Enfermeiros e seguranças dão palavra final no Hospital da Posse

Therezinha Campos de Souza foi mandada de volta para casa sem atendimento, embora estivesse sentindo fortes dores e não reconhecendo nem a própria filha Parentes da dona de casa Therezinha Campos de Souza, de 65 anos, registraram agora a pouco na 58ª Delegacia Policial, queixa por omissão de socorro contra o Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse, onde, no plantão desse domingo, quem estaria decidindo sobre quem recebe atendimento ou não é uma enfermeira e um segurança. De acordo com familiares de Therezinha, eles a levaram para o setor de emergência na manhã de hoje, pois ela estava sentido fortes dores e não reconhecia nem a própria filha, Bárbara Renata. Segundo a filha, sua mãe foi avaliada por uma enfermeira, que mandou que levassem Therezinha de volta para casa, pois ela não tinha problema algum. Renata contou ainda que ao questionar o diagnóstico, foi retirada com a mãe e outros parentes do setor de triagem.

Os familiares de Therezinha revelaram ainda que tentaram buscar ajuda junto aos assistentes sociais que trabalham no hospital, mas foram informados de que o setor não funciona nos finais de semana. Eles tentaram apelar para a Ouvidoria, mas essa também não estava funcionando. Barbara disse que chegou ao Hospital da Posse por volta das 10h e presenciou várias pessoas indo embora sem atendimento, pois a informação da enfermeira que os recebia era de que não havia médicos na unidade.

Baixada vai ganhar mais um hospital geral

Em conversa com moradores de Nova Iguaçu, o candidato à reeleição ao governo do Rio de Janeiro pelo PMDB, Luiz Fernando Pezão, afirmou que vai construir um Hospital Geral para a Baixada Fluminense. Pezão disse ainda que investirá mais na atenção básica à Saúde, com a implantação de cinco novas Clínicas da Família, além da construção de mais quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “Sou um fã da atenção básica à saúde, com as Clínicas da Família, por exemplo. Isso evita que a mãe, que tem o filho com asma ou bronquite, vá ao Hospital da Posse concorrer com o atendimento de baleados, atropelados. Todos os casos são importantes. Se você tem aqui uma nebulização na UPA, esse atendimento é facilitado. A gente tem que espalhar Clínicas da Família e desafogar os hospitais. Eu vou fazer um hospital de referência aqui na Baixada. Procuro um local que seja de fácil acesso para atender a região. Um hospital de porte, de qualidade, que dará dignidade ao morador da Baixada. Também vamos construir o Hospital de Cardiologia, em Queimados, que está em fase de licitação.” disse Pezão.

Demonstrando o comprometimento com a Saúde do município, o governo estadual investiu R$ 750 mil na reforma e ampliação da Maternidade Mariana Bulhões, que terá capacidade para realizar 350 partos por mês. Hoje são atendidos na unidade pacientes de alto risco, que têm à sua disposição 36 leitos de enfermaria, quatro de UTI adulto, 20 de UTI neonatal, duas salas de PPP, uma sala de cirurgia, dois consultórios e quatro leitos de emergência.