Secretário de Fazenda volta por cima e com muita moral para varrer a sujeira para fora

Empossado no cargo no dia 30 de abril pelo governador interino Ricardo Couto, o secretário de Fazenda Guilherme Mercês tinha sido exonerado por Claudio Castro por ter não aceitado tocar os trâmites para renegociar a dívida bilionária que a Refit, refinaria do empresário Ricardo Magro – que teve a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal – tem com o governo fluminense, recebeu a chance de ouro que esperava para “fazer a limpa”, no bom sentido, na Secretaria Estadual de Fazenda.
Na semana passada Mercês estava empolgadíssimo com a possibilidade de varrer a sujeira para fora, e a Operação Sem Refino, realizada nesta sexta-feira (15) pela Polícia Federal, o motivou ainda mais. É que, quebrado, o estado do Rio de Janeiro tem muito a receber, mas na hora de cobrar só jogava pesado mesmo contra os “bagrinhos”, já que tubarões como o dono da Refit encontravam sempre facilidades para renegociar.
O agora ex-governador diz que sua gestão foi a única a conseguir que a Refit pagasse dívidas com o estado, mas no pedido de autorização para a operação de hoje feito ao STF, a Polícia Federal cita que Castro teria agido “com leniência”, proporcionando “a criação de um ambiente propício” ao empresário Ricardo Magro.
O entendimento é o de que o governo fluminense, nos últimos ano, teria facilitado em muito a vida do dono da antiga Refinaria Manguinhos.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria
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