● Elizeu Pires

O candidato a governador pelo Republicanos, Anthony Garotinho (foto) não tem poupado ninguém no universo da política no Rio de Janeiro. Mas não são apenas disparos verbais. Ele também tem encaminhado denúncias gravíssimas aos órgãos de investigação e citado que vários membros da Assembleia Legislativa estariam correndo risco de serem acordados com agentes da Polícia Federal batendo em suas portas.
Porém, adversários estariam preparando o troco para ser dado durante a campanha, relembrando o histórico de prisões do político que, segundo a última pesquisa Quaest (registrada na Justiça eleitoral sob os números BR-07670/2026 e RJ-02671/2026), está em segundo lugar, empatado com o candidato do PL, Douglas Ruas.
Garotinho – que já foi deputado estadual, federal, prefeito de Campos e governador do Rio – foi preso cinco vezes, conforme registros amplamente divulgados pela imprensa entre 2016 e 2019.
A primeira delas ocorreu em novembro de 2016, no âmbito da Operação Chequinho, sob acusação de compra de votos em seu município de origem. Neste caso ele teve anulada este ano pelo Supremo Tribunal Federal uma sentença de 13 anos e 9 meses de prisão, pois a Segunda turma do STF entendeu que as provas obtidas contra Garotinho foram colhidas de forma irregular.
Em setembro de 2017 ele foi preso novamente no âmbito da mesma operação, desta vez por suposta obstrução das investigações da Operação Chequinho e coação de testemunhas.
Em 22 de novembro de 2017 ele preso na Operação Caixa d’Água, realizada pela Polícia Federal, que investigava suposta arrecadação de recursos para campanha eleitoral de forma ilícita. Neste processo, ele conseguiu uma decisão na Justiça Eleitoral, que suspendeu as medidas cautelares que tinham sido tomadas contra ele.
Em 2019 ele foi preso duas vezes. A primeira em 3 de setembro, na Operação Secretum Domus, realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), em inquérito que apurava suposto superfaturamento e fraude em contratos em dois programas habitacionais da Prefeitura de Campos, e no dia 30 de outubro ele voltou a ser preso, ainda no âmbito da Operação Secretum Domus, depois de a Justiça revogar a liminar o tirara da prisão.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria