CRT apresentou boletos sem autenticação

Elizeu Pires

Além de ficar com todo o ônus gerado pela cobrança de pedágio na BR-116 pela Concessionária Rio Teresópolis - que opera entre Saracuruna, em Duque de Caxias e Além Paraíba, no estado de Minas Gerais, passando por Magé, Guapimirim, Teresópolis, São José do Vale do Rio Preto e Sapucaia -, o município de Magé pode ter sido prejudicado no pagamento do Imposto Sobre Serviços (ISS), que a CRT recolhe todos os meses, dividindo o total a ser pago para seis municípios, tendo como critério a quantidade de quilômetros dentro dos limites de cada cidade.

CRT só é boa para os vizinhos de Magé

Teresópolis não tem pedágio e fica com a maior parte do ISS pago pela concessionária. Sapucaia é o segundo maior recebedor do imposto e também não tem posto de cobrança

O trecho da BR-116 administrado pela Concessionária Rio Teresópolis (CRT), vai de Duque de Caxias a Além Paraíba, com exatos 142,5 quilômetros e o critério para a distribuição do Imposto Sobre Serviços (ISS) pago pela empresa é a quantidade de quilômetros dentro dos limites de cada um dos seis municípios existentes no trecho. De posse dos valores pagos pela concessionária em setembro desse ano, concluo que Magé só leva mesmo é prejuízo com essa empresa.

CRT perde mais uma para Teresópolis

8 de novembro de 2011

A máxima popular de que a união faz a força se confirmou mais uma vez na luta dos moradores de Teresópolis contra a CRT. Eles, que já haviam conseguido acabar com a cobrança de pedágio na altura do Vale Paquequer, agora receberão de volta os valores que pagaram antes de obterem o fechamento do posto de cobrança instalado na localidade.

CRT faz muito mal a Magé

Elizeu Pires

Uma carreta que transporta mercadorias até o centro de Magé vai pagar uma tarifa de R$ 67,20 na praça principal de pedágio da Concessionária Rio Teresópolis (CRT). Quem você acha que arcará com essa despesa extra? Por conta dessa tarifa absurda a transportadora aumenta o valor do frete e esse é embutido no preço final da mercadoria e quem acaba arcando com isso é consumidor que mora em Magé. Essa conta, não importa de que forma seja feita, será sempre paga pelo mageense, “premiado” com três postos de cobrança e a quem cabe apenas o direito de pagar.

Magé vai anular contrato de R$ 19,8 milhões

Elizeu Pires

A empresa FFM Terra que faturou cerca de R$70 milhões na Prefeitura de Magé, sendo mais de R$40 milhões em dois contratos assinados em 2010 e em fevereiro deste ano, terá anulado o contrato de R$19,8 milhões, feito pelo ex-prefeito interino Anderson Cozzolino, o Dinho, apontado em denúncia encaminhada ao Ministério Público como “sócio informal”.

FFM Terra recebia até três vezes por mês

Elizeu Pires

A FFM Terra, empresa favorita da Prefeitura de Magé na locação de caminhões, máquinas e prestação de outros serviços, chegava a receber até três pagamentos por mês. Investigada pelo Ministério Público por suspeita de licitações fraudulentas e pela denúncia de que operaria no município em parceria com o ex-prefeito interino Anderson Cozzolino, o Dinho, que está volta à presidência da Câmara de Vereadores, a empresa é controlada pelo empresário Fábio Figueiredo Morais, o Fabinho e teria faturado cerca de R$70 milhões nas gestões de Núbia Cozzolino, Rozan Gomes e Anderson Cozzolino. Só em dois contratos assinados em 2010 e fevereiro desse ano o valor passa R$40 milhões.

Contratos da FFM Terra são irregulares

Elizeu Pires

A empresa FFM Terra que faturou cerca de R$ 70 milhões na Prefeitura de Magé, sendo mais de R$ 40 milhões em apenas dois contratos firmados nesses dois últimos anos, jamais poderia ter contratos com o poder público com valores superiores a R$ 1 milhão. É que a legislação exige capital social de no mínimo 10% do valor do compromisso a ser assumido e, de acordo com o contrato social da empresa, o capital da FFM Terra é de apenas R$ 100 mil, valor três vezes menor do que a concorrente deixada de lado pela administração municipal na hora de contratar os serviços de locação de camimhões e máquinas.

Corrupção impune em Silva Jardim

Agiotagem com dinheiro público denunciada em 2001 ainda não foi punida

Com pouco mais de 20 mil habitantes, Silva Jardim, é, ao lado de Magé, Maricá e Nova Iguaçu, um dos municípios mais marcados por denúncias de corrupção. As evidências de desvio de dinheiro público, irregularidades processos de licitação e contratação de funcionários fantasmas surgiram nas gestões dos prefeitos Antônio Carlos Lacerda, Elmary Nascimento e Augusto Tinoco, foram denunciadas pelo Ministério Público e causaram, inclusive algumas prisões como a de Augusto Tinoco. O primeiro escândalo foi “batizado” de Buraco Negro e explodiu em janeiro de 2001, tão logo o ex-prefeito Augusto Tinoco assumiu o cargo.

Superfaturamento comprovado em Nova Iguaçu

Nova licitação para compra de uniformes confirma que Lindberg Farias pagou 500% a mais por uniformes escolares. O íten camiseta custou 100% mais caro

Quatro anos após o elizeupires.com ter revelado que a Prefeitura de Nova Iguaçu gastou cerca de R$ 9 milhões comprando uniformes escolares a preços superfaturados, uma nova licitação aberta este ano com a mesma finalidade comprovou a irregularidade. No último dia 2 foi publicado no Diário Oficial do município o registro de preços para a compra de uniformes com material nas mesmas especificações do edital anterior, com valores até 50% mais baixos que os praticados em 2007. No caso das camisetas, o valor pago por Lindberg Farias foi o dobro do atual. A compra anterior - que está sendo investigada pelo Ministério Público Federal, por envolver recursos repassados pelo Ministério da Educação - foi feita através da Secretaria Municipal de Educação, que adquiriu camisetas, bermudas, shorts e pares de tênis da empresa WQ - Comercio de Material de Escritório e Serviços Ltda., que venceu uma licitação feita em dezembro de 2006, quando a vereadora Marli Freitas (PT) respondia pelo setor de Educação. O item camiseta dos uniformes adquiridos em 2007, por exemplo, custou R$ 16,87 a unidade e o preço apurado nessa nova concorrência é de R$ 8,70.