Zelão não cumpre nem o que registra em cartório

Prefeito de Silva Jardim foi a Aldeia Velha durante a campanha, assinou uma carta compromisso e nunca mais apareceu por lá. Os moradores recorreram ao Ministério Público

Os moradores de Aldeia Velha, em Silva Jardim, estão ansiosos para encontrarem o prefeito Marcelo Cabreira Xavier, o Zelão, mas esse está correndo deles como o diabo foge da cruz. É que em 2008, disposto a tudo para vencer a eleição, o hoje prefeito foi a localidade e prometeu de tudo e até registrou as promessas em cartório. Se comprometeu a fazer as obras necessárias e dotar o lugar de infraestrutura para melhor receber os turistas que costumam aparecer por lá por conta dos atrativos naturais. Como a estrada está péssima, ninguém mais aparece por lá.

A morte de Rozan Gomes

Elizeu Pires

Morreu hoje, politicamente falando, o prefeito de Magé, Rozam Gomes da Silva (PR). Seu sepultamento acontecerá todos os dias, nas ruas, nas esquinas, nos lares e nos bares da cidade. Com a “morte” de Rozam, nasceu hoje em Magé a certeza de que o prefeito licenciado agiu por livre e espontânea vontade ao licenciar-se a partir de 1º de janeiro de 2011 para tratar de assuntos particulares e que jamais sofrera pressão da Câmara de Vereadores ou do próprio prefeito interino, Anderson Cozzolino, o Dinho, muito menos ameaças. Fechou-se as cortinas e interrompe-se a encenação, que certamente voltará em cartaz daqui há quatro meses.

Se for “à vera” merece aplausos

Os vereadores de Magé resolveram instalar uma comissão de inquérito para apurar as denúncias apresentadas ao Ministério Público pelo vereador Álvaro Alencar (PT), dando conta de que algumas irregularidades estariam acontecendo naquela Casa, incluindo suspeita de fraude em atas e no protocolo-geral.

A representação levou a Justiça a apreender vários documentos na Câmara, inclusive a carta renúncia assinada pela ex-prefeita Núbia Cozzolino (PR), que, segundo foi denunciado, estaria sendo mantida em segredo. Pois bem: se for para investigar mesmo, de forma isenta e responsável, parabéns.

“Reinado” de Dinho a perigo

O Ministério Público Estadual vai fazer uma devassa na Câmara Municipal de Magé para investigar as denúncias protocoladas na última quinta-feira pelo vereador Álvaro Alencar (PT), dando conta de que o presidente do Legislativo, Anderson Cozzolino, o Dinho (PMDB), estaria cometendo abuso de poder.

De acordo com a denúncia, no último dia 4 Dinho determinou que a chefe do setor de protocolo e o diretor geral da Câmara impedissem que Álvaro vistoriasse o livro de protocolo geral. O vereador queria constatar se uma carta-renúncia assinada pela prefeita afastada Núbia Cozzolino havia sido protocolada na Casa e mantida em segredo.

Presidente da Câmara de Magé tem 30 dias para responder se Núbia renunciou ou não

O presidente da Câmara de Vereadores de Magé, Anderson Cozzolino, o Dinho (PMDB) tem prazo de 30 dias para responder se a prefeita afastada Núbia Cozzolino (PR) protocolou ou não naquela Casa uma carta renunciando ao mandato de prefeito, exigência legal para que pleiteie uma candidatura a deputada.

Requerimento nesse sentido foi apresentado pelo vereador Álvaro Alencar (PT), que quer esclarecer de vez o assunto, pois o que se comenta na cidade é que Núbia teria protocolado a carta, mas essa estaria sendo mantida em segredo pelo presidente da Câmara, que estaria tentando ganhar tempo até que o Supremo Tribunal Federal (STF), julgue recurso impetrado

Crime eleitoral derruba prefeito de Mangaratiba

Aarão é condenado a perda do mandato por crime eleitoral

Julgando Ação de Impugnação de Mandato Eletivo impetrada pelo Ministério Público, o juiz da 54ª Zona Eleitoral de Mangaratiba, Márcio da Costa Dantas, decidiu nesta segunda-feira (27) pela cassação dos diplomas do prefeito Aarão de Moura Brito Neto (foto) e do vice-prefeito Marcelo Tenório da Cruz, por prática de crime eleitoral. Em outro processo - numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral - o mesmo magistrado tornou o prefeito e o vice inelegíveis por três anos, além de aplicar multas de R$ 40 mil e R$ 30 mil. As condenações foram por abuso de poder, compra de votos e uso indevido dos meios de comunicação.  O juiz determinou que o presidente da Câmara de Vereadores assuma interinamente o cargo de prefeito até a realização de um pleito suplementar.