguel está abusando da paciência da população e a Prefeitura não está nem aí para as reclamações. O poder concedente não fiscaliza a concessão e ao que tudo indica, está longe do fim o martírio dos moradores, que vem pagando caro por um serviço classificado como péssimo e que deveria ser tarifado, na avaliação do próprio prefeito, em no máximo R$ 2,40, mas custa R$ 1,20 a mais, isso porque na semana passada - depois de uma manifestação da comunidade do bairro Fazenda da Barra III - Diogo Balieiro resolveu tirar R$ 0,20 da passagem. Para se ter ideia da capacidade de atendimento da empresa que faz o que bem entende em Resende, até combustível ela tem deixado faltar nos poucos e velhos ônibus colocados à disposição.

Depois dos protestos Resende tira 20 centavos da tarifa de ônibus

O prefeito Diogo Balieiro só se mexeu depois dos protestos de domingo, mas esqueceu que durante a campanha eleitoral achava que a tarifa a R$ 2,40 estava de bom tamanho Só que o  prefeito - que prometera rever o aumento que elevou a passagem de R$ 3,40 para R$ 3,80 - optou pelo meio termo e ignorou os R$ 2,40 que pregava como justos durante campanha eleitoral

Empresa que atua na saúde não paga trabalhadores em Porto Real

O Hospital Municipal São Francisco de Assis tem vários serviços terceirizados, mas o sistema da Prefeitura não informa quanto isso custa aos cofres da municipalidade Eles atuavam nas unidades de atendimento médico e agora não sabem a quem cobrar, pois foram contratados por uma firma que compartilha o CNPJ com outra e seria ligada à Locanty

Desde o final de 2012 - quando vários contratos foram prorrogados sem licitação, com o comprometimento de cerca de R$ 80 milhões - que a terceirização de serviços e mão de obra vem causando polêmica em Porto Real, um pequeno município da região Sul do estado do Rio de Janeiro. Os contratos são originários da primeira gestão do prefeito Jorge Serfiotis (de 2005 a 2008), se arrastaram pelo segundo mandato dele (de 2009 a 2012) e tiveram continuidade na administração da prefeita Maria Aparecida Rocha, sucedida este ano por Serfiotis, que vem mantendo a terceirização. Ocorre que centenas de trabalhadores foram demitidos recentemente e não sabem a quem cobrar seus direitos, entre eles os salários de fevereiro e março, pois foram contratados pela Space 2000 Comércio e Serviços, substituída pela Laquix Comércio e Serviços, que aparece com o mesmo número de CNPJ da Space.