Queimados diz que maternidade está pronta, que só faltam os equipamentos para inaugurá-la, mas ainda não pagou pelo prédio

O prédio "adquirido" pela Prefeitura foi desapropriado com todos os equipamentos e móveis Depois de mais de um ano de atraso, diz a Prefeitura de Queimados, o seu hospital-maternidade está pronto, e só faltam os equipamentos para inaugurá-lo. Entretanto, quem está acompanhando a "novela" em que se transformou o que seria uma das maiores realizações da administração municipal, sabe que tem uma pendência muito maior: falta a quitação de um processo de desapropriação aberto em 2015 pelo então prefeito Max Lemos. O prédio da Casa de Saúde Bom Pastor foi "adquirido" de porta fechada – com tudo dentro –, mas em condições de funcionamento. Porém o governo só estaria querendo pagar R$ 2,3 milhões por uma estrutura avaliada em mais de R$ 6 milhões por seus donos. Um relatório (confira aqui) sobre as condições das dependências, equipamentos e mobiliário mostra que o prédio estava preparado para permanecer funcionando quando foi desapropriado.

A Casa de Saúde Bom Pastor foi fechada em 2014 porque seus donos não conseguiam mais arcar com as despesas. Recebia da Prefeitura repasse de cerca de R$ 200 mil por mês para cobrir gastos com uma média de 250 partos, cirurgias eletivas, internação e garantir atendimento 24 horas, enquanto o Centro Especializado no Tratamento de Hipertensão e Diabetes (CETHID), que não interna, não opera e nem tem atendimento 24 horas recebia no mínimo quatro vezes mais, recursos repassados para uma organização social, a Associação Social de Saúde Humanizada, através de contratos no total de R$ 71 milhões, firmados entre abril de 2013 e abril de 2019.

Maternidade de Queimados continua fechada e lei para futuro convênio é vista como “ato demagógico” de deputado

Na última sexta-feira (19) o governador Wilson Witzel sancionou lei de autoria do deputado Max Lemos (foto), que autoriza o governo firmar convênio com a Prefeitura de Queimados para abertura e manutenção da maternidade do município, um ato visto como "demagógico", pois não seria necessário uma lei para isso. O jogo para a platéia acabou pegando mal para o parlamentar, pois a maternidade – cujas obras estão com quase um ano de atraso – está para ser implantada em prédio desapropriado por ele quando prefeito daquele município, e ainda não foi pago, com o debito somando cerca de R$ 6,8 milhões e a Prefeitura se propondo a quitar menos da metade disso.

O prédio é o mesmo onde funcionava a Casa de Saúde Bom Pastor, fechada em 2014, pois a unidade estava operando no vermelho, recebendo de convênio apenas R$ 200 mil mensais para fazer cirurgias eletivas, partos, internar e garantir atendimento 24 horas, enquanto que o Centro Especializado no Tratamento de Hipertensão e Diabetes (Cethid) implantado por Max – que não interna, não opera e nem tem atendimento 24 horas – recebia quase quatro vezes mais recursos.

Governador promete repassar recursos para maternidade de Queimados que ainda não tem data para ser inaugurada

Com a inauguração atrasada há quase um ano e ainda em obras, o Hospital Maternidade de Queimados vem sendo alvo de polêmica desde a desapropriação do prédio – o que ocorreu há quase quatro anos e ainda não foi paga – e volta a ser notícia: o governador Wilson Witzel (foto), afirmou que a unidade terá repasse mensal do estado, que também pretende ajudar na  implantação uma UTI Neonatal. Apesar do atraso e de informar que 90% das obras estão concluídas, a Secretaria Municipal de Saúde ainda não sabe quando voltarão a nascer crianças no município.

De acordo com a Prefeitura, a maternidade terá 42 leitos de internação, dois centros cirúrgicos – um para parto, outro para cirurgias eletivas –, diversas enfermarias e atenderá todas as normas de acessibilidade, como por exemplo: rampa de acesso e elevador nos três pavimentos, operando com capacidade total de 500 partos por mês, além de fazer cirurgias eletivas como remoção de miomas, histerectomia (retirada do útero) e laqueadura com planejamento familiar.

Deputado de Magé assume Comissão de Obras na Alerj

A meta é desengavetar convênios e assegurar repasses aos municípios

O deputado Vandro Lopes Gonçalves, o Vandro Família (SD) assumiu agora a pouco a presidência da Comissão de Obras da Assembleia Legislativa, que vai se reunir todas as terças-feiras para discutir pautas de interesse dos municípios. O vice-presidente é o deputado Max Lemos(MDB), ex-prefeito de Queimados, que preside a Comissão de Minas e Energia. "Vamos trabalhar para desengavetar convênios já firmados em outras gestões e que não tiveram os recursos liberados pelo Estado. Nossa meta é garantir que os repasses devidos aos municípios para a realização de obras sejam realizados", disse Vandro.

Max Lemos cobra mais investimentos para o interior do estado em sua passagem pelo Sul Fluminense e Médio Paraíba

Valença,  Barra do Piraí, Paraíba do Sul, Vassouras, Resende, Itatiaia e Quatis. Esses foram os municípios visitados, nesta semana, pelo candidato a deputado estadual Max Lemos, que fez várias caminhadas, reuniões e encontros com lideranças locais. Durante as agendas, Max ressaltou a necessidade de a Assembleia Legislativa cobrar a retomada de investimento para as cidades do interior, entre eles a recuperação de estradas vicinais para facilitar o escoamento da produção e a melhor distribuição do efetivo policial para melhorar a segurança pública. A primeira agenda começou na terça-feira (11) com caminhadas em Valença e Barra do Piraí. Ao lado do candidato a deputado federal Leonardo Picciani, Max visitou o comércio local e conversou com diversos moradores. À noite, foi a vez de dois encontros em Paraíba do Sul e Vassouras, ambos com casa cheia. 

Já na quarta-feira (12), foi a vez de caminhar novamente por Valença, desta vez pelos bairros de Varginha, Dudu Lopes e, encerrando, no distrito de Conservatória. Durante a caminhada, Max ressaltou a necessidade de se investir forte em saneamento básico e também no turismo para melhorar a qualidade de vida do povo dessa região. "Precisamos também criar urgentemente condições para que as empresas voltem a se instalar no interior e em todo o estado para gerar novos empregos", destacou.