Menor município do Brasil gasta mais com pessoal que com saúde e educação, e prefeito teve salário de R$ 10 mil em setembro

Serra da Saúde tornou-se município em agosto de 1963. Resta saber se continuará como tal ou voltará a ser distrito de Dores do Indaiá ● Elizeu Pires

Dores de Indaiá é uma pequenina cidade do interior de Minas Gerais. Tem cerca de 14 mil habitantes, mas é uma metrópole diante de seu ex-distrito, Serra da Saudade, que conseguiu a emancipação político-administrativa em 1963 e é hoje, segundo o IBGE, o menor município do Brasil em universo populacional, 781 moradores. Com apenas uma escola e um posto de saúde, a cidade administrada desde janeiro de 2017 pelo prefeito Alaor José Machado, é uma das 211 no estado que correm risco de voltarem a ser distritos, por terem menos de cinco mil habitantes e não registrarem receita própria superior a 10% dos seus orçamentos anuais.

Fake news ‘mata’ vereador em Nova Iguaçu

Boateiros das redes sociais espalharam que Maurício Moraes tinha sido vítima de doença grave

Maurício Morais foi vítima de boateiros "Estou vivo, bem disposto e domingo vou ver o jogo do Flamengo". Foi o que disse há pouco ao elizeupires.com o vereador Maurício Morais, vítima de boatos maldosos nas redes sociais. Moraes esteve internado durante dois dias na Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima, onde deu entrada com um quadro de desidratação gerado por uma bactéria alojada em seu estomago após ele ter comido um peixe de água doce.

Retenção de contribuições previdenciárias pela Prefeitura ameaça o futuro dos servidores da pequenina Aperibé

A dívida da Prefeitura com a previdência dos servidores vem só aumentando nos últimos anos, uma verdadeira bola de neve A quantas andam as finanças da Caixa de Assistência, Previdência e Pensões dos Servidores do Município de Aperibé (Capma)? A pergunta ecoa sem resposta entre funcionários efetivos da Prefeitura da pequena cidade do interior do estado do Rio de Janeiro, onde há anos os prefeitos vêm retendo as contribuições dos servidores e a patronal, acumulando um débito que pode estar chegando a R$ 50 milhões, segundo sugerem as propostas de parcelamento de dívidas previdenciárias existentes deste dezembro de 2012 (confira aqui), registradas no Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência Social (Cadprev).

O último balancete financeiro disponível no site oficial da instituição é de agosto de 2018, e aponta um saldo patrimonial de R$ 11.525.830,93 (confira aqui), mas a situação poderia estar bem melhor se dois acordos de parcelamentos datados de dezembro de 2012 tivessem sido honrados pela administração municipal. São os acordos 305 e 341, nos valores de R$ 3.169.482,45 e R$ 8.055.389,87. No primeiro é apontado um débito previdenciário de R$ 33,1 milhões, volume que, ao que tudo indica, foi só aumentando, pois em 2017 e 2018 foram propostos mais seis acordos que somam R$ 37 milhões.

Pacto federativo vai deixar municípios sustentáveis, diz Bolsonaro

Para presidente, fusão é proposta de senadores, mas tem sua aprovação

A PEC foi encaminhada ao Congresso Nacional da última terça-feira - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (7) durante que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo vai ajudar na sustentabilidade financeira de cidades pequenas. Entre outros temas, a PEC propõe a extinção de municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria inferior a 10% da receita total. "Não é minha a proposta, é dos senadores, mas eu assino embaixo", afirmou.

Nova Iguaçu vai armar parte dos agentes da Guarda Municipal

Corporação vai ter inicialmente 200 integrantes

Rogério pretende liberar o edital ainda este ano - Foto: Estúdio B Criada em agosto deste ano através de projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores, a Guarda Municipal de Nova Iguaçu ainda nem saiu do papel, mas já há uma certeza: parte dos agentes a serem contratados através de concurso público vai atuar armada. A informação é do prefeito Rogério Lisboa, que pretende contratar 200 guardas de imediato e preparar 50 deles para atuarem portando arma de fogo. "Vamos expor os agentes a um treinamento rigoroso, preparando eles para ajudar na segurança", afirmou.

Empresa da obra que não suportou chuva em Japeri deve ficar sem pagamento e Câmara pode convocar responsáveis

A reforma foi contratada por cerca de R$ 3 milhões e foi feita por firma registrada em nome de empresário que ocupou cargo de secretário na gestão do prefeito Sérgio Sessim, filho do ex-deputado federal Simão Sessim, responsável pela liberação dos recursos Um dia após a veiculação da matéria Japeri: TCE será alertado sobre obra que não suportou chuva, a Prefeitura da cidade mais pobre da Baixada Fluminense decidiu suspender o pagamento das parcelas restantes de um contrato de cerca de R$ 3 milhões. A informação foi passada há pouco por uma fonte ligada ao governo. Segundo ela o prefeito Cesar Melo ficou irritado com o terceiro texto publicado pelo elizeupires.com sobre a obra.

Ja havia sido revelado que a empresa Construtora Fluminense, responsável pela reforma da Policlínica Italia Franco pertence a  Renato Rabelo Ribeiro, que ocupou cargo de secretário do Meio Ambiente em Nilópolis, na gestão do prefeito Sérgio Sessim, cujo pai, o ex-deputado federal Simão Sessim foi o responsável pela liberação de emendas parlamentares no total de cerca de R$ 5 milhões para a Prefeitura de Japeri, parte disto para a reforma.

TCE barra licitação de R$ 33 milhões para iluminação pública em Petrópolis: valor é cerca de 900% acima do licitado há menos de dois anos

O alto valor do serviço a ser licitado pelo município de Petrópolis chamou a atenção do Tribunal de Contas - Foto:Divulgação Em junho de 2017, ao analisar o edital do Pregão 022 através do qual a Prefeitura de Petrópolis pretendia licitar o serviço de manutenção da iluminação pública pelo valor global estimado em R$ 7,4 milhões por um período de um ano, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro apontou uma série de problemas como orçamento inconsistente, e suspendeu o processo licitatório, que acabou ocorrendo em 26 de dezembro daquele ano com o valor de R$ 5,9 milhões, tendo sido declarada vencedora a empresa Vitórória Luz, que cobrou cerca de R$ 3,8 milhões pelo serviço. Agora, quase dois anos depois, a Prefeitura abriu uma nova licitação no total de R$ 33,9 milhões, quase nove vezes mais que o total licitado anteriormente. Não deu outra: o TCE suspendeu o processo para que o edital seja corrigido.

A novela da licitação do serviço de iluminação pública no município de Petrópolis começou com a suspensão do edital do pregão que estava marcado para o dia 28 de junho de 2017, com valor global de R$ 7.460.411,18. O Tribunal de Contas apontou problemas no edital e o Pregão 022 foi remarcado para o dia 26 de dezembro daquele ano, com o serviço orçado em R$ 5.950.096,73. De acordo com a ata daquela licitação (confira aqui), concorreram as empresas FM Rodrigues & Cia, Ad-Hoc Serviços e VitóriaLuz Construções, com esta vencendo com a proposta de R$ 3.789.998,03.

Engenheiro que se tornou ‘lixeiro’ revoluciona a transformação de resíduos

A iniciativa já reciclou 60 mil toneladas de plástico e impactou oito mil catadores

O empreendedor social Henrique Guilherme transformou a reciclagem e a vida de oito mil catadores em vários estados brasileiros - Foto: Divulgação Unir a indústria, academia e agentes ambientais em prol da transformação de resíduos difíceis de reciclar, transformando-os em matérias primas ou novos produtos, é a expertise do empreendedor Henrique Guilherme Brammer Jr., fundador da Broomera, um negócio de economia circular inovador por gerar valor a partir de materiais que teriam por destino final os aterros sanitários. A ideia surgiu de um inconformismo: o engenheiro ambiental nunca aceitou o fato de os plásticos não serem reaproveitados tanto quanto o papelão e as latas de alumínio. Com pesquisa e desenvolvimento, design de produtos e logística reversa, a empresa produz um ganha-ganha em toda a cadeia produtiva; auxilia, ainda, as companhias a cumprirem a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Cidades com menos de cinco mil habitantes poderão ser extintas: Minas Gerais e Rio Grande do Sul têm 231 municípios nesta situação

● Elizeu Pires

Serra da Saudade em Minas Gerais, segundo o IBGE, tem apenas 781 moradores Municípios com menos de cinco mil habitantes e arrecadação própria inferior a 10% da receita total serão incorporados pelo município vizinho. O ponto consta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, enviada hoje (5) pelo governo ao Senado.  Segundo o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, 1.254 municípios atendem às duas condições (poucos habitantes e baixa arrecadação). A incorporação valerá a partir de 2026, e caberá a uma lei complementar definir qual município vizinho absorverá a Prefeitura deficitária.

Empreendedores criam projeto de tratamento de água a preços populares: experiência está sendo desenvolvida no Paraná

A filtragem é feita por plantas, que retiram a matéria orgânica e os metais pesados, atuando como um sistema de fitorremediação - Foto: Agência Brasil/Valter Campanato Empreendedores do norte do Paraná desenvolveram um projeto de microestação sustentável para tratamento de água em áreas agrícolas. Chamado Saneia, o projeto é um dos sete integrantes do Programa Natureza Empreendera, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Paraná, que até 2023 vai implantar soluções para problemas ambientais no litoral norte do estado, com o viés do empreendedorismo.

O Saneia é resultado de debates entre participantes de um dos sete grupos que reuniram 35 empreendedores, dos 70 inscritos no programa, para a apresentação de propostas que associassem renda com impacto social positivo no meio ambiente, nos municípios de Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaraqueçaba. "Os 35 se aglutinaram em sete grupos e cada um preparou protótipos de ideias e negócios diferentes. Com o apoio dos consultores do Sebrae, as ideias se transformaram em modelos de negócios, com definição de quanto seria a receita, o público-alvo, o investimento necessário para sair do papel", informou o coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Guilherme Karam, em entrevista à Agência Brasil.