Terras destinadas a instalação de indústrias pela União eram usadas para construção de casas de aluguel em Caxias

Um terreno cedido pelo governo federal à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) para instalação de indústrias, visando um programa de geração de emprego e renda em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, vinha sendo usado para a construção de casas, que depois de prontas eram alugadas. A constatação foi feita pelo Ministério Público Federal, que moveu ação civil pública para dar fim ao uso comercial da área. De acordo com a ação, o terreno situado na localidade de Vila Santa Alice, era usado por José Teófilo Magalhães, dono de uma pousada na região.

Na ação o MPF pede que a União e o município de Duque de Caxias realizem novas diligências no loteamento, e notificação todos os ocupantes, "para que cessem a construção de benfeitorias".

Detran do Rio vai destinar R$ 120 milhões para recuperação de seis mil quilômetros de estradas em todo o estado

Através de um convênio a ser firmado nesta quinta-feira (16), o Detran vai vai transferir R$ 120 milhões para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O dinheiro será utilizado na recuperação de seis mil quilômetros da malha rodoviária do estado do Rio de Janeiro. Estão programadas obras de pavimentação de rodovias, restauração e recuperação de pontes, passarelas e viadutos, sinalização e manutenção corretiva e também na ação preventiva. De acordo com o Detran, isso tornou-se possível porque a atual gestão do órgão economizou R$ 200 milhões após revisar contratos fechados no passado. As obras serão iniciadas ao longo de 2019.

 

Justiça recebe denúncia contra ex-prefeito de Silva Jardim, servidores e empresários por fraude em licitação

A Justiça aceitou mais uma denúncia do Ministério Público contra o ex-prefeito de Silva Jardim, Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre. Ele e mais oito pessoas foram denunciados por associação criminosa pelos crimes de falsidade ideológica, peculato e fraude em processo licitatório. Pelo que o MP apurou, isso ocorreu para a contratação de uma empresa para publicação de atos oficiais da Prefeitura. O MP sustenta na denúncia que os jornais não foram fornecidos na quantidade adequada para a veiculação das publicações e ainda foram usados "como meio de enaltecer a imagem de Wanderson, que concorreu à reeleição no ano de 2016".

De acordo com a denúncia, o então prefeito se utilizou do contrato firmado com a sociedade empresária Alexandre Fernandes Editora, que publica o jornal Boa Semente, "para a divulgação de notícias e feitos institucionais vinculados à sua própria imagem, desvirtuando a publicidade institucional para sua promoção pessoal".

Câmara de Japeri gasta com tecnologia de informática, mas deixa a desejar no Portal da Transparência

De um orçamento de R$ 5,4 milhões previsto para este ano a Câmara de Vereadores de Japeri destinou R$ 300 mil para cobrir despesas com "serviços tecnológicos de informática" e já gastou com isso R$ 79 mil, mas ainda assim está faltando informações no Portal da Transparência, no qual deveriam estar disponíveis os contratos firmados pela Casa, bem como dados sobre as licitações. A falta de transparência com os gastos públicos não é novidade no Poder Legislativo da cidade mais pobre da Baixada Fluminense, que já custou este ano mais de R$ 1,4 milhão, sem que as despesas estejam publicadas de forma clara no site oficial.

Em janeiro as despesas da Câmara de Japeri (confira aqui) somaram R$ 376.491,42 em janeiro, sendo R$ 17.161,21 com “serviços tecnológicos de informática”. Em fevereiro a soma foi de R$ 367.853,07, mês em que os com"serviços tecnológicos de informática"  custaram R$ 19.379,93. No mês seguinte os gastos totais caíram para R$ 361.197,77 (R$ 22.338,08 com informática) e em abril o total foi de R$ 359.095,78, R$ 20.880,02 com "serviços tecnológicos de informática" .