● Elizeu Pires

A informação de que o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF), do Ministério Público do Rio de Janeiro ajuizou uma ação civil pública contra o Banco Master e os responsáveis pela aplicação de R$ 1 bilhão do Rioprevidência em Letras Financeiras (LS) – que não possuem proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) –, encheu de esperança servidores do município de Itaguaí.
É que o Itaprevi, órgão previdenciário do município, teve cerca de R$ 60 milhões de seus recursos aportados, entre junho e julho de 2025, também em LSV, na instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro, que está preso e prestes a fazer uma delação premiada, e uma ação semelhante à impetrada contra os gestores do Rioprevidência poderia ajudar bastante na recuperação desse dinheiro.
Na ação o Ministério Público pede a suspensão de contratos associados ao Cartão de Benefícios Consignados, o CredCesta, o afastamento do presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso, o bloqueio de bens dos investigados e a adoção de medidas para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos.
Conforme já foi revelado, a ex-controladora interna do Rioprevidência, Fernanda Pereira da Silva Machado, como presidente do Instituto de Previdência do Município de Itaguaí autorizou dois aportes financeiros no Banco Master. Pelo que foi apurado a primeira aplicação foi feita em 28 de junho de 2025, no valor de R$ 29,6 milhões, e a segunda dias, em 3 de julho, essa no total de R$ 30 milhões.
*O espaço está aberto para os citados na matéria
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