● Elizeu Pires

Citada nas investigações do Ministério Público de São Paulo, que apura suposto elo da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) com empresas do setor de combustíveis, a Rede Soul Fuel Distribuidora – que chegou a ter contratação suspensa pela Prefeitura do Rio – continua faturando no governo do estado do Rio de Janeiro.
Sediada em São Paulo e com filial em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a empresa tem um contrato de R$ 168 milhões com a Polícia Militar, assinado em março de 2025. Foi firmado pelo então secretário Marcelo de Menezes Nogueira, tem como objeto o abastecimento da frota da corporação e validade até 2027.
Além de faturar no governo estadual, a Rede Soul Fuel tem contratos com as prefeituras de Arraial do Cabo, Itaboraí, Maricá, Nilópolis, São Gonçalo, Silva Jardim e Volta Redonda.
Em março deste ano a empresa foi uma das vencedoras da licitação para fornecer óleo diesel aos ônibus do BRT durante um ano, mas a Secretaria Municipal de Integridade e Transparência, resolveu rever o processo e decidiu manter apenas parcialmente o resultado, até que as investigações do Ministério Público de São Paulo, no âmbito da Operação Carbono sejam concluídas.

Pelo que consta no sistema do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), só com o município de Maricá a empresa firmou 12 contratos entre 2022 e 2025, o que dá o total de R$ 56 milhões, fora os valores das renovações feitas via termos aditivos.
Em Arraial do Cabo os valores contratados no mesmo período chegam a R$ 17,9 mihões, enquanto os contratos firmados em Itaboraí entre 2022 e 2024 totalizam R$ 14,6 milhões.
Ainda segundo registra o sistema do Tribunal, os contratos da empresa somam R$ 7,5 milhões em Nilópolis, R$ 44,3 milhões em São Gonçalo, R$ 8,1 milhões no município de Silva Jardim e R$ 33,9 milhões em Volta Redonda.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria