
O estado do Rio de Janeiro passa por um avanço do crime organizado e do domínio territorial sobre serviços essenciais. A violência é o principal gargalo para a atração de investimentos, geração de empregos e melhoria da qualidade de vida dos fluminenses. A avaliação é do ex-presidente da Alerj e ex-secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República, André Ceciliano. Durante entrevista ao podcast “Alemão Ilimitado”, Ceciliano, que é candidato a deputado estadual pelo PT, definiu a segurança pública como o principal área de atuação de um novo governo para a atração de investimentos, geração de empregos e melhoria da qualidade de vida dos fluminenses.
Para o ex-presidente da Alerj, o combate às facções e milícias exige uma mudança profunda de postura política, articulação com o governo federal e investimentos em inteligência para desmantelar a exploração ilegal de água, energia, transporte e comércio de rua ilegais. “A maior chaga do estado hoje é a violência. Não dá mais para conviver com barricadas, fuzis e o controle do território sufocando o cidadão e afugentando empresas. Enfrentar a violência é a pré-condição para resgatar a esperança, gerar empregos e trazer o desenvolvimento de volta ao Rio de Janeiro”, afirmou Ceciliano.
Além da pauta de segurança, o ex-secretário da Presidência da República enfatizou seu apoio ao fim da escala de trabalho 6×1, defendendo a transição para o modelo 5×2 como uma pauta urgente para a saúde do trabalhador e o ganho de produtividade.
Enquanto deputado estadual, André Ceciliano foi, reconhecidamente, um dos parlamentares que mais atuaram na defesa do estado do Rio e do funcionalismo, com medidas de equilíbrio fiscal e construídas após diálogo com as instituições, e, especialmente, com servidores. Entre as medidas, Ceciliano citou a defesa de direitos adquiridos, recomposição salarial e avanços nas carreiras do serviço público; redução do pedágio previdenciário e melhorias para policiais civis, militares e bombeiros; convocação de concursados, e a economia de até R$ 500 milhões por ano sem redução de quadros, com recursos para novas contratações.
Durante o podcast, André Ceciliano, autor da Lei de Incentivo à Cultura do estado, que estabelece a renúncia fiscal de 0,5% do ICMS e destina mais de R$ 250 milhões por ano ao setor, também reforçou seu compromisso com a cultura como instrumento de transformação social e destacou a importância de ampliar políticas públicas que garantam acesso à produção cultural.