Câmara de Mangaratiba disfarça gastos com passeio de vereadores

Presidida por Vitor Tenório (o segundo da esquerda para direita), a Câmara de Vereadores de Mangaratiba é vista como uma das mais caras do estado (Foto:Divulgação/CMM) E omite dados sobre salários e as gratificações concedidas a funcionários e assessores, despesas que fazem do Legislativo local um dos mais caros do estado do Rio de Janeiro

Nos últimos quatro anos o município de Mangaratiba foi parar no buraco. Não por causa da crise financeira, mas pela crise moral e ética de seus gestores e do poder fiscalizador. Em junho de 2015, por dez votos a um, a Câmara Municipal decidiu cassar o mandado do prefeito Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, mas não porque os vereadores tivessem apurado qualquer irregularidade, mas pelo fato de o político ter sido preso dois meses antes em uma operação do Ministério Público, sob a acusação de comandar um esquema de fraude em licitações que teria começado em 2012, coisa que os 13 membros no Poder Legislativo deixaram passar batido. Se omissa na fiscalização, a Casa é bem ágil para gastar o dinheiro do povo: entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2016, período em que os vereadores Pedro Bertino Jorge Vaz e Vitor Tenório Santos, o Vitinho se revezaram no comando, a Câmara gastou quase R$ 55 milhões, mais de R$ 4 milhões só em viagens, a maioria delas para destinos turísticos do Nordeste.

TJ condena Rosinha Garotinho por improbidade administrativa

Ex-governadora e ex prefeita de Campos terá de devolver R$ 165 mil aos cofres públicos

Por decisão os desembargadores que compõe a 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, a ex-prefeita de Campos e ex-governadora Rosinha Garotinho (foto), terá de ressarcir os cofres púbicos em R$ 165.979,44, acrescidos de correção monetária e multa de 1% ao mês desde a realização da despesa. Ela também perdeu os direitos políticos por cinco anos, por ter sido condenada por improbidade administrativa junto com o ex-secretário de Comunicação Ricardo Alberto de Oliveira Bruno. A decisão impôs aos dois o pagamento de multa civil de uma vez o valor do dano e os proíbe de receber benefícios ou incentivos fiscais, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual sejam sócios majoritários, também pelo prazo de cinco anos.

‘Guerreiros de Gelsinho’ querem mesmo é um pedaço do bolo

Processo político contra o prefeito de Mesquita seria mais para pressionar por cargos

Denominados desde a última terça-feira (9), como “soldados” do ex-prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto) – que abandonou a cidade logo depois das eleições e deixou todo o funcionalismo sem salário, optando por pagar alguns fornecedores – os vereadores reeleitos em outubro e que esta semana decidiram por uma comissão processante contra o prefeito Jorge Miranda, estariam é usando o instrumento para pressionar o governo no sentido de obterem mais espaço. De acordo com uma fonte ligada à Câmara, o grupo estaria apenas “batendo na cangalha”, uma expressão portuguesa que significa recado indireto. O interesse de boa parte dos membros da Câmara de Mesquita, diz a fonte, seria chamar Miranda “no pio” para uma conversa no sentido de conseguir espaço no governo. “Na verdade alguns vereadores tinham muito espaço na gestão de Gelsinho e o Jorge (Miranda), não abre brecha para eles, pois está trabalhando com o mínimo para poder cobrir o rombo deixado pelo ex-prefeito”, completa.

Câmara quer cassar prefeito de Mesquita…

...pelo “crime” de viabilizar pagamento de salários atrasados

No dia 15 de fevereiro os servidores de Mesquita receberam os salários de novembro, dezembro e o décimo-terceiro, parte de uma dívida de R$ 130 milhões deixada pelo prefeito Gelsinho Guerreiro, que teve uma gestão marcada por escândalos e denúncias de irregularidades, tendo mergulhado a cidade no buraco e a abandonado logo depois de derrotado nas urnas. Agora, a exatos 130 dias após a posse do gestor que está tentando arrumar a casa, a Câmara de Vereadores – que fechou os olhos para os desmandos de Guerreiro – quer cassar o mandato do prefeito Jorge Miranda (foto), não por qualquer tipo de fraude ou denúncia de corrupção, mas pelo fato de ele ter conseguido um jeito de pagar todo o débito com o funcionalismo de uma vez só, usando dinheiro emprestado da previdência municipal, o Mesquita-Previ, depois de um acordo acompanhado pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública. Dos 12 atuais vereadores sete tinham mandato no período de Guerreiro e nada fizeram contra seus atos.

Passeio às custas do povo de Mesquita

População quer saber quanto pagou para seus representantes “marcharem” em Brasília

Em plena crise um grupo de vereadores de Mesquita (foto), usou dinheiro público para um evento em Brasília, um daqueles congressos que em nada contribuem com a sociedade, mas até agora o presidente da Câmara, Marcelo Santos Rosa, o Marcelo Biriba (PRB), não divulgou quanto foi gasto por cada um dos viajantes, prestação de contas necessária, até para esclarecer a situação, já que o que se comenta pelos corredores da Casa é que cada parlamentar teria recebido R$ 5 mil para viajar. A ida à Brasília aconteceu na última semana de abril, onde entre os dias 25 e 28 foi realizada a "15ª Marcha dos Vereadores", evento que é promovido anualmente pela União Brasileira dos Vereadores para, segundo a entidade “capacitar, qualificar para uma participação efetiva junto às comunidades”. A “marcha” deste ano, inclusive, foi marcada por um escândalo envolvendo um vereador de Pirai: Paulo César Leandro Simplício (PDT), foi acusado de ter agredido uma mulher numa suíte do Hotel Brasília, onde muitos vereadores ficaram hospedados durante o evento. O caso foi registrado na 5ª DP do Distrito Federal e o laudo mostra que a vítima tinha lesões no rosto e no braço esquerdo.

Câmara de Belford Roxo abre canal direto com a população

Através do site oficial do Poder Legislativo os moradores da cidade poderão apresentar suas ideias e reivindicações para a Ouvidoria da Casa

Entrou no ar nesta segunda-feira o site oficial da Câmara Municipal de Belford Roxo, através do qual o cidadão poderá acompanhar os trabalhos dos parlamentares sem sair de casa, assistindo as reuniões pela TV Câmara, que estará disponível na página. O acesso, por enquanto, pode ser feito através desse http://cmbr.hospedagemdesites.ws/cmbr02/, que também leva ao Portal da Transparência, ferramenta fundamental para o controle social, com o contribuinte acessando os gastos feitos pelo Poder Legislativo, inclusive obtendo informações sobre os subsídios dos membros da Casa, salários dos assessores e funcionários de modo geral. No site também serão veiculadas matérias sobre as ações desenvolvidas no município e as proposições dos vereadores. Para o presidente da Câmara, Marco Aurélio Gandra, o Markinho Gandra (foto), o Portal da Câmara de Vereadores chega em um período de mudanças, no momento em que a Casa vem buscando corrigir falhas e se mostrar de forma mais transparente para o povo. “Temos trabalhado no sentido errar menos, acertar mais e estar dentro da realidade vivida pela nossa população. Nosso propósito é exatamente esse: dar o maior retorno possível aos que nos escolheram como representantes”, completa Gandra.

Vereador joga para a platéia em Casimiro de Abreu

Adriano dos Santos quer reduzir salário do prefeito, mas poupa a si mesmo e os colegas

Marinheiro de primeira viagem pela vida pública, o vereador Adriano dos Santos Lima (foto) tentou fazer demagogia propondo - de forma errada e aliviando os membros da Câmara e seus assessores - a redução dos subsídios do prefeito, do vice e dos secretários. Além de poupar a si e a seus pares, ele fez a tentativa equivocadamente, através de proposta de decreto legislativo, quando a Constituição Federal determina que os subsídios sejam estipulados de uma legislatura para a outra e não de forma imediata, princípio de anterioridade que tem o objetivo de evitar que o agente político que propôs a majoração se beneficie dela. A remuneração atual foi aprovada no ano passado.

Possível candidatura de Silvia em 2018 atordoa “donos” de Porto Real

Especializada em ginecologia e obstetrícia, ela se queixa de que é impedida de tirar plantões na maternidade municipal por possível retaliação política

Medica concursada da rede de saúde de Porto Real, Silvia Bernardelli (foto) tem se queixado de retaliações por parte do governo, que não estaria permitindo que ela dê plantão em sua área na maternidade municipal. Especializada em ginecologia e obstetrícia, Silvia foi candidata a prefeita nas duas últimas eleições e por conta disso é classificada como “inimiga” na gestão do prefeito Jorge Serfiotis, mas a opção de deixar a unidade sem um especialista como Sílvia está sendo vista como outra coisa: preocupação com a possibilidade de ela vir a disputar um mandato parlamentar em 2018, podendo até concorrer diretamente com o filho do prefeito, o deputado federal Alexandre Serfiotis, que, segundo revelam alguns servidores do setor, é quem estaria dando as ordens na Secretaria de Saúde.

MP vai apurar suposta compra de votos em Japeri

Os moradores do município mais pobre da Baixada Fluminense sempre viveram entre a esperança, o medo e a discriminação “Grampo” revela nomes de políticos que teriam adotado o esquema. Eles negam

O município de Japeri foi sacudido com graves revelações sobre compra de votos registradas em escuta telefônica autorizada pela Justiça em inquérito aberto pelo Ministério Público que apurava outro crime e pode contribuir para inibir esquemas semelhantes no futuro. O "grampo" que flagrou uma mãe repreendendo o filho que confessou ter pago por pelo menos 50 votos nas eleições de 2016, expôs mais um lado sujo da política na Baixada Fluminense, onde há anos se sabe que o voto tem preço e é muito barato, por sinal, podendo custar R$ 50 ou uma cesta básica. Tentando se explicar diante da reprimenda que levava, o primeiro suplente de vereador da coligação “Mudar para avançar”, José Carlos de Souza (PT) não só se entregou como revelou que os quatro vereadores mais bem votados teriam comprado votos, entre ele dois colegas da aliança PSL/PT, pela qual José concorreu e obteve 652 votos.

Dames vê parentes como os mais preparados de Casimiro de Abreu

E recorre à Justiça para manter filha, genro e sobrinhos como secretários

No dia 27 de abril de 2016 o hoje prefeito de Casimiro de Abreu, Paulo Dames (foto), postou nas redes sociais uma crítica ao então prefeito Antonio Marcos Lemos, afirmando que as pessoas mais competentes da cidade estavam sendo deixadas de fora da Prefeitura para que as vagas em cargos de confiança pudessem ser preenchidas de acordo com os interesses do governo. Agora, um ano depois, Dames volta a falar em competência, mas para justificar a nomeação de uma filha, um genro e três sobrinhos em cargos do primeiro escalão, argumento que está sendo usado na Justiça para que aos parentes do prefeito sejam mantidos nos cargos através da Procuradoria Geral do município.