Prefeito de Queimados acorda para a disputa e manda um recado direto ao vice: “é só entregar os cargos”

"O Vilela não tem condições de disputar a reeleição", “ele não consegue caminhar com as próprias pernas e depende da gente para tudo". Comentários assim se ouve com frequência nos corredores do poder em Queimados, na Baixada Fluminense, principalmente onde passam aliados do vice-prefeito Carlos Machado (foto), que em sua cota de participação no governo tem o controle da Secretaria de Saúde, feito através de sua mulher, a médica Livia Guedes. Filiado ao PSDB, o vice está de olho na cadeira do prefeito Carlos Vilela e pretende disputá-la em 2020, o que até é um direito dele, mas se quer ser adversário deveria entregar os cargos que tem, começando pelo pedido de exoneração de Lívia.

Carlos Vilela ainda está no MDB e pode embarcar no PDT junto com o seu mentor político, o hoje deputado estadual Max Lemos, que pretende disputar a Prefeitura de Nova Iguaçu. Vilela já disse que quer tentar um segundo mandato, e isso deve acontecer com ou sem Carlos Machado. Esta semana ele foi direto ao ponto. Disse os membros do governo que quiserem ser candidatos a prefeito devem entregar os cargos.

Cresce acolhimento a mulheres vítimas de violência doméstica em Nova Iguaçu: número supera em 430% os atendimentos feitos 2017

O número de mulheres vítimas de violência doméstica atendidas pelo Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), vinculado à Coordenadoria de Políticas para Mulheres da Prefeitura de Nova Iguaçu vem crescendo nos últimos dois anos. Entre janeiro e junho deste ano, o CEAM contabilizou 621 mulheres atendidas pela primeira vez na unidade, número 430% superior ao total de atendimentos realizados em todo o ano de 2017, que foi de 117. Na comparação ao primeiro semestre de 2018, o crescimento foi de 41,7% – de janeiro a junho do ano passado 436 mulheres procuraram o CEAM pela primeira vez para relatar casos de violência.

De acordo com Miriam Magali, da Coordenadoria de Políticas para Mulheres, o crescimento do número de atendimentos é consequência do fato das mulheres se sentirem acolhidas. "Fazemos o acolhimento dessas mulheres e escutamos os problemas. Algumas sofrem todos os tipos de agressão. É feito uma espécie de triagem e uma classificação de risco para saber a situação dela, se ela corre algum risco que envolva sua vida. Muitas chegam fragilizadas e necessitam logo de uma Medida Protetiva e até de um abrigamento. A decisão da vítima é sempre respeitada", explica Miriam. Segundo ela, os maiores tipos de violência relatados pelas mulheres atendidas são a psicológica, seguida pela moral, física, patrimonial e sexual.

Militante de direita estaria “atirando” para todos os lados em Barra Mansa e fogo cruzado agita política local

Ao que tudo indica, Barra Mansa, cidade da região Sul do estado do Rio de Janeiro, vai ser pequena demais para o prefeito Rodrigo Drable (foto) e a militante de direita Danny Villas Bôas, que, segundo o governante, teria pretensões políticas e que, por isso, estaria usando as redes sociais para bombardear a administração municipal, inclusive com algumas fake news, para desestabilizar a gestão dele e tirar vantagem na disputa de 2020. Nos últimos dias, o prefeito subiu nas tamancas e também utilizou as redes sociais para contra-atacar.

Um dos "tiroteios" recentes envolveu a suposta demissão dos médicos da rede municipal, noticiada por Danny e contestada pelo prefeito ao alegar que somente exigiu dos profissionais o cumprimento da carga horária de 40 horas semanais. Outros pipocos que ecoaram na internet foram disparados quando a militante resolveu utilizar a morte de uma jovem na Santa Casa da cidade para acusar o governo Drable de negligência médica.

Quanto está custando o exame de mamografia realizado pela Saúde de Japeri? Mostra o contrato aí, prefeito

Se for levado em conta o valor global da licitação realizada pela Prefeitura de Japeri para contratar o serviço de mamografia que desde o último dia 11 está sendo prestado na Casa da Mulher, unidade gerida pela Secretaria de Saúde, o município está pagando bem mais caro que o valor cobrado em clínicas populares, que oferecem o exame até R$ 80, com a emissão de laudo incluída. Pelo que está no edital da licitação, o serviço custaria de R$ 839.040,00 por ano, e considerando a meta de 500 exames por mês, cada um sairia a R$ 139.84, uma diferença e tanto.

Embora o serviço esteja em funcionamento há mais de 15 dias, até as primeiras horas desta segunda-feira (27), não era possível encontrar no site oficial do município o resultado do pregão, a ata de registro de preços, o contrato, e muito menos o nome da empresa que está locando o mamógrafo para a administração municipal.

MPF convoca audiência pública para debater intolerância religiosa em Nova Iguaçu coma a sociedade civil e autoridades públicas

O Ministério Público Federal (MPF) realizará audiência pública no dia 6 de maio para debater intolerância religiosa e a promoção da valorização das comunidades de religiões de matriz africana em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Um inquérito civil público foi instaurado para acompanhar as violações contra a liberdade religiosa na região. A audiência pública faz parte de um cronograma de ações estabelecidas pela comissão permanente de combate à intolerância religiosa instituída pelo MPF e pretende ouvir autoridades municipais, estaduais e federais sobre as violações que vêm ocorrendo na Baixada Fluminense.

Além de membros do MPF e demais cidadãos, o procurador da República Julio José Araujo Junior, autor da convocação, remeteu o convite à Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, à Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), à prefeitura e às Secretarias de Fazenda, Cultura e Educação de Nova Iguaçu (RJ) e demais autoridades públicas.

Caxias lidera o ranking de violência doméstica no início do ano, apontam dados do Tribunal de Justiça

Nos anos 70 e 80 o município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, era apontado com o mais violento da região, com uma média de três homicídios por dia, a maioria atribuída aos grupos de extermínio. Agora os números da violência voltam a ser destaque na cidade, não em mortes naturais, mas em agressões em família. De acordo com dados divulgados pela Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Caxias está em primeiro lugar no ranking da violência doméstica: 1.073 casos em janeiro. O segundo maior número foi registrado na Região da Leopoldina, na Capital, com 936. Depois vem Nova Iguaçu (664 casos), São Gonçalo (620), Jacarepaguá (603), Bangu (526), Barra da Tijuca (500) e Campo Grande (com 454 registros).

De acordo com os números do TJ, o crime de lesão corporal apareceu como o mais recorrente em 2018, com 50.052 casos, seguido de ameaça, caracterizada como violência psicológica (27.739), e injúria, definida juridicamente como violência moral (8.515 casos). A violência doméstica engloba ainda a violência patrimonial, que envolve violação de domicílio, dano e supressão de documentos; e a sexual, como os casos de estupro. O Judiciário fluminense encerrou o ano de 2018 com 135.216 ações de violência doméstica em seu acervo.