Pressão de Flávio Bolsonaro teria sido a causa da desistência do governador do Rio, que resolveu desfazer as malas e ficar no PL

● Elizeu Pires

O governador Claudio Castro deu uma recuada Ao que tudo indica não é só o presidente da Alerj, o investigado Rodrigo Bacellar, que detém o controle remoto do governador do Rio. O senador Flávio Bolsonaro também. O PP já estava com o tapete vermelho estendido para receber Claudio Castro com pompas e circunstâncias quando o inquilino do Palácio Guanabara anunciou que permanecerá no PL.

Ministro Alexandre de Moraes determina abertura de investigação contra senador Marcos do Val

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (3) a abertura de investigação para apurar as declarações do senador Marcos do Val (Podemos-ES) sobre a proposta que teria recebido para participar de um plano de ruptura do estado democrático de direito.

Em live em redes sociais e em entrevistas à revista Veja e às emissoras de TV CNN e GloboNews, o senador detalhou a proposta com intenção golpista. Segundo o relato, o plano exposto pelo ex-deputado federal Daniel Silveira visava reverter o resultado das eleições presidenciais do ano passado, e o senador participaria gravando conversa com o ministro Alexandre de Moraes. Do Val disse, ainda, que o encontro teve a participação do então presidente Jair Bolsonaro.

Com apoio do PT Pacheco é mantido na presidência do Senado

Senador foi eleito por 49 votos a 32

Pacheco teve 17 votos a mais que o candidato apoiado pelo clã Bolsonaro, Rogério Marinho O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito, na tarde de hoje (1º), presidente do Senado pelos próximos dois anos. A eleição ocorreu na segunda reunião preparatória desta quarta-feira, dia que marcou também a posse dos senadores eleitos em outubro de 2022 e o início do ano legislativo na Casa. Pacheco derrotou Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Girão (Podemos-CE). Esse último chegou a discursar como candidato, mas retirou sua candidatura em seguida para apoiar Marinho. 

Governo faz últimos ajustes em Pacote da Democracia

Devem ser apresentados dois projetos e uma PEC

Em resposta aos atos golpistas de 8 de janeiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) faz hoje (23) os últimos ajustes no que apelidou “Pacote da Democracia”. O governo pretende apresentar ao menos dois projetos de lei e uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para enrijecer a legislação sobre crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Lula diz que viu em Roraima ‘genocídio’ cometido pelo governo

Por Sofia Aguiar/Agência Estado

O presidente Lula determinou, inclusive, investigação ao Ministério da Justiça - Foto: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva compartilhou neste domingo (22) impressões sobre sua viagem a Roraima neste sábado, para oferecer o suporte do governo federal a crianças Yanomami em situação de desnutrição. Ao citar medidas a serem tomadas para melhorar a situação, o chefe do Executivo disse que o que viu no Estado foi um “genocídio” cometido pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Tem de respeitar o resultado da urna”, disse novo comandante do Exército em recado direto à tropa

● Elizeu Pires

O general Tomás é paulista e tem 62 anos de idade Até ontem (20) comandante militar do Sudeste, o general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva (foto) foi escolhido hoje (21) como comandante do Exército. Ele substitui o general Júlio Cesar de Arruda, que teria se negado a demitir o tenente-coronel Mauro Cid de um posto de comando em Goiânia. O presidente Lula mandou que Cid fosse exonerado depois de o colunista Rodrigo Rangel do portal de notícias Metrópoles ter revelado que Cid – que foi ajudante de ordem de Jair Bolsonaro – teria operado uma espécie de caixa-2, usando recursos sacados com o cartão corporativo para pagar contas pessoas da primeira-dama Michele Bolsonaro.

STF atende a pedido da PGR e incluiu Bolsonaro em inquérito sobre atos de vandalismo em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a inclusão do ex-presidente da República Jair Bolsonaro na investigação que apura a invasão dos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF, com depredação do patrimônio público, ocorrida no domingo (8). A decisão do ministro foi proferida no Inquérito (INQ) 4921 e atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

No requerimento, a PGR sustenta que a inclusão de Bolsonaro visa apurar se ele teria supostamente incitado a prática de crimes contra o Estado Democrático de Direito em pronunciamento postado em redes sociais no dia 10 de janeiro e, em seguida, apagado. No vídeo, ele reiterava a tese infundada de que houve fraude na eleição do ano passado para presidente da República.