Prefeito de Rio das Ostras divulgou nota mostrando “indgnação”
“Foi divulgada pela imprensa uma lista com nomes de políticos e valores, que a Polícia Federal supõe estar relacionada a doações para campanhas políticas. O meu nome, para minha indignação e perplexidade das pessoas que acompanham a minha trajetória, faz parte da relação. A autoria da lista é atribuída à Odebrecht, portanto, intui-se que os políticos relacionados fazem parte de um grupo de “amigos” da empresa. Não existe a mínima condição de me incluir neste rol. Desde a assinatura da PPP, por outra gestão, em 2007, sou considerado persona non grata e adversário dos mais combativos da empreiteira, por denunciar a espoliação dos cofres da Prefeitura de Rio das Ostras. Naquela ocasião, quando a mídia e políticos renomados celebravam a primeira PPP do Brasil, me insurgi contra as cláusulas draconianas do contrato e apontei irregularidades do negócio ao Tribunal de Contas e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal.”
“Não existe lógica que explique o financiamento de uma campanha que daria ao financiado poderes para colocar em prática como prefeito um discurso que prometia em praça pública auditar o contrato e reduzir repasses em favor da empresa. Para exaurir qualquer dúvida, basta analisar as medidas que tomei contra a Odebrecht, e avaliar se este seria o comportamento de um prefeito financiado pelos recursos da empreiteira.
Ao assumir a prefeitura, em 2013, determinei, de imediato, a realização da auditoria do contrato e encaminhei formalmente os resultados para o Tribunal de Contas do Estado, o BNDES e o Ministério Público. A partir daí, travei uma luta desigual com a maior empreiteira do Brasil em nome dos interesses da população de Rio das Ostras. Enfrentei a pressão de políticos poderosos, tive um decreto (que limita os pagamentos das parcelas da PPP em 10% do valor do repasse mensal dos royalties) questionado por uma Adin – Ação Direta de Inconstitucionalidade patrocinada pela Alerj, e travo, em Brasília, uma batalha judicial que coloca de um lado a nossa brava procuradoria e do outro uma banca composta pelos advogados mais bem pagos do Brasil.
Em resumo, quem sempre esteve na lista negra da Odebrecht não merece ser apontado como beneficiário de recursos suspeitos.”