Condenado pela Lei Maria da Penha não pode ocupar cargo em comissão em nenhum dos poderes do estado do Rio

Pessoas condenadas pela Lei Maria da Penha, que pune casos de violência doméstica, não poderão ser nomeadas para ocupar cargos em comissão nos órgãos da administração pública do estado do Rio de Janeiro. A medida está prevista em lei sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada ontem (7) no Diário Oficial do estado. O projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) é de autoria da deputada Enfermeira Rejane (foto) e do então deputado Doutor Julianelli, que não foi reeleito para um novo mandato.

"A vedação vale para condenações em decisão transitada em julgado, até que o cumprimento da pena seja comprovado. A violência contra a mulher, lamentavelmente, perdura nos diferentes grupos da sociedade como um flagelo generalizado, que põe em perigo suas vidas e viola os seus direitos. É necessário ampliar as medidas de combate a esse crime", destacou a parlamentar.

Carro que transportava o prefeito de Belford Roxo e sua mulher, deputada federal, é alvo de tiros de fuzil

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belford Roxo divulgou há pouco que o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, e sua mulher, a deputada federal Daniela Carneiro, sofreram um atentado nesta sexta-feira (15) na Avenida Automóvel Clube, na altura da rodoviária do bairro Parque São José. O carro em que o casal estava, uma Hilux blindada, foi alvejado por um tiro de fuzil na porta do motorista.

De acordo com a assessoria, foram vários tiros, que teriam sido disparados do Morro da Caixa D’água. Segundo a nota da Prefeitura, "o incidente ocorreu após a deputada e o prefeito participarem da inauguração da creche Manoel da Silva Curty, no bairro Santa Tereza, onde foram bem recebidos pela comunidade, que agradeceu pela construção de mais uma unidade escolar no bairro" . Não há registro de feridos.

Senhores, a Bíblia não é a Constituição

Somando 108 deputados e dez senadores, a Bancada da Bíblia ou dos evangélicos – como preferirem – está se achando. Quer impor uma pauta de costumes, quando a prioridade deveria ser o país e questões que vão muito além dos templos que não pagam impostos, não rendem um centavo sequer aos cofres públicos. Mais uma vez o assunto é a transferência da Embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém, como se isso tivesse uma enorme importância para a nação. O bloco do "nós acima de tudo e de todos" parece ver nessa mudança a solução para todos os problemas nacionais. Ignora, por exemplo, que se levada a efeito, a transferência pode causar um baque e tanto na economia brasileira...

Depois de pregar no deserto, defendendo tratamento especial para o ex-senador Magno Malta, o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do bloco, agora ataca o vice-presidente Hamilton Mourão porque este, ao contrário do titular, olha o tempo todo para frente, já desceu do palanque e defende interesses nacionais, não bandeira de grupos.

Com pacientes demais e dinheiro de menos, direção do Hospital da Posse opera verdadeiros milagres no dia a dia

O ônus é todo da Prefeitura de Nova Iguaçu, mas o bônus é usufruído por mais 14 municípios que não colaboram com um centavo sequer, mas são atendidos da mesma forma, pois é para a única emergência existente no corredor da Rodovia Presidente Dutra que mandam seus doentes e feridos em estado grave. Mais conhecido como Hospital da Posse, o Hospital Geral de Nova Iguaçu precisa, segundo seu diretor, de pelo menos R$ 19 milhões mensais para funcionar a contento, mas está operando com pouco mais da metade disto. "É dinheiro de menos e despesas demais, pois somos a esperança de atendimento para um universo de três milhões de pessoas", diz Joé Setello (foto), diretor 24 horas por dia, inclusive domingos e feriados.

Desde que assumiu o governo – em janeiro de 2017 – que o prefeito Rogério Lisboa vem batendo às portas dos governos federal e estadual em busca do aumento de repasses, pois o hospital é regional, mas a responsabilidade é do município, que tem de tirar dos recursos próprios e do pouco que vem para à rede própria, para cobrir gastos que deveriam ser assumidos integralmente pela União e o Estado ou pelo menos rateado entre os municípios que usam Hospital da Posse para desafogar suas unidades.