Justiça manda prender representantes de organização social acusados de desvio mais de R$ 9 milhões dos cofres públicos

O Hospital Estadual Alberto Torres é uma das unidades sob gestão do Instituto Lagos Rio Agentes do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro realizaram nesta quinta-feira (25) a Operação Apagão, para cumprir sete mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra 12 denunciados por organização criminosa envolvendo o Instituto dos Lagos Rio, OS que teve empenhos a seu favor no total de cerca de R$ 650 milhões entre 2012 e 2019. A organização social foi contratada pelo governo estadual para administrar várias unidades de saúde. Foram cumpridos mandados no Rio, Petrópolis, Itaboraí e até em São Paulo. De acordo com o que apurado pelo MP, o ILR forjou documentos para atestar sua capacitação técnica.

As investigações apontaram que o desvio do dinheiro público "se dava com o pagamento de valores superfaturados em favor de sociedades empresárias, sob o pretexto da aquisição de produtos ou terceirização de serviços necessários ao atendimento das UPAs e hospitais administrados pelo Instituto Lagos Rio". Ainda de acordo com as investigações,  com o  pagamento superfaturado era realizado, "o repasse dos valores excedentes era feito aos dirigentes da organização criminosa ou para terceiros indicados por eles".

Decretada prisão de empresários e policiais que negociavam veículos apreendidos em Casimiro de Abreu

Cinco homens, entre eles um policial civil, um guarda municipal e o dono de um depósito público de carros, tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Rafael Azevedo Ribeiro Alves, da Comarca de Casimiro de Abreu. Eles foram acusados por formação de organização criminosa com o objetivo de negociar ilegalmente a liberação de veículos apreendidos em blitzes no município.

Os acusados são o dono do depósito Washington de Oliveira Magalhães, conhecido por Pimpolho; Luiz Rogério Batista Machado, gerente do estabelecimento; o policial civil Celso Alves; o guarda municipal Fábio de Souza Ribeiro Gomes; e o empresário Laércio Martins de Almeida. Empregada do depósito, Carla Coelho Toledo terá de cumprir medidas cautelares em liberdade, com o comparecimento quinzenal ao juízo e a proibição de frequentar repartições públicas.

Justiça analisa pedido de prisão de seis vereadores de Itaguaí

Vicente Cicarino Rocha, que já presidiu a Câmara, está na lista dos denunciados pelo Ministério Público Eles são acusados de indicarem cabos eleitorais que recebiam salários sem trabalhar

A Justiça deverá se pronunciar esta semana sobre o pedido de prisão de seis vereadores de Itaguaí, feito na última sexta-feira pelo Ministério Público. Eles são acusados de indicar cabos eleitorais para ocuparem cargos de confiança na Prefeitura durante a gestão do ex-prefeito Luciano Mota, que também teve prisão solicitada pelo MP, que fez o mesmo em relação ao ex-secretário municipal de Administração, Fuad Sacramento Zamot. Ao todo a promotoria denunciou 121 pessoas, entre elas 112 funcionários fantasmas que supostamente recebiam salário entre R$ 5 mil e R$ 15 mil sem efetivamente exercerem as funções.