Com o mesmo discurso de “nova política” usado pelo PSL, Novo faz “política velha” com o dinheiro do povo

Durante a campanha um discurso era de que não haveria mais privilégios com o dinheiro público, pois estava chegando a "nova política". Assim falavam em coro com a turma do PSL os candidatos a deputado pelo Novo, mas seis meses a posse dos deputados, a bancada do partido na Câmara dos Deputados mostra o contrário. Quatro parlamentares da legenda gastaram juntos R$ 5.074,49 da cota do gabinete com alimentação. Quem mais gastou foi Gilson Marques, de Santa Catarina. Ele usou quase a metade e desse total, e pediu ressarcimento até de água, café e sanduíche. Entre os gastos dos parlamentares do Novo com verba de gabinete estão sushi, pizza, pão de queijo com doce de leite, café com chantilly, cappuccino e até da bala Halls, como foi o caso do deputado Alexis Fonteyne (foto).

 

Câmara de Queimados vai apurar gratificações abusivas concedidas pelo ex-presidente da Casa afastado do cargo por CPI

Sob suspeita de ter forjado um diploma de mestrado para somar pontos e ser aprovado para o cargo de procurador em concurso público realizado pela Câmara de Vereadores de Queimados, o advogado Cassius Valério Teixeira da Silveira teria sido beneficiado com uma gratificação irregular sobre o seu salário antes mesmo de ter concluído o estagio probatório. É o que dizem os membros de uma Comissão de Inquérito instalada para apurar suposta fraude no concurso, o que resultou no afastamento do procurador e do presidente da Casa, o vereador Milton Campos (foto). De acordo com o vereador Adriano Moriê (foto), houve violação dos princípios da administração pública e lesão ao patrimônio público, um prejuízo estimado em R$ 300 mil. De acordo com Moriê, o caso da gratificação mensal elevou os vencimentos do procurador de R$ 8.736,25 para R$ 18.747,91. "Mesmo que o procurador já tivesse concluído o período probatório o benefício não poderia passar de 30%", afirma Adriano.

Revoltado por ter sido afastado da presidência, o vereador Milton Campos apresentou queixa na Polícia Civil, registrando um boletim de ocorrência na 55ª Delegacia Policial, órgão ao qual o substituto dele no cargo, Antônio Chrispe de Oliveira (PP) também recorreu. Chrispe que o afastamento do então presidente foi decidido em plenário pelo voto da maioria. "O afastamento se deve a proximidade do ex-presidente com o procurador e já existem indícios de que eles teriam ajustado suas condutas", disse o presidente interino.

Prefeito de Nova Friburgo nomeia como assessor jurídico advogado que ainda estava nomeado na Câmara de Araruama

O prefeito de Nova Friburgo, Renato Bravo nomeou para o cargo de assessor jurídico na Procuradoria Geral do Município um advogado que estava nomeado na Câmara de Vereadores de Araruama, a 142 quilômetros da cidade serrana, desde o início do ano. Cassio Heleno Cunha de Oliveira foi nomeado na Câmara pela presidente da Casa, Maria da Penha Bernardes, através da Portaria 034, assinada em dia 11 de janeiro de 2019, e empregado em Nova Friburgo através da Portaria 527, de 23 de julho, com efeito a partir do dia 1º do mesmo mês, quando ainda era o diretor jurídico do Poder Legislativo Araruamense.

O caso – que deverá ser encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias, veio à tona esta semana, quando, com data de 31 de julho, com efeito a partir da mesma data. Maria da Penha emitiu um novo ato de ofício, desta vez exonerando o advogado. Pelo que está nos documentos, Cássio ainda trabalhava em Araruama quando foi nomeado em Nova Friburgo.

De ‘alça de caixão’ à publicidade em latões de lixo: população de Resende já não estaria engolindo política populista do prefeito

Os moradores de Resende estariam com a pulga atrás da orelha com o que já está sendo visto como "forçação de barra" do prefeito Diogo Balieiro Diniz (foto). É que o governante estaria tentando tirar proveito da boa fé da camada mais simples da população para se favorecer politicamente. Para "conquistar" os mais humildes, Balieiro estaria apelando para fotografias ao lado de crianças e idosos, além de "compromissos" variados como aniversários, forrós e cultos religiosos. Na tentativa de ficar bem na fita, o politico estaria até segurando em alça de caixão. 

Enquanto isso, a administração municipal já desembolsou cerca de R$ 2,5 milhões em um contrato publicitário que teria sido direcionado à promoção da cor adotada pelo governo de Balieiro, o azul marinho, inclusive em latões de lixo espalhados pela cidade, uma estratégia de marketing que também se converteu em milhares de litros de tinta esparramados por diversos prédios públicos do município e até na estampa dos uniformes das crianças das creches municipais, o que rende uma enxurrada de publicações quase que diariamente nas redes sociais, postagens turbinadas por nomeados em cargos comissionados do prefeito, que custam anualmente quase R$ 50 milhões ao bolso dos contribuintes de Resende, aproximadamente 10% de tudo que o município arrecada.

Grupo do prefeito cassado vence eleição suplementar em Paraty, repetindo o resultado apertado de 2016

Os eleitores de Paraty, cidade histórica do estado do Rio de Janeiro, voltaram às urnas neste domingo (4) para eleger, em pleito suplementar, o novo do prefeito. O escolhido é Luciano de Oliveira Vidal (MDB), vice na chapa encabeçada por Carlos José Miranda, o Casé, que venceu as eleições de 2016 e foi cassada nas três instancias da Justiça Eleitoral, sob a acusação de uso da máquina administrativa. Casé que tinha sido eleito em 2012, foi condenado por usar um programa social da Prefeitura, o Paraty, Minha Casa é Aqui para se reeleger. O resultado deste domingo mostrou a mesma disputa acirrada de 2016: Vidal foi eleito com 44,29% dos votos e o segundo colocado, José Carlos Porto Neto, o Zezé  (PTB) – o mesmo da eleição anulada – obteve 44,12%. No pleito de 2016 Casé somou 38,71% e Zezé 38.68%.

Montado na máquina administrativa – O prefeito reeleito em 2016 foi denunciado por distribuir títulos de propriedade de imóveis, cartão de alimentação e realização de obras em terreno particular. Carlos José Gama Miranda tinha derrotado o então prefeito José Carlos Porto Neto em 2012 e partiu para a reeleição montado na máquina administrativa. Venceu com apenas cinco votos de vantagem, mesmo tendo distribuído 210 títulos de propriedade há menos de um mês da eleição e beneficiado os servidores municipais com a redução da carga horária de trabalho, passando de 44 para 40 horas por semana.