"Se arrependimento matasse, fulano já estaria morto". É isso que lideranças políticas da Baixada Fluminense estão pensando em relação ao deputado estadual Max Lemos (foto), que está a um passo de ser ex. Primeiro ele peitou o comando estadual do MDB para ser o candidato a prefeito da legenda em Nova Iguaçu. Não conseguiu, e resolveu se rebelar deixando o partido e ingressando no PSDB para poder concorrer. O troco veio logo: o partido foi à Justiça, que decretou a perda do mandato por infidelidade partidária, com ele se mantendo na cadeira por conta de recurso no TRE Fluminense. No último domingo vieram mais duas derrotas: Max foi detonado nas urnas pelo prefeito Rogério Lisboa e seu irmão Lenine ficou em terceiro lugar na corrida pela Prefeitura de Queimados.
O processo de infidelidade partidária foi julgado no dia 15 de julho deste ano e dez dias depois Max conseguiu que o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, acatasse recurso impetrado por ele contra o afastamento imediato, o que foi visto pela defesa de Max como uma importante vitória, pois, aposta, o processo só deverá ser analisado em plenário no segundo semestre de 2021. Aí ele ganha tempo, mas até quando?