Atos atribuídos ao deputado Thiago Rangel podem afetar carreira da filha vereadora

● Elizeu Pires

Foto: Arquivo/Alerj

Segundo nome mais votado para a Câmara de Vereadores de Campos, no interior do estado do Rio de Janeiro, registrando 11.333 votos, Thamires Rangel não é alvo das investigações no momento, mas sua precoce carreira política poderá ser afetada pelas ações atribuídas ao pai dela, o deputado estadual afastado, Thiago Rangel, preso no dia 5 de maior pela Polícia Federal, no âmbito de inquérito aberto para apurar fraudes em contratos para obras de reforma em escolas sob o guarda-chuva da Diretoria Regional de Educação do Noroeste Fluminense, sobre a qual o deputado mantinha controle indiretamente.

Esta semana surgiu um fato grave, por meio de denúncia apresentada à PF por pelo diretor de uma escola, que relatou ter sidp pressionado pelo deputado para desviar R$ 200 mil para contribuir com o financiamento da campanha da filha. À Polícia Federal o denunciante contou ter se recusado inicialmente, mas que uma nota fiscal falsa teria sido emitida para o recurso poder ser liberado.

Controle antigo – O controle político sobre as diretorias regionais da Secretaria de Educação é coisa antiga. Na Região Metropolitana essas diretorias são chamadas de Metro e as mais disputadas pelos deputados são as Metro I, Nova Iguaçu; II, São Gonçalo; IV, Campo Grande; V, Duque de Caxias e Metro VII, sediada em São João de Meriti.

A Diretoria Regional de Educação Noroeste estava, pelo menos no papel, sob o comando de Júcia Gomes de Souza Figueiredo, indicada ao cargo pelo deputado. Ela foi afastada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi alvo de um mandado de busca e apreensão.

*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria

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