Tecnologia vai ajudar prefeituras receberem ISS dos bancos

Pezão vai fazer convênios com as prefeituras para instalar um sistema de monitoramento Cidades como Itaboraí, por exemplo, poderão arrecadar dez vezes mais do que recolhe mensalmente 

Quanto os bancos tem de recolher de Imposto Sobre Serviços (ISS) aos cofres dos municípios nos quais mantém agências em funcionamento? Essa é uma resposta que só pode ser dada pela tecnologia e é exatamente isso que os prefeitos pretendem com a adoção de um sistema online de monitoramento e cobrança do ISS devido pelos bancos por cada negócio e operação realizada. Com onze agencias de seis bancos diferentes, o município de Magé, por exemplo, pode estar recebendo cinco vezes menos do que deveria, mas há cidades ainda mais prejudicadas pela falta de um sistema operacional confiável, como é o caso de Itaboraí, que, segundo o prefeito Helil Cardoso, recebe hoje cerca de R$ 60 mil mensais, receita que, diz ele, poderá chegar a R$ 700 mil por mês com o monitoramento online.

Verdadeiros campeões em processos

Quaqua e Cica são os prefeitos mais processados do estado do Rio de Janeiro Os prefeitos de Maricá, Cachoeiras de Macacu, Búzios e Rio Bonito lideram o ranking

É do Partido dos Trabalhadores o gestor público fluminense mais processado. Quem lidera o ranking é o presidente da legenda no estado do Rio de Janeiro, Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Quaquá, prefeito de Maricá. De acordo com levantamento do Infoglobo junto ao Ministério Público estadual, Procuradoria da República, TSE, Polícia Federal e tribunais de justiça federal e estadual, ele tem quatro condenações, responde a nove processos por improbidade administrativa e a 18 inquéritos civis públicos abertos pelo MP. Cidade com volumosa receita por conta dos royalties do petróleo e repasses generosos por parte do governo federal, o município de Maricá é apontado como abrigo de petistas desempregados nos demais estados, a exemplo do que Nova Iguaçu foi durante a gestão do prefeito Lindberg Farias.