Empresário do ramo de farmácias, Anderson Alexandre resolveu comprar remédios por atacado em uma drogaria, em vez de optar por uma distribuidora capaz de oferecer preços menores Anderson Alexandre terá de explicar compras de quase R$ 4 milhões em farmácia sedia a 240 quilômetros do seu município, em vez de optar pelas distribuidoras no atacado
Réu em pelo menos dez ações de improbidade administrativa - a maioria delas por denúncia de fraude em licitação - com pedidos do afastamento dele do cargo, indisponibilidade de bens e um de prisão em andamento, o prefeito reeleito de Silva Jardim, Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre (PMDB) não tem sido visto na cidade e muito menos despachado em seu gabinete. As informações sobre o paradeiro dele são desencontradas. Uns dizem que o prefeito está descansando, outros afirmam que ele está em tratamento médico e há até quem fale que a ausência seria para evitar uma notificação da Justiça. Entretanto, seja lá qual for a razão, uma dor de cabeça das grandes está a espera dele: Anderson terá de explicar a compra de quase R$ 4 milhões em medicamentos feitas em uma farmácia (que, inclusive, fez alguns fornecimentos sem licitação), quando deveria optar pelas distribuidoras que operam no atacado e com preços mais competitivos.