Estalinho ecoa como bomba em Porto Real

Apreensão de panfletos gera noticia falsa sobre prisão de deputado que sequer tinha ido à cidade

O deputado federal Washington Reis (PMDB) nem passou perto de Porto Real esta semana, mas a notícia de sua “prisão” foi espalhada nas ruas da cidade do interior fluminense e por pouco não foi divulgada também nas emissoras de rádio da região das Agulhas Negras, tudo por conta da apreensão de um veículo a serviço de sua campanha, em cujo interior foram encontrados panfletos simulando a edição de um jornal com supostas matérias jornalísticas, veiculando acusações contra o ex-secretário de Saúde do município, o médico militar Alexandre Serfiotis, filho do ex-prefeito Jorge Serfiotis. O material considerado difamatório por Alexandre, que pela segunda vez disputa um mandato de deputado federal, estaria sendo distribuído por três cabos eleitorais de Washington, que foram autuados na 100ª DP e liberados depois de assinarem um termo circunstanciado, através do qual se comprometeram a comparecer em juízo.

Empresário é quem estaria governando Araruama

Teria indicado, inclusive, um ex-empregado para ser o pregoeiro da Prefeitura

Os quase seis meses de afastamento imposto pela Justiça ao prefeito de Araruama, Miguel Jeovani (PR), por conta de denúncias de fraudes em processos licitatórios, ao que parece, não lhe serviu de lição. Pelo menos é isso que sugere o retorno de sua éminence grise (eminência parda), o empresário Elson Silva Filho, apontado como o verdadeiro mandatário do município, o homem que te fato estaria governando, embora não tenha recebido um voto sequer. De acordo com um grupo de vereadores, uma comissão de inquérito poderá ser instalada a qualquer momento para apurar suposta ingerência de Elson nos assuntos do governo, principalmente nos processos licitatórios. Segundo o grupo, a força do empresário é tanta que a nomeação do novo pregoeiro do município (o responsável pelas licitações de compras e contratações de empresas prestadoras de serviços), teria sido imposta por ele. Valter Borges de Mendonça, matrícula 903160-5, seria ex-funcionário da empresa de Elson.

Superfaturamento condena nove em Búzios

O ex-prefeito de Búzios, Antonio Carlos Pereira da Cunha, o Toninho Branco e o ex-secretário de Obras, Salviano Lúcio Martins Leite e mais sete pessoas foram condenados por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário público e terão de ressarcir, solidariamente, os danos causados aos cofres públicos e pagar multa. A decisão foi tomada pelo juiz Marcelo Alberto Chaves Villas, da 2ª Vara da Comarca de Armação dos Búzios, que ainda cassou os direitos políticos suspensos dos réus por cinco anos, além de decretar a indisponibilidade dos bens de Toninho e Salviano.

 

Ônibus de graça sai muito mais caro…

... e Porto Real e Silva Jardim são as maiores provas disso

Nos municípios de Porto Real (Sul Fluminense) e Silva Jardim (Baixadas Litorâneas), cidades com menos de 22 mil habitantes, os usuários das linhas urbanas de ônibus não pagam passagem e os governantes estufam o peito para dizerem que o serviço é gratuito, quando, na verdade, levando em conta os valores saídos dos cofres públicos para custear o transporte coletivo, está caro demais...

Prefeito de Araruama volta e desabafa: “Vão ter que me engolir”

Afastado ontem do cargo em medida liminar conce- dida 2ª Vara Cível da comarca local, o prefeito de Araruama, Miguel Jeovani (PR), fez na tarde de ontem um rápido dis- curso na entrada do prédio da Prefeitura e desabafou: “O que aconteceu ontem (terça-feira) aqui foi uma demons- tração de arbitrariedade, mas a Justiça acaba de ser feita. Ninguém vai parar o nosso trabalho. Aqui não tem bandido e nada temos a esconder. O cerco de ontem (terça-feira) foi um ato de desrespeito aos contribuintes. Fecharam a Prefei- tura como se tivessem autoridade para isso. Estamos de volta e eles vão ter que me engolir”, disse o prefeito, para quem o aparato de 33 agentes fortemente armados “foi des- necessário”. O desabafo de Miguel Jeovani teve dois alvos diretos: o ex-prefeito André Mônica e o deputado Paulo Me- lo, presidente da Assembleia Legislativa.

A operação do Apoio aos Promotores de Justiça (GAP) do MPRJ, realizada na manhã da última terça-feira e a liminar determinando o afastamento temporário do prefeito, foram resultados de inquérito civil aberto pelo Ministério Público a partir de denúncia apresentada pelo empresário Guilherme Castanho, primo do ex-prefeito André Mônica (PMDB). Ele é dono da empresa, Comercial Castanho, que durante a gestão de André, forneceu merenda para a rede municipal de ensino. A denúncia dá conta de  possível fraude em processo licitatório para aquisição de merenda no início do ano passado.

Licitação fraudulenta causa afastamento do prefeito de Araruama

Os advogados do prefeito de Araruama, Miguel Jeovani, estão tentando, neste momento, derrubar a decisão liminar do juízo da 2ª Vara Cível da comarca local, que determinou o seu afastamento. A liminar foi concedida na tarde de hoje, atendendo pedido da 1ª Promotoria de Tutela Coletiva de Ara- ruama, que, como o elizeupires.com já havia noticiado, vinha investigando denúncias de irregularidades em processos li- citatórios para a compra de merenda escolar. Há suspeitas de que empresas de fachada teriam sido montadas unicamente para venderem para a Prefeitura na gestão de Miguel, prin- cipalmente para o setor de educação. Na parte da manhã dessa terça-feira 33 agentes do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP), fortemente armados, fizeram uma operação na sede do governo e fizeram busca em escritórios de empresas for- necedoras da Prefeitura, apreendendo documentos e com- putadores. Não houve prisões, pois os mandados expedidos pela Justiça autorizaram apenas busca e apreensão.

 

Governo do PT meteu as mãos nos cofres em Macabu

Esquema de fraude pode ter desviado mais de R$ 20 milhões

Uma verdadeira quadrilha estava atuando no município de Conceição de Macabu, que desde o dia 1º de janeiro de 2009, vinha sendo governado pela petista Lídia Mercedes de Oliveira a Tedi, afastada do cargo no mês passado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Depois de seis meses de investigação a Polícia Federal descobriu um esquema que só no setor de Educação provocou o desvio de cerca de R$ 4 mi- lhões. Esse montante, segundo o novo prefeito, Clau- dio Linhares, é pequeno em relação ao rombo esti- mado em mais de R$ 20 milhões, considerando a atuação dos criminosos em outros setores. “Estou buscando documentos e não consigo encontrá-los, porque ninguém sabe onde eles estão. Foram des- viados R$ 4 milhões apenas na Educação, mas os desvios nesse setor são os menores. Aqui na cidade tem empresários com cinco empresas que concorrem às licitações entre elas mesmas. O esquema é muito maior”, disse o prefeito, que ontem pediu ao Tribunal de Contas para fazer uma auditoria em todos os processos de licitação e nos pagamentos feitos pela ex-prefeita. Tedi e alguns membros de sua equipe de governo deverão responder por associação criminosa, fraudes em licitações, falsidade ideológica, peculato e constrangimento legal.

“Reinado” de Dinho a perigo

O Ministério Público Estadual vai fazer uma devassa na Câmara Municipal de Magé para investigar as denúncias protocoladas na última quinta-feira pelo vereador Álvaro Alencar (PT), dando conta de que o presidente do Legislativo, Anderson Cozzolino, o Dinho (PMDB), estaria cometendo abuso de poder.

De acordo com a denúncia, no último dia 4 Dinho determinou que a chefe do setor de protocolo e o diretor geral da Câmara impedissem que Álvaro vistoriasse o livro de protocolo geral. O vereador queria constatar se uma carta-renúncia assinada pela prefeita afastada Núbia Cozzolino havia sido protocolada na Casa e mantida em segredo.

Busca e apreensão na Câmara de Magé

Está ocorrendo nesse momento o cumprimento de um mandado judicial na Câmara de Vereadores de Magé. A ação foi determinada pela Justiça em favor do vereador Álvaro Alencar, que solicitou o pedido de busca e apreensão dos livros de protocolo e de atas das sessões.

A medida tonou-se necessária porque o presidente da Casa, Anderson Cozzolino, o Dinho, não estava permitindo que Álvaro checasse o protocolo para saber se algum documento com a renúncia da prefeita afastada, Núbia Cozzolino, havia sido registrado na Câmara,