Pressão do prefeito de Miguel Pereira para manter parceiro no comando do Legislativo seria motivada por parecer contrário nas contas de 2020

● Elizeu Pires

Um déficit financeiro de mais de R$ 2 milhões nas contas de gestão do prefeito André Pinto de Afonseca, o André Português, referentes ao exercício de 2020, pode ter sido a razão de o governante ter comprado uma briga com seis dos 11 vereadores da cidade, com o objetivo de manter no controle da Câmara um aliado seu.

Justiça cassa mandato de vereador em Teresópolis e determina redistribuição dos votos, o que mudará formação da Câmara

● Elizeu Pires

Em decisão tomada nesta quinta-feira (23), a juíza Marcela Assad Caram, da 195ª Zona Eleitoral, cassou o mandato do vereador Gustavo Santos de Simas, beneficiado com fraude contra a cota de gênero cometida pela direção do PSL de Teresópolis na composição da lista de candidatos nas eleições de 2020.  A magistrada determinou ainda a redistribuição proporcional dos votos.

Retorno de Lindberg Farias à Nova Iguaçu teria a ver com 2024 e não com as eleições de 2022, dizem os que ainda o cercam

● Elizeu Pires

Ele deixou a Prefeitura de Nova Iguaçu em março de 2010 para concorrer a uma cadeira no Senado e saiu deixando um rastro de destruição, obras inacabadas, cerca de R$ 500 milhões em dívidas, além de um rombo de R$ 400 milhões na previdência dos servidores. Agora exercendo um mandato de vereador na capital fluminense, ele anuncia que está de volta. A ideia inicial é uma participação semanal em um programa de rádio, com vistas às eleições de 2022, quando pretende lançar-se a deputado federal, mas a meta mesmo, revelam os que ainda o cercam, seria disputar o governo municipal em 2024.

Questão financeira falou mais alto na redução do número de vereadores em Queimados: Câmara passará a ter apenas 13 cadeiras

● Elizeu Pires

Embora o número de cadeiras não seja levado em conta na hora de definir o valor do duodécimo a ser transferido para as câmaras de vereadores, o corte de quatro cadeiras na composição do Poder Legislativo em Queimados, na Baixada Fluminense, para a legislatura a ser iniciada em janeiro de 2025, foi impulsionado por questões financeiras.

André Cecliano X Washington Reis, uma disputa que lideranças da Baixada Fluminense gostariam de ver em 2022

● Elizeu Pires

O primeiro está vivendo seu melhor momento na vida pública, cotado para concorrer ao Senado, até mesmo ao governo estadual. O segundo tem contas a acertar com a Justiça, uma condenação a sete anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, sentença por crime ambiental já confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cuja execução vem sendo empurrada com a barriga com o uso de embargo sobre embargo, e agora com a troca de advogado.

Na marra não, prefeito

● Elizeu Pires

Alguém precisa lembrar ao prefeito de Miguel Pereira, pequena cidade do centro-sul do estado Rio de Janeiro, André Pinto de Afonseca, o André Português (foto), que ele é chefe de um poder só, o Executivo. Dizer a ele que o Legislativo é outra praia, um poder independente, no qual quem dá as cartas são os representantes eleitos para comporem a Casa.

Encontro de Washington Reis com Michel Temer é visto na Baixada como “busca de ajuda” por conta de julgamento marcado no STF

● Elizeu Pires

Na última segunda-feira (13), o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis e seu irmão, o deputado estadual Rosenverg Reis, ambos do MDB, posaram para foto ao lado do ex-presidente da República, Michel Temer. Divulgou-se que a visita, segundo WR, foi para parabenizar Temer pela intervenção feita por ele na semana passada para "unir os poderes e pacificar o país", mas a razão do encontro, entretanto, segundo se comenta nos ambientes políticos da Baixada Fluminense, seria outra.

Políticos com contas de gestão rejeitadas e punidos apenas com multa terão candidatura aprovada, assegura novo dispositivo legal

Para o senador Marcelo Castro o projeto separa "o joio do trigo" O Senado aprovou um projeto liberando a candidatura de políticos que tiveram as contas rejeitadas na administração pública e foram punidos apenas com multa. Se a mudança for sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, a proibição valerá apenas para casos mais graves, como quando há desvios de recursos públicos e enriquecimento ilícito. "O projeto termina separando o joio do trigo", disse o relator da proposta, Marcelo Castro (MDB-PI). De acordo com ele, ficarão livres da inelegibilidade por oito anos aqueles gestores, como prefeitos, que tiveram as contas rejeitadas apenas por atos formais, por exemplo, a falta de um documento relacionado a uma despesa, sem prejuízo ao erário público.

A proposta foi aprovada anteriormente pela Câmara, ou seja, depende agora do aval de Bolsonaro. Quando a rejeição das contas envolve atos de desvios, enriquecimento ilícito ou dano aos cofres públicos, o político continuará sem poder se candidatar. "Não podemos condenar à morte política, porque são oito anos de inelegibilidade, todos nós sabemos como é dura a vida de um político, simplesmente porque houve um erro formal", disse Marcelo Castro.