Tentativa de extorsão contra prefeito de Itatiaia acaba em prisão

Presidente de ONG e advogado teriam pedido R$ 200 mil para não denunciarem supostas irregularidades

Presidente do Instituto Brasileiro da Transparência e Cooperação - ONG que supostamente fiscalizava as ações dos prefeitos do Sul Fluminense -, o professor de Educação Física José Luiz de Carvalho Vargas (foto) foi preso em flagrante nesta sexta-feira (26), após receber dois envelopes com R$ 10 mil cada, parte de um total de R$ 80 mil que ele e o advogado Marcelo Tavares, também preso, teriam exigido do prefeito de Itatiaia, Eduardo Guedes, o Dudu, para não denunciar supostas irregularidades em contratos emergenciais firmados pela Prefeitura, entre eles o da coleta de lixo. Segundo o prefeito, o valor cobrado inicialmente teria sido de R$ 200 mil, mas depois de várias negociações os chantagistas teriam baixado o preço do "arrego".

MDB quer eleger Moreira, Picciani e mais dois

Agora sem o P, partido quer perder a fama de filial da "casa do demo"

Nada de Leonardo Picciani e muito menos Marco Antonio Cabral. O primeiro nome da lista do MDB paras eleições desde ano no Rio é tem outro nome, Wellington Moreira Franco, para quem deverão estar voltadas todas as atenções a partir de agora. Comandado no estado pelo deputado Cabralzinho, mas ainda controlado pela família Picciani, o partido ficará com o maior pedaço do bolo do fundo partidário e a preocupação hoje é não deixar que os recursos financeiros sejam geridos pelos atuais caciques. Conscientes de que não será mais possível eleger oito deputados federais, os "donos" da legenda têm hoje três nomes no topo da lista de candidatos a deputado federal, e Cabralzinho, mesmo sendo o presidente, não é um deles. As apostas internas são em Moreira Franco, Leonardo Picciani e Pedro Paulo - se este não mudar de sigla junto com o ex-prefeito Eduardo Paes, cotado para disputar o governo estadual pelo PSB -, podendo entrar um quarto nome, no máximo mais um, nas avaliações mais otimistas.

Justiça multa Núbia Cozzolino nove anos após denúncia de abuso de poder político em campanha pela reeleição

Denunciada pelo Ministério Público por abuso de poder político e prática de conduta vedada ao agente público durante a campanha eleitoral de 2008, quando foi reeleita para a Prefeitura de Magé, a ex-prefeita Núbia Cozzolino foi multada em R$ 50 mil pela Justiça Eleitoral. Decisão nesse sentido foi tomada pelo Felipe Carvalho Gonçalves da Silva, da 110ª ZE. Cassada antes de conclui o segundo ano do segundo mandato, Núbia, que está inelegível, foi acusada de usar a estrutura da Secretaria de Educação para fazer reuniões políticas com pais de alunos, nas quais sua irmã, a ex-deputada Jane Cozzolino, se encarregava dos discursos.

 De acordo com a decisão judicial, Núbia e Jane "impuseram a diversos diretores e professores escolares a obrigação de angariarem votos" e, além disso, "distribuíram bens às crianças matriculadas nos estabelecimentos de ensino municipais para que seus pais se sentissem agradecidos ao governo municipal". Ainda segundo foi denunciado, professores e diretores eram obrigados a promoverem reuniões em suas residências, em favor de Núbia e dos então

TCE reprova as contas de Meriti

Decisão refere ao último ano da gestão do prefeito Sandro Matos

Em cessão encerrada agora a pouco o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro emitiu parecer prévio contrário à aprovação das contas da Prefeitura de São João de Meriti, referentes ao exercício de 2016, de responsabilidade do então prefeito Sandro Matos (foto). Ao proferir seu voto o conselheiro substituto Marcelo Verdini Maia, relator do processo, apontou oito irregularidades, 19 impropriedades e 27 determinações. Entre as irregularidades o conselheiro chamou a atenção para os valores que o ex-prefeito legou ao seu sucessor. "Houve abertura de créditos adicionais de R$ 3.249.600,63 sem a respectiva fonte de recurso, déficits financeiros ao longo da gestão que, em 2016, término do mandato, culminou em R$ 71.516.688,46, e retirada de recursos da conta do Fundeb, no montante de R$ 6.202.498,83, sem a devida comprovação", destacou Verdini.

Picciani se movimenta para garantir mandato

Leonardo trabalha por um maior número de cabos eleitorais de luxo e isso vale até para o ex-prefeito Max Lemos, que já se achava com vaga garantida em Brasília

Visto hoje como extensão da casa do "coisa ruim", o PMDB, segundo estimativas internas, não deverá eleger mais do que quatro deputados federais no Rio e quem sabe ser arriscado ficar sem um mandato atualmente, está movimentando o tabuleiro para organizar as peças. Assim, suplentes que tiveram entre 15 mil e 30 mil votos nas eleições de 2014 correm risco de serem reduzidos a meros cabos eleitorais este ano, o que estaria valendo até para quem vinha se achando o rei da cocada. O ex-prefeito de Queimados, Max Lemos (foto), por exemplo, já teria sido avisado de que a vaga que lhe será destinada na legenda é de candidato a deputado estadual, pois sua base - sempre tratada como mero curral eleitoral - teria ficado pequena demais para dois. Lemos ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas uma fonte ligada ao PMDB disse ontem que ele deverá concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa para não atrapalhar o filho do "dono" do partido, o ministro do Esporte Leonardo Picciani.

‘Olho grande’ dos Picciani pode implodir o PMDB do Rio

Governador já foi alertado por deputados descontentes

O último encontro entre o ministro do Esporte Leonardo Picciani e o deputado federal Pedro Paulo não foi nada cordial. Quem assistiu diz que houve bate-boca pesado e o motivo seria o controle pessoal que, mesmo preso, o pai do ministro, deputado estadual Jorge Picciani, estaria mantendo sobre o PMDB fluminense, cargos na Assembleia Legislativa e no governo. Para esquentar ainda mais as coisas, parlamentares da legenda já avisaram ao governador Luiz Fernando Pezão que podem deixar o partido, se os Picciani, pai e filho, não pararem de se comportar como donos e senhores do PMDB e de cargos na Alerj e na administração estadual. "A postura de Leonardo pode por tudo a perder e provocar o esvaziamento do partido no Rio. Eles (os Picciani) precisam entender que não são donos de nada e que o 'todo-poderoso' foi tirado de combate pela MPF e a Justiça", disse agora a pouco um descontente.

MP está na cola do prefeito de Teresópolis

Promotoria investiga isenção de IPTU a hotel de Mario Tricano

A semana vai começar quente para o prefeito licenciado de Teresópolis, Mario Tricano (foto). É que dois dias após o desembargador Celso Silva Filho derrubar a liminar que suspendia os trabalhos de uma comissão de investigação aberta na Câmara de Vereadores que pode resultar em cassação de mandato, o Ministério Público, através da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Teresópolis, instaurou inquérito para apurar suposto ato de improbidade administrativa a ele atribuído, por possível renúncia ilegal de receita. É que a Prefeitura concedeu isenção do pagamento de IPTU ao Hotel Jecava, propriedade de Mário. O MP foi acionado a partir de denúncias dando conta de que o hotel teria ficado isento do IPTU entre 2013 e o ano passado, deixando de recolher R$ 407 mil aos cofres da municipalidade.

Semana vai começar com mudanças na Prefeitura de Magé

Dois vereadores deixarão a Câmara para compor o governo

Os vereadores Leonardo Franco Pereira e Álvaro Alencar serão licenciados de seus mandatos para assumirem postos no primeiro escalão do Governo. Leonardo vai comandar a Secretaria de Indústria e Comércio, enquanto Alencar vai para a Secretaria de Governo. Esta será a segunda participação de Leonardo na gestão do prefeito Rafael Santos de Souza, Rafael Tubarão. Com os pedidos de licença os suplentes João Batista Izaias, Joãozinho da Serrana, (PMB) e Carlos Antonio da Silva Junior, Chimba (PPS), assumirão mandatos de vereador.