Com certificado anulado e rombo de quase R$ 60 milhões por aplicação no Banco Master, previdência dos servidores vai pesar no bolso dos contribuintes
● Elizeu Pires
Com certificado anulado e rombo de quase R$ 60 milhões por aplicação no Banco Master, previdência dos servidores vai pesar no bolso dos contribuintes
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Foto: Reprodução O que deveria ter sido decidido democraticamente, só indo para urnas candidatos sem impedimento legal, acabou tumultuado pela teimosia de alguém apegado demais ao poder, que achou que podia ter um terceiro mandato consecutivo de prefeito e acabou levando para o tapetão a disputa, instalando um clima de insegurança jurídica em Itaguaí, onde, nos últimos anos, o governo tem sido tomado na marra, como esse mesmo alguém fez em 2020, abrindo, então como presidente da Câmara, um processo de impeachment para sentar na cadeira por alguns meses e nela disputar, confortavelmente, as eleições daquele ano.
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Em decisão confirmada nesta sexta-feira (13), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitou, por 3 a 1, o recurso apresentado pelo ex-prefeito de Itaguaí, Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão, que vinha tentando anular a eleição da mesa diretora da Câmara realizada em janeiro de 2025 e, consequentemente, tirar o presidente da Casa, Haroldo Jesus, o Haroldinho, a condição de prefeito interino.
● Elizeu Pires
Foto: Reprodução Não foi por falta de aviso que o ex-prefeito de Itaguaí, Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão (foto), insistiu em disputar as eleições de 2024. Ele sabia que já se encontrava inelegível e que concorrendo sub judice poderia até ser o mais votado, mas jamais seria declarado eleito. Foi o que aconteceu: teve votação suficiente para ser considerado reeleito, mas não tomou posse, porque a Constituição veda um terceiro mandato consecutivo
Central de desinformação teria sido montada para desestabilizar gestão interina, espalhando em Itaguaí que o retorno do ex-prefeito ao poder era “líquido e certo”
● Elizeu Pires
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Foto: Reprodução Foi no último ano da gestão do prefeito Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão, que o Instituto de Previdência do Município de Itaguaí (Itaprevi), optou por aplicar em papeis sem garantias, no Banco Master (liquidado logo depois pelo Banco Central), a soma de R$ 59,6 milhões de seus recursos, dinheiro necessário para garantir a aposentadoria dos servidores municipais.
Processo sucessório foi tumultuado por candidato que já sabia que não poderia concorrer em 2024
● Elizeu Pires
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Em fevereiro de 2025 a Prefeitura de Itaguaí firmou, sem licitação, um contrato de R$ 31,5 milhões para locação de máquinas pesadas e caminhões durante um ano. Além dos equipamentos, todos movidos a diesel, o contrato engloba, também, o fornecimento do combustível necessário por conta da contratada.
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Em 2020, mesmo sabendo que não poderia concorrer a um movo mandato, o então prefeito de Itatiaia, Eduardo Guedes, insistiu. Concorreu sub judice, ganhou nas urnas, mas não levou. Preocupado mais com seu projeto pessoal de poder do que com o município, tumultuou todo o processo eleitoral com seguidos recursos judiciais. Dudu, como é mais conhecido no Sul Fluminense, fez de tudo para evitar uma eleição suplementar, mas essa aconteceu em 13 de março de 2022, e ele e seu grupo levaram uma cacetada nas urnas, estando Guedes hoje morto, politicamente falando.
Governo interino e blefe do grupo do político de quem, de acordo com a legislação, nem deveria ter disputado as eleições de 2024 contribuem para isso
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