Max Lemos diz que problemas de Austin e Cabuçu passarão a ser seus, caso seja eleito. É anotar e cobrar depois

Dois grandes encontros, ambos com casa cheia. Foi assim a passagem do candidato a deputado estadual, Max Lemos, pelos bairros de Austin e Cabuçu, localizados na periferia de Nova Iguaçu. Com muito calor humano e o reconhecimento pelo trabalho realizado por Max na vizinha Queimados, as principais reivindicações levantadas pelos moradores dos bairros são: a falta d’ água, ruas sem asfalto e ausência de unidades de saúde.

Durante os encontros, Max foi recebido com várias manifestações de carinho e registrou diversas 'selfies' com os moradores. Durante o seu discurso, o candidato ressaltou os avanços que conseguiu levar para Queimados quando foi prefeito, além de se comprometer em resolver os principais problemas que afetam a população de Austin e de Cabuçu.

Mais de mil pessoas no lançamento de campanha de Max Lemos em Petrópolis: evento foi organizado pelo prefeito da cidade

O frio típico da Serra deu lugar ao calor humano no lançamento de campanha do candidato a Deputado Estadual, Max Lemos, no município de Petrópolis, Região Serrana do Rio. O encontro organizado pelo prefeito Bernardo Rossi, no Clube Magnólia, reuniu mais de mil pessoas - segundo a organização - e marcou o ponto de partida de campanha na cidade. Além de Max, o evento contou com a presença do candidato a deputado federal, Leonardo Picciani, do prefeito de Queimados, Carlos Vilela, além de diversos vereadores e secretários municipais. 

Durante o discurso, Max, que é padrinho de casamento do prefeito Bernardo Rossi,  destacou que é preciso ter um planejamento a médio prazo para a retomada do crescimento econômico do Rio. "O povo não tem a ilusão que vamos resolver os problemas da noite pro dia, mas quer saber que caminhos temos pra educação, pra saúde, pra gerar novos empregos, pra segurança pública. Por isso, defendo a criação de programas de estado para que independente de quem esteja no poder eles tenham continuidade, entre eles a volta do ensino de tempo integral", ressaltou. 

MDB quer mostrar que não está morto no Rio

Partido ficou com apenas dois deputados federais e sete estaduais

A bancada do MDB do Rio na Câmara dos Deputados conta agora com apenas dois parlamentares. Permaneceram filiados Leonardo Picciani e Marco Antonio Cabral e diminuiu bastante também na Assembleia Legislativa, onde tinha 15 e ficou com sete, mas os encarregados de remover os escombros e reconstruir a legenda no território fluminense apostam na ressurreição nas urnas. O ex-prefeito de Queimados e pré-candidato a deputado estadual Max Lemos, por exemplo, ficou responsável pela formação da nominada de concorrentes a uma cadeira na Alerj e acha que a próxima bancada emedebista na Casa contará com entre oito e 10 deputados.

MDB quer eleger Moreira, Picciani e mais dois

Agora sem o P, partido quer perder a fama de filial da "casa do demo"

Nada de Leonardo Picciani e muito menos Marco Antonio Cabral. O primeiro nome da lista do MDB paras eleições desde ano no Rio é tem outro nome, Wellington Moreira Franco, para quem deverão estar voltadas todas as atenções a partir de agora. Comandado no estado pelo deputado Cabralzinho, mas ainda controlado pela família Picciani, o partido ficará com o maior pedaço do bolo do fundo partidário e a preocupação hoje é não deixar que os recursos financeiros sejam geridos pelos atuais caciques. Conscientes de que não será mais possível eleger oito deputados federais, os "donos" da legenda têm hoje três nomes no topo da lista de candidatos a deputado federal, e Cabralzinho, mesmo sendo o presidente, não é um deles. As apostas internas são em Moreira Franco, Leonardo Picciani e Pedro Paulo - se este não mudar de sigla junto com o ex-prefeito Eduardo Paes, cotado para disputar o governo estadual pelo PSB -, podendo entrar um quarto nome, no máximo mais um, nas avaliações mais otimistas.

Picciani se movimenta para garantir mandato

Leonardo trabalha por um maior número de cabos eleitorais de luxo e isso vale até para o ex-prefeito Max Lemos, que já se achava com vaga garantida em Brasília

Visto hoje como extensão da casa do "coisa ruim", o PMDB, segundo estimativas internas, não deverá eleger mais do que quatro deputados federais no Rio e quem sabe ser arriscado ficar sem um mandato atualmente, está movimentando o tabuleiro para organizar as peças. Assim, suplentes que tiveram entre 15 mil e 30 mil votos nas eleições de 2014 correm risco de serem reduzidos a meros cabos eleitorais este ano, o que estaria valendo até para quem vinha se achando o rei da cocada. O ex-prefeito de Queimados, Max Lemos (foto), por exemplo, já teria sido avisado de que a vaga que lhe será destinada na legenda é de candidato a deputado estadual, pois sua base - sempre tratada como mero curral eleitoral - teria ficado pequena demais para dois. Lemos ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas uma fonte ligada ao PMDB disse ontem que ele deverá concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa para não atrapalhar o filho do "dono" do partido, o ministro do Esporte Leonardo Picciani.

‘Afilhado’ de Cabral vai disputar cadeira na Câmara dos Deputados

Max Lemos pretende fazer dobradinha exclusiva com Picciani na Baixada

Nos tempos em que tudo era só alegria no reino de Sergio Cabral, o ex-prefeito de Queimados, Max Lemos, enchia a boca para anunciar que o então governador fora seu padrinho de casamento, mas hoje, em tempos de Lava-Jato e devido à duas condenações impostas ao padrinho, Max evita até citar o nome do ex-todo-poderoso, mas terá de conviver com isso durante a próxima campanha eleitoral, já que pretende concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PMDB. Max – que é apontado como prefeito de fato de Queimados, sendo responsável, inclusive pela indicação da maioria dos secretários nomeados pelo prefeito de direito, Carlos Vilela – já anunciou que pretende fazer uma dobradinha exclusiva em todos os municípios da Baixada Fluminense com o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, que pretende renovar o mandato de deputado estadual.

Queimados tem dois prefeitos e nenhuma transparência

Gastos e processos de licitação são mantidos em segredo na gestão Max e Vilela

Do dia 1º de janeiro até o fim do expediente de ontem (20) a Prefeitura de Queimados havia recebido R$ 66.672.795,86 em repasses constitucionais e mais R$ 21.277.341,66 em transferências do Fundo Nacional de Saúde - um total de quase R$ 88 milhões -, mas o cidadão não vem conseguindo exercer o direito de fazer o controle social dos gastos, o que lhe é garantido por legislação específica. É que o prefeito Carlos Vilela não vem respeitando a lei da transparência, que determina a disponibilização das contas públicas nos sites oficiais das prefeituras, licitações, contratos, lista de fornecedores, prestadores de serviços e os valores pagos a eles.

Queimados tem dois caciques na mesma tribo

Ex-prefeito ganha cargo para validar as ordens que já vinha dando no governo

Secretário de Fazenda na gestão anterior, o prefeito Carlos Vilela não nomeou um secretário sequer sem o aval de seu antecessor, o ex-prefeito Max Lemos (foto), apontado desde a posse de Vilela como o prefeito de fato, o homem que tem a caneta mais carregada de tinta e que dá as ordens na administração municipal. Agora, dois meses após ser investido no mandato, Carlos oficiou o que todos na Prefeitura já sabia: nomeou Max para o cargo de secretário de Governo, conferindo a ele amplos poderes. Tão logo a nomeação foi divulgada, Lemos foi para as redes sociais dizer que relutou um pouco para aceitar de início o cargo, como se ninguém soubesse que ele nunca deixou de ser prefeito de Queimados, passando apenas da condição de prefeito de direito para a de prefeito de fato.