Novo presidente da Câmara de Belford Roxo poderá ser eleito com 18 votos: eleição está convocada para esta sexta-feira

A decisão de anular a eleição da mesa diretora realizada de forma atencipada para o biênio 2019-2020, o que consequentemente tirou o vereador Márcio Pagniez, o Marcinho Bombeiro, da presidência da Câmara de Belford Roxo, foi tomada por 15 dos 25 vereadores, mas o bloco contra Marcinho aumentou nas últimas horas. Informações passadas agora há pouco ao elizeupires.com dão conta de que mais três parlamentares teriam aderido e a uma nova chapa já contaria com apoio de 18 vereadores. O dia de ontem (28) na Casa Legislativa foi chamado por alguns de "Dia da Vingança", remetendo a um fato ocorrido em junho de 2017, quando o então presidente Marco Gandra foi pressionado a sair do cargo, abrindo o espaço para Pgniez.

 

Retirada de microfones teria impedido sessão na Câmara de Belford Roxo: presidente estaria correndo risco de perder o cargo

Ao que parece não é só o reduto que o presidente da Câmara Municipal de Belford Roxo, Márcio Pagniez, o Marcinho Bombeiro (foto), estaria correndo risco de perder. Fonte ligada à Casa revelou agora há pouco que a sessão marcada para esta terça-feira (27), não ocorreu porque Márcio teria ordenado a retirada dos microfones. O que se comenta nos corredores do poder é que o presidente teria perdido o apoio da maioria dos vereadores e estaria correndo risco de ser destituído do cargo para que uma nova eleição aconteça, como ocorreu nessa mesma legislatura, quando Marco Aurélio de Almeida Gandra, o Marquinho Gandra, deixou a cadeira de presidente e Pagniez a assumiu.

Ainda de acordo com a fonte, a perda de apoio seria pelo fato de os vereadores entenderem que Marcinho – que foi eleito presidente com apoio do prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho – teria traído o prefeito. 

Anúncio de Hélio Negão como possível candidato a prefeito do Rio foi recebido como alívio e banho de água fria ao mesmo tempo

Então filiado ao PSC, Helio Fernando Barbosa Lopes tentou, em 2016, eleger-se vereador em Nova Iguaçu. Candidatou-se com o número 20620 e apresentou-se nas urnas como Helio Negão. Obteve apenas 480 votos. Dois anos depois, como Helio Bolsonaro, somou 345.234 votos, sendo o deputado federal mais votado do território fluminense. Na semana passada ele foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro como pré-candidato a prefeito da Capital. Se teve gente no PSL que fez beicinho, houve comemoração em outras legendas, pois ninguém nos meios políticos acredita que os resultados de 2018 se repitam...

Balde de água fria – Mais conhecido pelo fato de ter quebrado uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco que por sua atuação parlamentar, o deputado estadual Rodrigo Amorim não esperava por esse posicionamento de Bolsonaro. Vinha correndo por fora para ter a indicação do PSL e o apoio do governador Wilson Witzel para disputar a sucessão do prefeito Marcelo Crivella. Não conseguiu um sim até agora e ainda levou um balde de água fria com a escolha do presidente da República.

Fora do poder desde que teve prisão decretada, ex-presidente da Câmara de Japeri mira as eleições de 2020

Afastado da Câmara de Vereadores de Japeri há mais de um ano, sem sequer poder entrar na Casa que presidiu por 18 meses, Wesley George de Oliveira, o Miga está de olho nas eleições do próximo ano. Pelo menos é o que ele sugere nas redes sociais em imagem da campanha de 2016, com a hashtag  "2020 é logo ali". Ele foi preso sob acusação de associação para o tráfico de drogas junto com o prefeito Carlos Moraes Costa e o também vereador  e Claudio José da Silva, o Cacau, que permanecem encarcerados. Embora esteja afastado da Câmara desde o dia 30 de julho do ano passado, Miga continua ganhando como vereador, assim como Cacau.

Embora tenha sido afastado do cargo de presidente da Câmara e do mandato de vereador, Wesley George de Oliveira não tem ainda nenhum impedimento legal em relação a uma candidatura a cargo eletivo, e se tiver o afastamento suspenso pela Justiça poderá retornar ao Legislativo.

Mais uma eleição sob suspeita em Paraty: Ministério Público ajuíza ação contra prefeito eleito por compra de votos

A eleição majoritária de 2016 em Paraty foi anulada e a suplementar, realizada no último dia 4, pode ir pelo mesmo caminho. É que o Ministério Público que atua na 57ª Zona Eleitoral ajuizou uma ação de investigação judicial eleitoral “por captação ilegal de voto e abuso de poder econômico” contra o prefeito eleito de Paraty, Luciano Vidal (foto) e seu vice, Valdecir Ramiro.

No processo figura ainda o empresário Ronaldo Freire Carpinelli, apontado como financiador da campanha de Vidal. Ele foi preso em flagrante no dia da eleição por oferecimento de vantagens a eleitores. Segundo a denúncia do MP, "Ronaldo circulou em áreas carentes da cidade, notadamente as comunidades da Ilha das Cobras e Parque Mangueira, distribuindo dinheiro, material de campanha e pagando alimentos e bebidas em troca de votos para a chapa".