Esforço para derrubar diretor do Hospital da Posse bate na trave

Grupo de forasteiros estaria de olho na gestão dos recursos do HGNI

Ao contrário do que chegou a ser veiculado durante o dia de hoje (7) nas redes sociais, o médico Joé Sestello não deixou a direção do Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse. Muito pelo contrário. Ele saiu fortalecido de uma reunião ocorrida na parte da manhã com o prefeito Rogério Lisboa, apesar da "feitiçaria" de um grupo de Rio Bonito que cuida das finanças do Fundo Municipal de Saúde e vinha se esforçando pelo afastamento de Sestello, supostamente por conta de um investimento de cerca de R$ 30 milhões que deverá ser feito no HNGI. Na manhã desta quarta-feira o secretário de Saúde, Hildoberto Carneiro – que é apontado como figura decorativa na secretaria desde que Isaias Class de Figueiredo, Leandro Weber e Glauco Moraes Azevedo assumiram cargos de mando no setor – chegou ao hospital acompanhado de cinco pessoas estranhas ao HGNI e se trancou na sala do diretor, que havia saído para se reunir com o prefeito.

Trio de Rio Bonito quer o poder também no Hospital da Posse

Antes de nomear o trio o prefeito Rogério Lisboa se reuniu com Leandro Weber e Matheus Neto (direita) e o próprio Matheus chegou a ser convidado para assumir o controle (Foto: Jornal O Tempo) Grupo "importado" para controlar finanças da Saúde de Nova Iguaçu é visto na cidade como o terror dos donos das clínicas e laboratórios conveniados que prestam serviços ao município

Acostumados a lidar com "merreca" em Rio Bonito, onde o orçamento geral aprovado para este ano está estimado em R$ 180 milhões, três ex-membros da equipe do prefeito José Luiz Antunes, o Luiz Mandiocão, parecem estar deslumbrados com a "riqueza" de Nova Iguaçu, cidade da Baixada Fluminense, onde desembarcaram no ano passado e foram nomeados pelo prefeito Rogério Lisboa em cargos importantes no setor de Saúde, que tem um orçamento duas vezes maior que o de toda a administração municipal riobonitense. No ano passado, por exemplo, a dotação financeira do Fundo Municipal de Saúde foi de R$ 390 milhões.

Mão de obra para o Comperj começa a ser contratada em maio

Parceria com grupo chinês garante a retomada

O mercado de trabalho no eixo Magé-Itaboraí-Cachoeiras de Macacu-Rio Bonito vai ser significativamente aquecido a partir de maio, quando deverá ser iniciada a contratação dos trabalhadores necessários para a retomada das obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio (Comperj), em Itaboraí. Ao todo serão gerados cerca de cinco mil empregos diretos, 2.500 só na construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), que será feita pela empresa chinesa Shandong Kerui Petroleum, que venceu a licitação e firma, ainda este mês, um contrato de R$ 1,94 bilhão. Ao todo serão feitos no complexo investimentos estimados em R$ 4 bilhões. 

PT quer a cadeira do prefeito de Nova Iguaçu

Ideia seria convencer Rogério Lisboa a pedir licença de 180 dias para tratamento médico

O senador Lindberg Farias e o presidente do PT estadual, Washington Quaquá estão em estado de euforia e acreditam que podem ter o controle do município de Nova Iguaçu, o que aconteceria através do vice-prefeito Carlos Ferreira. De acordo com informações recebidas hoje (19) pelo elizeupires.com, o grupo estaria trabalhando para convencer o prefeito Rogério Lisboa (foto), a afastar-se do cargo por até 180 dias, passando a cadeira ao vice. A principal alegação seria a de tratamento médico, mas o argumento velado seria tirar o prefeito da vitrine no momento em que o nome dele aparece no relatório da denúncia do Ministério Público Federal sobre a existência de uma suposta organização criminosa na Assembleia Legislativa, como autor de emendas que, segundo o MPF, "foram encomendas pela Odebrecht".

Licitação de atos oficiais está sendo vigiada em Rio Bonito

Edital foi alterado para triplicar o valor que passou de R$614 mil para R$1,966 milhão

Marcado para a próxima segunda-feira (13), o Pregão Nº 038/2017 lançado pela Prefeitura de Rio Bonito para contratar uma empresa jornalística para publicação dos atos oficiais do município, poderá ter seu resultado impugnado em decisão judicial, por causa do valor considerado absurdo até por algumas empresas do setor. A estimativa global é de um gasto de R$1.966.000,00 em um ano - R$163,8 mil por mês -, três vezes mais que o fixado no Pregão Nº 007/2017, que deveria ter ocorrido no dia 1 de setembro, com o mesmo objeto e valor global estimado em R$614.400,00. Os quase R$ 2 milhões superam em muito os valores pagos pelo mesmo serviço por prefeitura de municípios bem maiores. O Pregão Nº 007/2017 foi anunciado no dia 18 de agosto, mas até hoje o aviso de suspensão não fora disponibilizado no Portal de Transparência.

Submissão impede eleição na Câmara de Silva Jardim

O prefeito Anderson Alexandre está jogando pesado para preservar Roni e Miel se desdobra para ajudar Presidente de direito "amarela" sob pressão do prefeito e do presidente de fato

A decisão judicial que afastou o vereador Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre, da presidência da Câmara de Silva Jardim –  em processo no qual ele é acusado do crime de peculato –  acabou dando ao Poder Legislativo do pequeno município do interior fluminense dois comandantes, um de direito e outro de fato, pois mesmo afastado Roni estaria fazendo valer suas vontades e decisões por intermédio do seu substituto legal, o até então vice-presidente da Casa, Jazimiel Batista Pimentel, o Miel da Biovert. Pelo menos é o que ficou evidenciado na sessão de ontem, quando, sob pressão do prefeito Anderson Alexandre e do presidente afastado, Miel encerrou a reunião às pressas e mandou que os que lá estavam deixassem a "Casa do Povo", tudo para que o grupo de oposição não elegesse na nova composição da Mesa Diretora. Longe dali, no escritório da sede de sua rede de farmácias, em Rio Bonito, o prefeito comemorou o servilismo do presidente de direito na defesa dos interesses do presidente de fato.

Transporte de alunos em Silva Jardim está sob investigação

A Prefeitura tem uma frota de 12 ônibus escolares. Três estão no galpão de sucatas do setor de transportes A Prefeitura tem 12 ônibus escolares, mas já gastou mais de R$ 10 milhões com o serviço

Através do programa Caminho da Escola o governo federal deu a Silva Jardim - um pequeno município do interior fluminense - conseguiu uma frota de 12 ônibus e mesmo assim a Prefeitura vem gastando, em média, R$ 2,2 milhões por ano com a locação de kombis para fazer o transporte de alunos, sem revelar, entretanto, quantos carros foram alugados e quantos estudantes efetivamente são beneficiados com o serviço, que de 2013 até hoje custou aos cofres públicos o total de R$ 10.242.411.94, valor considerado muito alto para o tamanho da cidade e do universo de estudantes na rede municipal de ensino. 

Silva Jardim gastou cerca de R$ 10 milhões com transporte escolar

Sem revelar quantos veículos estão prestando o serviço e o numero de alunos beneficiados

Embora tenha uma frota própria de ônibus urbanos e micros para o transporte escolar, a Prefeitura de Silva Jardim, um pequeno município do interior fluminense, está gastando mais de R$ 2 milhões por ano com a locação de kombis e vans para a prestação do serviço. De março de 2013 até ontem, a administração municipal pagou R$ 9.933.428.72 à empresa Costa Verde Serviços e Locações de Equipamentos, sem revelar, entretanto, a quantidade de veículos efetivamente à serviço da Secretaria de Educação e o número de alunos transportados. Este é mais um dos segredos da gestão do prefeito Anderson Alexandre (foto), que já responde a processos na Justiça, inclusive sobre acusação de fraudes em licitação e é citado em vários inquéritos instaurados pelo Ministério Público.

Empresa do “apagão” fatura em Friburgo sem licitação

O prefeito Renato Bravo havia sido alertado três vezes pelo TCE sobre irregularidades do edital E "emergência" poderá ser prorrogada, pois a Prefeitura apresentou edital irregular ao TCE

Em decisão tomada ontem (17) o Tribunal de Contas do Estado determinou a "suspensão sinie die" de uma concorrência pública marcada pela Prefeitura de Nova Friburgo, visando a contratação de uma empresa para gerir o sistema de iluminação pública, licitação com valor estimado em R$ 9.261.292,54. Embora correta - uma vez que no edital apresentado foram encontradas várias irregularidades, que apesar de comunicadas em três ocasiões ao governo não foram sanadas - a medida do TCE pode acabar beneficiando a Compillar Entretenimento Prestadora de Serviço, que teve seus representantes presos na semana passada na Operação Apagão, realizada pelo Ministério Público. É que em abril a empresa foi contratada sem licitação pelo prefeito Renato Bravo por um período de 180 dias e se o edital não for corrigido e aprovado a tempo pelo TCE, o contrato emergencial que vence no dia 13 de outubro poderá ser renovado por pelo menos mais 90 dias.

Empresa do “apagão” fatura alto em Rio Bonito

José Luiz Alves Antunes optou por não fazer licitação para a tal "gestão informatizada" que aumenta os custos E nem precisou de participar de uma licitação para isso

A empresa Compillar Entretenimento Prestadora de Serviço, cujos representantes foram presos na semana passada na Operação "Apagão" realizada pelo Ministério Público e indiciados por organização criminosa sob acusação de fraude no município de São Gonçalo – junto com o ex-prefeito Nailton Mulim e outros ex-membros do governo – recebeu, no primeiro semestre, R$ 425.678,70 dos cofres da Prefeitura de Rio Bonito e deverá embolsar mais R$ 574.231,70, pois o valor estimado pela Secretaria de Obras para cinco meses é de R$ 1 milhão, conforme consta do Processo Administrativo 966/2017, mesmo sem ter participado de um processo licitatório.