E agora, Fachin?

O que o Supremo Tribunal Federal está esperando para anular esse acordo de delação premiada que deixa livre de qualquer processo o empresário Joesley Batista, manda-chuva maior do grupo JBS? Como se não bastassem a multa irrisória estipulada pelo “imaculado” Ministério Público, o fato de um procurador da República - que se demitiu um dia antes de a gravação clandestina de uma conversa com entre Joesley e o presidente Michel Termer – ter se associado ao escritório de advocacia que representa a JBS e – e a derrapada feia na curva do cacique da PGR, Rodrigo Janot, que inseriu a gravação no inquérito sem solicitar que o material fosse periciado antes, agora vem à tona a informação de que Edson Fachin (foto) pediu ajuda a gente da JBS para assegurar sua nomeação como ministro do STF. Já sei. Vão dizer que o ministro não sabia, em 2015, quando isso aconteceu, da relação promíscua do empresário com parlamentares.

Muito bem. Se não sabia agora já sabe, assim como tem pleno conhecimento de que a gravação não foi periciada e que Joesley deve R$ 2,3 bilhões ao INSS e obteve empréstimos bilionários junto ao BNDES, que dificilmente serão pagos.

PGR nega ter incluído conversa de jornalista em inquérito

Reinaldo Azevedo chegou a pedir demissão da Veja por causa disso

Em nota oficial a Procuradoria-Geral da República (PGR) negou que tivesse anexado ao inquérito sobre o senador Aécio Neves uma conversa entre o jornalista Reinaldo Azevedo (foto) e uma fonte, nesse caso irmã do político, Andrea Neves, presa na semana passada, no processo em que ela é investigada por corrupção. O vazamento levou o jornalista, que escrevia também para a revista Veja, a pedir rescisão do seu contrato. A inclusão da conversa, se tiver mesmo acontecido, viola a garantia constitucional dos jornalistas ao sigilo de suas fontes e fere também a lei que assegura interceptações telefônicas durante as investigações. A lei determina o descarte das provas derivadas de grampos que não tenham utilidade para o processo.

Despesas da Codeni disparam e continuam escondidas

A Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu gastou quase R$ 9 milhões em quatro meses, mais que o dobro do registrado no último quadrimestre de 2016

Os valores dos repasses para a Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni), uma autarquia considerada cara e supérflua pelos iguaçuanos mais observadores, vem aumentando assustadoramente desde que o prefeito Rogério Lisboa (foto) assumiu o governo. Nos primeiros quatro meses deste ano as transferências somaram quase R$ 9 milhões, mas é praticamente impossível saber onde e em que esse dinheiro está sendo gasto, já que as despesas são informadas de forma genérica no sistema da Prefeitura, dificultando o controle social garantido a todo cidadão pela Lei da Transparência. De acordo com os registros da administração municipal, em janeiro o repasse foi de R$ 1.898.472,73. Caiu para R$ 1.520.190,10 em fevereiro, mas disparou em março e abril, para R$ 2.650.632,24 e 2.853.336,77, chegando ao total de R$ 8.922.631,34.

Rio das Ostras aposta em inovação para crescer em tempos de crise

Novidade no setor de food service possibilita que consumidor conheça um pouco da culinária de diversos países em um só lugar: Restaurante Rodízio Rico, que será inaugurado amanhã

É na crise que costuma aparecer aquela grande oportunidade, segundo alguns especialistas em mercado. Pensando nisso e buscando atrair mais consumidores, dois empresários do bairro Costazul, em Rio das Ostras, decidiram apostar em uma novidade no conceito de rodízios. Eles possibilitarão, a partir da próxima quinta-feira, em um único dia e lugar, que os clientes conheçam os pratos típicos, que marcam a cultura de alguns países. O investimento confirma a estimativa da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) de que o setor de food service tem crescido, em média, 14% ao ano.

Franquia de asfalto pode ser um “negócio da china”

Com investimento a partir de R$ 300 mil reais um franqueado monta uma usina e comercializa o produto para clientes públicos e corporativos. As franquias Chave-na-Mão, oferecidas já em funcionamento, chegam com faturamento e contratos assinados

Todo mundo sabe o que é uma franquia comercial, varejista ou prestadora de serviços, através da qual vendem-se roupas, calçados, perfumes, alimentos, cursos de idiomas e até serviços de faxina como franqueado. Porém, pouquíssimas pessoas conseguem citar uma franquia industrial. Isso até aparecer a Único Asfaltos, a primeira do setor no Brasil. “Somos a única franquia industrial do país e, pelo menos que produz asfalto, a única do mundo”, diz Jorge Coelho, fundador e franqueador, que conseguiu um feito até então inédito. Ele 'compactou' uma usina produtora de asfalto, tornando seu investimento e sua operação mais fáceis e acessíveis. “Primeiro, eu criei um produto ímpar para o mercado brasileiro. Depois, foi a vez de criar a Cayman, usina que é dez vezes menor que uma usina tradicional, pode ser operada por apenas duas pessoas (a tradicional precisa de 40 funcionários) e cabe num galpão. Meu franqueado é um industrial do ramo de asfalto”, diz.

Joesley usou “gravador vagabundo” para incriminar Temer

Afirmação é de um dos maiores especialistas em áudio do Brasil, o perito Ricardo Molina, que apontou mais de 60 cortes, sendo seis falhas no trecho sobre Eduardo Cunha

“É uma gravação tão contaminada que não pode ser levada a sério. Ela só está sendo levada a sério pelo contexto político que a circunda. A Procuradoria é ingênua e incompetente. Aquilo é coisa de leigo e que não sabe mexer em áudio. Eles se esconderam atrás de frases como índice provável de confiabilidade. Essas duas pessoas [analistas do MPF] não entendem nada de áudio”. A afirmação é de Ricardo Molina (foto), um dos maiores especialistas do Brasil. Molina – que é professor Unicamp e um perito em fonética forense, tendo atuado em centenas de casos em processos criminais – foi contratado pela defesa do presidente Michel Temer para analisar o áudio em que o presidente conversa com o empresário Joesley Batista, que comanda o grupo JBS, que fez o acordo de delação com o Ministério Público Federal.

Irresponsabilidade compromete processo legal

Aonde o procurador geral da República pretende ir? Essa pergunta precisa ser feita por cada brasileiro para chegarmos, nós mesmos, a uma conclusão, já que Rodrigo Janot (foto) e seus meninos prodígios não responderão jamais. Quando, sem prova alguma, acusa o presidente Michel Temer de tentar obstruir a justiça e de comprar o silêncio de um condenado, o MPF está desconstruindo tudo aquilo que o estado democrático de direito construiu. Não estou falando isso por achar que Temer não deva ser investigado ou por pretender defendê-lo, mas por entender que os nobres doutores da lei perderam a mão há muito tempo, empolgados que estão com os aplausos de quem entendeu bulhufas do espetáculo, mas bate palmas mesmo assim.

O faço porque Janot e seus garotos já derraparam feio em situações anteriores e agora cometeram um erro absurdo que ninguém cometeria se não tivesse outras intenções: aceitou como prova uma gravação clandestina e ainda por cima manipulada, com pelo menos 50 cortes, quando - qualquer cidadão atento às leis sabe - deveria descartar a “prova” por ser ela ilegal e submetê-la a uma análise técnica para que a autenticidade pudesse ser assegurada. Não se fez nada disso. Vazou-se a gravação, fez-se um alarido danado, com tudo ocorrendo como Janot e os seus planejaram para colocarem fogo no país e levarem a esquerda às ruas pela antecipação da eleição para presidente.  Sabem para que? Conduzir a o PT ao poder novamente. Ou vocês acham que o pessoal do PT, PCdoB, Rede e Psol está querendo eleger quem?

De Magé e com selo de qualidade

Produção dos pequenos agricultores vai ganhar certificação

Os cerca de mil agricultores familiares instalados em Magé vão receber o Selo de Participação da Agricultura Familiar (Sipaf), uma certificação criada pelo governo federal com a finalidade de valorizar os pequenos produtores, trabalhadores do campo que cultivam a terra em família e vendem a produção basicamente nas feiras-livres. Há mais de 40 anos atuando no setor em Magé, o engenheiro agrônomo e consultor do Centro de Ensino, Pesquisa e Treinamento em Agroecologia (Cepta), Aloísio Sturm é responsável por grandes avanços da agricultura no município. Apaixonado pelo que faz, Aloísio tem promovido debates sobre a importância do setor para o abastecimento da sociedade. “Dizem que precisamos de saúde e educação, mas com a barriga vazia, não é possível nenhum dos dois”, afirma, Aluizio, que desde 2011 vem tentando emplacar o Sipaf em Magé.

Braço direito de Janot deixou a PGR e foi atuar em escritório que defende os interesses da JBS no acordo de leniência

Estadão revela que um dos principais colaboradores do Procurador Geral deixou o MPF um dia antes da tão questionada gravação clandestina de Joesley Batista ser feita

O ex-procurador da República Marcelo Miller (foto) está atuando no escritório de advocacia contratado por Joesley Batista para representar o grupo JBS no fechamento do acordo de leniência que está sendo firmado com o MPF. A informação foi publicada com exclusividade pela jornalista de O Estado de São Paulo, o Estadão, Vera Magalhães, na tarde deste sábado. Segundo a revelação, Marcelo, que era “um dos principais braços-direitos de Rodrigo Janot no Grupo de Trabalho da Lava Jato até março deste ano”, a saída de Miler do Ministério Público Federal veio à público no dia 6 de março, um dia antes de o empresário gravar a conversa com o presidente Michel Temer.

Folha de São Paulo denuncia que gravação de Joesley foi editada

Em matéria postada às 21h53 desta sexta-feira o jornal Folha de São Paulo revela que perito encontrou 50 cortes nos áudios divulgados pelo Ministério Público Federal. Leia o texto na íntegra

Uma perícia contratada pela Folha concluiu que a gravação da conversa entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer sofreu mais de 50 edições. O laudo foi feito por Ricardo Caires dos Santos, perito judicial pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Segundo ele, o áudio divulgado pela Procuradoria-Geral da República tem indícios claros de manipulação, mas "não dá para falar com que propósito". Afirma ainda que a gravação divulgada tem "vícios, processualmente falando", o que a invalidaria como prova jurídica. "É como um documento impresso que tem uma rasura ou uma parte adulterada. O conjunto pode até fazer sentido, mas ele facilmente seria rejeitado como prova", disse Santos.